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19 de jan. de 2012

Revista Signo está on-line

Já está on-line o vol. 36, nº 61, da revista Signo (ISSN 1982-2014), 2011.

A temática é "Linguagem, tecnologias e mídia".

A edição foi organizada pelos professores doutores Fabiana Piccinin, Demétrio de Azeredo Soster e Mônica Elisa Dias Pons

A Signo e está disponível em http://online.unisc.br/seer/index.php/signo/issue/current

1 de dez. de 2010

Documentários sobre jornalismo

Richard Romancini informa, por e-mail, que está produzindo uma lista com filmes - com ênfase em documentários - que abordam o jornalismo no Brasil e, também, o sistema de mídias de modo mais geral.

E pede indicações.

Quem quiser ajudar, pode fazê-lo pelo richard_romancini@yahoo.com.br

Já há uma lista prévia, abaixo, que pode ser acessada também por aqui.

15 de ago. de 2010

Unicom será discutido em Florianópolis

A matéria abaixo foi veiculada no jornal Gazeta do Sul deste final de semana.

Sobre o I Seminário Nacional de Ensino do Jornalismo, que se realiza do dia 26 a 27 de agosto, em Florianópolis, conforme informado neste espaço.

Discutirei, no seminário, a utilização de plataformas analógicas e digitais em jornais-laboratório, a partir de experiência com o Unicom, que realizamos na disciplina de Produção em Mídia Impressa do Curso de Jornalismo da Unisc, onde leciono.

Clique na imagem, ou no link ao lado, para acessar a versão em PDF.

9 de ago. de 2010

Sobre a escola de jornalismo

O artigo abaixo, de minha lavra, foi veiculado na edição de hoje do jornal Gazeta do Sul, aqui de Santa Cruz do Sul.


O texto na íntegra:

"Se o então ministro Gilmar Mendes, quando da elaboração do texto que viria a embasar seu voto pela não obrigatoriedade do diploma de Jornalismo para o exercício da profissão, tivesse lido o livro A Escola de Jornalismo: a Opinião Pública, de Joseph Pulitzer (Insular, 2009), talvez não apequenasse, de forma tão vexatória, o Supremo Tribunal Federal (STF), como o fez. É uma hipótese.

O fato é que, ao demonstrar ignorância sobre o que significa a formação superior em Jornalismo, tanto para quem emprega como para quem é empregado, legitimada do ponto de vista documental pelo diploma – a exemplo do que ocorre com profissões como a Medicina e o Direito, para ficarmos em duas – Gilmar Mendes agiu de encontro ao momento evolutivo da sociedade.

Observe, caro leitor, cara leitora, que eu disse “de” encontro, ao invés de “ao” encontro.

Explico: face à compressão espaço-temporal em que vivemos, decorrência principalmente do desenvolvimento tecnológico da sociedade, e suas complexificações, as empresas necessitam, cada vez mais, profissionais qualificados ao exercício da profissão para sobreviverem à concorrência e se manterem saudáveis.

Equivale a dizer que, diferentemente do que ocorria há duas décadas, há cada vez menos tempo para treinar funcionários, basicamente porque a multiplicação de jornais, revistas, rádios, televisões e sites de natureza jornalística exige dos que trabalham com informação resultados tão rápidos quanto satisfatórios, sem tempo para aprendizado.

É onde se potencializa o papel da universidade, particularmente em nível de graduação, na formação dos futuros jornalistas. A ela cabe instrumentalizar os aprendizes, por meio de ensino, pesquisa e extensão, de tal forma que, quando formados, não apenas sejam capazes e competitivos como estabeleçam, por meio de seu ofício, diferença para melhor no mercado de trabalho.

Diferença esta que se personifica, claro, no desempenho adequado das tarefas para que foram contratados, mas, sobretudo, na compreensão do que sua presença no mercado de trabalho significa para a sociedade como um todo, haja vista que estamos falando de um ofício que, para além do caráter de negócio, possui obrigações e responsabilidades de natureza pública.

