Ou seja, que requerem investigação para se estabelecerem como tal.

O que o jornalista Solano Nascimento nos oferece é mais que uma síntese, digamos assim, palatável de sua tese de doutorado, pela UnB, ainda que o seja.
Quer me parecer que o que está posto em Os novos escribas: o fenômeno do jornalismo sobre investigações no Brasil (Arquipélago, 2010), é que há mudanças em andamento no cenário jornalístico e que elas precisam de conceituação para serem compreendidas em sua extensão.
Refiro-me também, mas não apenas, à constatação, na pesquisa realizada por Solano, que o constructo "jornalismo sobre investigação" passa a dividir espaço na mesmo proporção com seu par "jornalismo investigativo".
No primeiro caso, trata-se do jornalismo que se estabelece a partir do que outros investigam, cada vez mais freqüente. No segundo, a partir do trabalho que os próprios jornalistas realizam.
Pesquisa de fôlego, realizada a partir da análise de conteúdo em edições das revistas Veja, IstoÉ e Época que circularam nos anos em que houve disputa eleitoral desde a abertura. Mas também de entrevistas com jornalistas de todo o país.
Sobretudo importante para dentro e fora das salas de pesquisa e aula.
E que me faz observar, uma vez mais, que o sistema midiático-comunicacionais, ao estabelecer relações com outros sistemas pelo viés da irritação, reconfigura seus próprios cenários comunicacionais, estabelecendo, nesse movimento, novas gramáticas operacionais, de natureza discursiva.
Mas essa já é outra pesquisa.
Leiam o livro.
No site da editora é possível ler o prólogo e trecho do primeiro capítulo via fullscreem.
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