
Não que seja ruim: Anatomia da reportagem (Publifolha, 2008) é importante em especial para quem está dando os primeiros passos na sempre complicada tarefa de investigar empresas, governos e tribunais.
Basicamente porque suas páginas são permeadas por toques bem legais sobre o quê não podemos deixar de observar quando, por exemplo, tivermos de ler o balanço econômico de uma empresa.
O texto incomoda porque é apressado demais.
Vasconcelos, nele, cita caso atrás de caso; fala rapidamente de cada um e pula para o próximo, como se tivesse coisa melhor para fazer em outro lugar.
Ou seja, resume uma vida nas redações (desde 1967, na Manchete) em pouco mais de 150 magras páginas, com o perdão do adjetivo.
Mas, insisto, ainda assim vale dedicar duas ou três horas à leitura do livro.
Nem que seja para chegar ao seu final e encontrar o capítulo Notas sobre a reportagem investigava, preciosas em sua maioria.
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