E, para isso, ao lado do conhecimento prático, é preciso também instrumentalização de natureza ética, filosófica e sociológica; sobretudo, jornalística, com o que retornamos ao livro de Pulitzer.

Trata-se, a obra, de uma vigorosa defesa da escola de Jornalismo, escrita ainda no século 19 como uma resposta àqueles que, como hoje, insistem em não ver sentido na formação superior para o (bom) desempenho da profissão, e que não sabem, portanto, do que estão falando.

Uma obra que deve ser lida antes de nos posicionarmos a respeito do assunto, sob o risco de nossos argumentos serem inconsistentes, ou mesmo risíveis, como comparar o trabalho de um jornalista ao de um cozinheiro, com todo respeito que o segundo merece para além da hora da fome".

26 de mai. de 2010

Prêmio Adelmo Genro Filho

Lembrete que chega por e-mail, da parte de Rogério Christofoletti, coordenador do Prêmio Adelmo Genro Filho (PAGF):

Estão abertas, a partir de 1º de junho, as inscrições para a quinta edição do Prêmio Adelmo Genro Filho de Pesquisa em Jornalismo.

O PAGF 2010 é uma promoção da Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo (SBPJor).

A premiação é voltada a trabalhos que tenham sido elaborados durante o ano de 2009 em três categorias: Iniciação Científica, Mestrado e Doutorado.

Uma quarta categoria – Sênior - é atribuída a pesquisadores com reconhecida trajetória no campo do Jornalismo.

Os trabalhos devem ser enviados para o email premiosbpjor@yahoo.com.br

As inscrições vão de 1º de junho a 30 de julho, e os resultados têm anúncio previsto para outubro.

Os vencedores de cada categoria e seus respectivos orientadores recebem seus diplomas de mérito durante o 8º Encontro Nacional de Pesquisadores de Jornalismo, em novembro em São Luís, Maranhão.

O regulamento pode ser acessado no site da SBPJor.

13 de mar. de 2010

Jornalismo sobre investigação

Eis um lançamento relevante quando o assunto é compreender o que se estabelece com os gêneros jornalísticos nos dias que se seguem, neste caso as reportagens ditas investigativas.

Ou seja, que requerem investigação para se estabelecerem como tal.


O que o jornalista Solano Nascimento nos oferece é mais que uma síntese, digamos assim, palatável de sua tese de doutorado, pela UnB, ainda que o seja.

Quer me parecer que o que está posto em Os novos escribas: o fenômeno do jornalismo sobre investigações no Brasil (Arquipélago, 2010), é que há mudanças em andamento no cenário jornalístico e que elas precisam de conceituação para serem compreendidas em sua extensão.

Refiro-me também, mas não apenas, à constatação, na pesquisa realizada por Solano, que o constructo "jornalismo sobre investigação" passa a dividir espaço na mesmo proporção com seu par "jornalismo investigativo".

No primeiro caso, trata-se do jornalismo que se estabelece a partir do que outros investigam, cada vez mais freqüente. No segundo, a partir do trabalho que os próprios jornalistas realizam.

Pesquisa de fôlego, realizada a partir da análise de conteúdo em edições das revistas Veja, IstoÉ e Época que circularam nos anos em que houve disputa eleitoral desde a abertura. Mas também de entrevistas com jornalistas de todo o país.

Sobretudo importante para dentro e fora das salas de pesquisa e aula.

E que me faz observar, uma vez mais, que o sistema midiático-comunicacionais, ao estabelecer relações com outros sistemas pelo viés da irritação, reconfigura seus próprios cenários comunicacionais, estabelecendo, nesse movimento, novas gramáticas operacionais, de natureza discursiva.

Mas essa já é outra pesquisa.

Leiam o livro.

No site da editora é possível ler o prólogo e trecho do primeiro capítulo via fullscreem.

1 de mar. de 2010

Prorrogadas inscrições ao FNPJ

Repasso, por relevante, e-mail de Paulo Roberto Botão, diretor editorial e de comunicação do Fórum Nacional dos Professores de Jornalismo
(FNPJ):

"As inscrições de trabalhos para apresentação no IX Ciclo de Pesquisa em Ensino de Jornalismo foram prorrogadas até o dia 20 de março. O evento integra o 13º Encontro Nacional de Professores de Jornalismo, que acontece de 21 a 23 de abril em Recife (PE), na Universidade Católica de Pernambuco, e é promovido pelo FNPJ (Fórum Nacional de Professores de Jornalismo).

O encontro recebe trabalhos nos formatos de comunicação científica, relatos e pôsteres, em seis grupos de pesquisa: atividades de extensão; ensino de ética e teoria do jornalismo; pesquisa na graduação, produção laboratorial – eletrônicos; produção laboratorial – impressos e projetos pedagógicos e metodologias de ensino. O envio de trabalhos deve ser feito por e-mail, diretamente aos coordenadores dos grupos de pesquisa. As normas de inscrição e endereços para envio podem ser encontradas no site do evento.

O 13º Encontro Nacional de Professores de Jornalismo terá como tema O Ensino do jornalismo: novas diretrizes e novos cenários jurídicos, profissionais tecnológicos e econômicos. Além do ciclo de pesquisa, o evento também inclui as seguintes atividades: pré-Fórum da Fenaj, Colóquio da Andi, 4º Encontro Nacional de Coordenadores de Curso de Jornalismo e o Colóquio Ibero-Americano de Jornalismo.

Mais informações sobre a programação também podem ser encontradas no site do FNPJ".

28 de fev. de 2010

A Folha de S.Paulo e o suco de laranja

A Folha de S.Paulo está suando para se adequar aos novos tempos.


Vejamos o que diz uma das (são duas) manchetes deste domingo, 28 de fevereiro:

"Tremor de 8,8 graus atinge o Chile".

Extremamente relevante para quem, como você e eu, foi resgatado há pouco do meio do que restou da floresta Amazônica, e que estava, portanto, longe de tudo e de todos.

Sim, porque o RESTO do Brasil e do mundo sabia, desde ontem à noite, pelo menos, que o tal terremoto havia ocorrido; que a situação era séria etc. etc.

Como? Pela tevê, rádio, sites, blogs, twitter etc.

Se considerarmos que esse jornal publica, nessa mesma edição, manchete que concorre, na mesma forma e proporção, com a do terremoto, sou obrigado a perguntar aos que, como você e eu, não estavam perdidos na floresta, por que é que (ainda) assinam/compram um jornal cuja manchete, digamos assim, é velha e saturada?

Por outro lado, um pouco mais adiante, na página A8, editoria Brasil, a matéria de abertura informa:

"Novo projeto deixa Folha mais fácil de ler".

A linha de apoio esclarece:

"Mudanças gráficas estudadas há mais de seis meses estreiam em maio e devem tornar o jornal mais acessível e agradável".

A explicação:

"Diante do caos informativo, reforma será instrumento para alcançar um produto mais sintético na forma e mais analítico no conteúdo".

Concordo: o caminho, para os impressos, parece apontar na direção da análise e da interpretação, além dos elementos de ordem imagética, coisa que as revistas sabem desde há muito.

Mas também para as lições mais elementares do jornalismo.

Qual seja, que jornal serve para informar; e que informação, quando o assunto é jornalismo, requer algum esforço que não apenas a simples constatação do que é óbvio e que está, portanto, posto.

É mais ou menos como o sujeito aquele da crônica que passou a vida inteira tentanto descobrir qual a melhor forma de armazenar suco de laranja, até descobrir que era dentro da própria laranja.

12 de fev. de 2010

O jornalismo e a manteiga

Quer ganhar um exemplar no livro Metamorfoses Jornalísticas 2: a reconfiguração da forma (Edunisc, 2009), organizado por mim e por Fernando Firmino da Silva?


Então responda à seguinte pergunta:

- Qual a relação entre a manteiga (aquela que vai bem com pão) e a emergência do jornalismo dito informativo no Brasil?

O primeiro que responder corretamente receberá o livro em casa, sem custo algum.

IVC registra queda de 3,5% em 101 jornais

Mais índices sobre a queda dos jornais, desta vez do IVC.

Um trecho da matéria veiculada no Comunique-se:

"A crise econômica de 2009 também atingiu o mercado brasileiro de jornais. De acordo com dados divulgados pelo Instituto Verificador de Circulação (IVC) nesta quinta-feira (11/02), a queda foi de 3,5% no último ano, em relação a 2008. Em 2009, circularam em média 4.200.743 exemplares de jornais por dia, enquanto no ano de 2008 o volume era de 4.351.400. O instituto analisou os números de 101 títulos filiados à entidade".

Veja por aqui a íntegra do texto assinado por Izabela Vasconcelos.

5 de fev. de 2010

Nova edição da Revista Folkcom

Repasso, na íntegra, e-mail recebido há pouco de Sérgio Luiz Gadini, via mailling do FNPJ:

"Ao registrar o sétimo ano de existência, a Revista Internacional de Folkcomunicação disponibiliza aos pesquisadores, estudantes e interessados na conexão temática mídia/folclore/cultura popular novos textos, ensaios e análises de produtos que envolvem o universo folkcomunicacional. E, para manter a tradição, tal produção intelectual e acesso mantêm o caratér aberto e dialógico da Rede Folkcom, entidade responsável pela Revista.

"Nesta edição (Nº 14), a seção Ensaios & Artigos registra a colaboração de textos de Denis Porto Renó (“O seriado El Chavo del Ocho como um produto folkcomunicacional que reflete a sociedade mexicana descrita por Octavio Paz”), Emma Torres Romay (“La utilización del folclore como estrategia publicitaria na Galícia”), Giordanna Santos (“O siriri na Contemporaneidade: reflexões sobre a espetacularização da dança no 'Festival de Cururu e Siriri de Cuiabá'”), Iury Parente Aragão e Jacqueline Lima Dourado (“Os líderes de opinião e a comunidade comunicante em uma romaria religiosa”), Lucy Regina Costa, Osvaldo Trigueiro e Ed Porto Bezerra (“Folkcomunicação e Cibercultura: os Agentes Populares na Era Digital”), Viviam Lacerda de Souza e Marília Gomes Ghizzi Godoy (“O alto-falante como comunicação e tradição cultural em Senhora de Oliveira/MG”).

"A seção Entrevista traz um diálogo com o pesquisador Osvaldo Meira Trigueiro, que fala dos desafios da pesquisa em Folkcomunicação, comparando diferentes momentos da história, desde que Luiz Beltrão lançou a referida proposta de estudo.

"Na Discografia, o jornalista Ricardo Ampudia apresenta o “resgate da cultura cigana através do punk rock de Gogol Bordelo”, enquanto o repórter Diego Antonelli escreve sobre o vídeo-cordel de Ricardo Mello e Samuca, discutindo a relação entre “cordel e cultura popular” num criativo projeto de animação viodeográfica. O Ensaio Fotográfico da edição é da autoria de Leandro Tapajós Filho e apresenta imagens das variadas cores e formas do boi-bumbá Amazônico. Por fim, a resenha literária é da autoria do jornalista Felipe Simão Pontes sobre uma produção bibliográfica paraibana (“entre o acontecimento midiático e a ação folkcomunicacional”).

"Para fechar, fica o registro, na forma de convite, para que todos autores interessados em discutir e pesquisar sobre temas que envolvem a Folkcomunicação, para participar da Revista Folkcom, tendo por base as orientações editoriais, disponíveis no site do periódico. O objetivo maior, afinal, é fortalecer este emergente campo de estudos interdisciplinares. Com o desejo de uma boa leitura, e crítica, sinta-se, pois, motivado/a a integrar este Democrático Projeto Editorial... A Revista Internacional de Folkcomunicação!

Campos Gerais do Paraná, Brasil, Verão de 2009."

Para submeter textos (ensaios, artigos, resenhas, críticas, dentre outros formatos aceitos pela publicação) para as próximas edições, os autores devem se cadastrar no Portal, a partir do link da Revista Folkcom, e encaminhar o material diretamente ao pelo site.

Dúvidas e informações podem ser enviadas ao e-mail revistafolkcom@uepg.br.

3 de fev. de 2010

Bucci fala aos jovens jornalistas

Aos que, como eu, acreditam que a consolidação do campo de jornalismo passa necessáriamente pela formação em jornalismo, de alunos e professores, recomendo a leitura do discurso que Eugênio Bucci realizou em janeiro na cerimônia de formatura de alunos da Uniara, em Araraquara (SP), da qual foi patrono.

Tomei conhecimento dele por meio do twitter do Observatório de Imprensa.

Fala, sobretudo, de comprometimento; do que o jornalismo significa para a sociedade e da responsabilidade que nós, professores, temos para com a formação destes profissionais.

Um trecho, específico sobre o diploma:

"(...) Volto então a falar, apenas de passagem, das aflições que eu sei que estão por aí a espreitá-los. Entre todas, a mais comentada talvez seja mesmo a decisão judicial que teve enorme repercussão nos nossos cursos: o fim do diploma obrigatório para o exercício da profissão de jornalista.

"Não se deixem abater por isso. O diploma específico em jornalismo não é exigido para profissionais de imprensa em democracias de maior tradição que a nossa – de onde vêm, aliás, alguns dos principais ensinamentos do ofício que exercemos.

"Não é porque o diploma é obrigatório que a profissão se torna melhor ou pior. São várias as profissões no Brasil que não requerem diplomas específicos. Isso não é um problema em si – e não deve, por um minuto sequer, fazê-los acreditar que o futuro será pior.

"O que conta é que vocês se diplomaram, tiveram aulas com grandes professores, e que isso os habilita de forma diferenciada a exercer essa função pública que é a de informar o cidadão e fiscalizar o poder. Há uma imensa estrada aberta para vocês. Não duvidem disso. (...)"

É um pouco do que temos dito/discutido dentro e fora das salas de aula; um pouco do tudo em que acreditamos.

O texto pode ser lido na íntegra por aqui.

2 de fev. de 2010

Circulação de jornais cai 6,9%

Transcrevo, por relevante, e-mail recebido de Márcio Ferreira, via mailling do Fórum Nacional dos Professores de Jornalismo.

Diz respeito a matéria veiculada na revista Meio & Mensagem sobre a queda na circulação dos jornais.

A matéria original é de Alexandre Zaghi Lemos.

O texto:

"Caiu 6,9% a circulação somada dos 20 maiores jornais diários brasileiros em 2009. Onze títulos viram seus números encolherem durante 2009. Os dois que mais caíram foram os do Grupo O Dia, do Rio de Janeiro: O Dia (-31,7%) e Meia Hora (-19,8%). Também tiveram quedas Diário de S. Paulo (-18,6%), Jornal da Tarde (-17,6%), Extra (-13,7%), O Estado de S. Paulo (-13,5%), Diário Gaúcho (-12%), O Globo (-8,6%), Folha de S. Paulo (-5%), Super Notícia (-4,5) e Estado de Minas (-2%).

A liderança continua com a Folha de S. Paulo (média diária incluindo domingo, de 295 mil exemplares), seguida por Super Notícia (289 mil), O Globo (257 mil) e Extra (248 mil). Em quinto lugar está O Estado de S. Paulo (213 mil), à frente do Meia Hora (186 mil) e dos gaúchos Zero Hora (183 mil), Correio do Povo (155 mil) e Diário Gaúcho (147 mil). O top 10 se completa com o Lance (125 mil).

Apenas seis conseguiram melhorar seus desempenhos de acordo com dados do Instituto Verificador de Circulação (IVC). São eles: Daqui (31%), Expresso da Informação (15,7%), Lance (10%), Correio Braziliense (6,7%), Agora São Paulo (4,8%) e Zero Hora (2%). Mantiveram-se estáveis: Correio do Povo, A Tribuna e Valor Econômico, que encerraram o ano passado com circulações bem próximas às do fechamento de 2008."

A matéria pode ser conferida na íntegra por aqui.

1 de fev. de 2010

Elogiemos os homens ilustres

A dica de leitura deste tórrido princípio de fevereiro fica por conta do Elogiemos os homens ilustres (Cia das Letras, 2009), de James Agee e Walker Evans.

Resultado de uma cobertura feita para a Revista Fortune.

A leitura vale pela história (e pelas histórias dentro da história), claro, mas, principalmente, pela(s) forma(s) com que ela é contada do ponto de vista jornalístico pelo jornalista e escritor James Agee e pelo fotógrafo Walker Evans.

Bom, o contexto é o Sul dos Estados Unidos de 1936; onde eles estiveram por quatro semanas, no auge da Grande Depressão que assolou o país por aqueles dias.

Então é um cenário quente, pobre, empoeirado e decadente.

A forma, no entanto, inova quando o assunto é jornalismo em livro, à revelia do nome que lhe demos (diversional, literário, livro-reportagem etc.).

Na verdade, as formas.

Comecemos pelas 61 fotos de Evans: são cruas, quase ríspidas.

Lembram em muito as de Sebastião Salgado; só posso pensá-las em PB.

Um exemplo:

Já o texto fala da alma de gente; da vida de três famílias de agricultores pobres do Alabama que já haviam perdido quase tudo, inclusive a identidade.

É como se o narrador não estivesse nem aí para descrever o que estava vendo, importando-se principalmente com o que era sentido por aquela gente naquele momento; suas angústia e frustrações, o que implica, claro, em uma aproximação muito grande entre o que narra e o que é narrado.

Leia um trecho do livro.

Tire suas próprias conclusões.

12 de jan. de 2010

Divulgação do pós Edição em Jornalismo

Acabo de receber, da secretaria de pós-graduação da Unisc, onde leciono, o material impresso de divulgação do pós Edição em Jornalismo, cujas aulas se iniciam dia 9 de abril.

No início de fevereiro, assim que retornar de minhas férias (afinal, descansar também é preciso), farei um roteiro pelas principais universidades, redações, assessorias de imprensa e locais onde o trabalho jornalístico se faz necessário para divulgar pessoalmente o curso.

Enquanto isso, vamos trabalhando on-line.

As inscrições podem ser feitas até o dia 14 de março, no site do pós.

Também já estamos no twitter. Siga-nos.

O que se pretende, com o pós, é a construção de uma compreensão teórico-conceitual do que representa a edição em jornalismo. Em especial no que a função tem de viabilizadora do processo jornalístico como um todo.

Abaixo, frente e verso do folder de divulgação. Clique nas imagens para vê-las de forma mais ampla.



23 de dez. de 2009

Inscrições ao pós em Edição estão abertas

Escrevo para dizer que as inscrições ao pós Edição em Jornalismo, que coordenarei na Unisc a partir de abril de 2010, já estão disponíveis.

A idéia,como o nome sugere, é buscar a construção de uma compreensão teórico-conceitual do que representa a edição em jornalismo e, em especial, no que a função tem de viabilizadora do processo jornalístico como um todo.

O curso estabelece diálogos com formatos pouco observados quando o assunto é edição, caso das assessorias de imprensa, do webjornalismo e dos blogs e microblogs de natureza jornalística, para ficarmos em alguns exemplos.

Este curso destina-se a profissionais graduados em jornalismo e/ou profissionais que atuam ou desejam atuar em jornais, revistas, rádios, televisões, assessorias de imprensa, webjornais, blogues e microblogs de natureza jornalística na função de editor.

As inscrições seguem até o dia 14 de março de 2010. O início do curso é 9 de abril de 2010 e a duração de três semestres, com carga horária 360 horas.

Entre na página do pós por aqui.

Acompanhe as novidades também via twitter.

12 de dez. de 2009

Jornalismo, fatos e interesses

A dica de leitura de hoje vai para Jornalismo, fatos e interesses: ensaios de teoria do jornalismo (Insular, 2009), de Wilson Gomes, livro que inaugura a série Jornalismo a Rigor, dirigida por Eduardo Meditsch.


A leitura do livro é necessária (e prazeroza, diga-se) já a partir do gênero que se utiliza para discorre sobre o tema proposto: ensaio. Com isso, permite ao autor um posicionamento mais claro em relação ao que está escrevendo, tornando o texto, digamos assim, mais orgânico, com tudo o que isso possa significar.

É o que se observa, por exemplo, em especial na terceira e quarta partes do livro, que abordam, respectivamente, os temas "Jornalismo e interesse público" e "Opinião pública e jornalismo". Nelas, Gomes levanta questões tão importantes quanto inquietantes, sobretudo atuais, como, por exemplo, se o interesse público (ainda) é o princípio fundamental do jornalismo.

Mais que isso, como de costume, só lendo o livro.

Em tempo: Wilson Gomes é Professor Titular de Teoria da Comunicação da Universidade Federal da Bahia e pesquisador (CNPq-1B) do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura Contemporâneas daquela universidade.

9 de dez. de 2009

Alunos da Unisc visitam Gazeta do Sul

Fechamos hoje o semestre na disciplina de Fundamentos de Jornalismo Impresso da Unisc com uma visita ao Grupo Gazeta do Sul, de Santa cruz do Sul.

Foi muito legal porque a moçada que está se iniciando das lides jornalísticas pôde ver de perto como funciona um jornal desde sua concepção até a impressão.

Fizemos mais: visitamos, também, a Rádio Gazeta, o setor de publicações especiais e o portal GAZ.

Uma manhã muito produtiva, enfim, competentemente ciceroneada pelo jornalista Ricardo Düren e pela relações públicas do Grupo Gazeta, Emily Gamartz.


Na foto, não necessáriamente nesta ordem, Andrei Oestreich, Carolina Schmidt, Cassiane Rodrigues, Débora Kist, Gabriela Meller, Jonara Raminelli, Juliana Eichwald, Juliana Spilimbergo,Letícia Pereira, Lucas Bohn, Marília Gehrke, Maurício Beskow, Mirian Flesch, Rui Borgmann, Vanessa Costa de Oliveira e eu.

ATUALIZAÇÃO:
A notícia foi publicada na Gazeta do Sul de quinta-feira, 10 de dezembro.

1 de dez. de 2009

Lançamento do Metamorfoses 2 será dia 5


O lançamento, desta vez, será na Livraria e Cafeteria Iluminura, bem no Centro de Santa Cruz do Sul.

Clicando no cartaz você visualiza melhor os dados.

27 de out. de 2009

Especial do Na Pilha! está nas bancas

Já está nas bancas, e no site do jornal, a edição especial do Na Pilha!, caderno jovem da Folha do Mate, de Venâncio Aires, realizada pelos alunos de jornalismo de relações públicas da Unisc, onde também leciono.

Abaixo, a capa do caderno feito pelos estudantes de jornalismo da Unisc.


Foi um trabalho bem bacana.

Por meio dele, os alunos do curso de comunicação tiveram a oportunidade de conviver, em termos jornalísticos e organizacionais, de perto com a rotina de uma redação, particularmente na produção de um produto voltada ao público jovem.

O ponto alto da atividade se deu na terça-feira da semana passada, dia 13 de outubro, quando o evento Bate-papo Pilhado - Pra que lado em vou? foi realizado no auditório do Colégio Bom Jesus, em Venâncio.

Na ocasião, os professores da Unisc falaram aos cerca de 500 alunos dos terceiros anos do Ensino Médio do município sobre vocação profissional.

No que diz respeito especificamente ao jornalismo, área coordenada por mim no projeto, participaram os alunos João Pedro Caramez, Yaúnde Backes Narciso, Vanessa Kannenberg (responsável pelo projeto gráfico), Marília Nascimento, Pedro Pícolli Garcia, mais Lucas Adolfo Baumhardt, que fez as vezes de MC.

Por parte da Folha do Mate, o trabalho foi coordenado por Ana Flávia Hant e Diana de Azeredo, editoras do Na Pilha.