25 de abr de 2010

Deu tudo certo em Recife

De volta do Recife, em meio a uma gripe braba e de malas prontas para nova viagem (amanhã cedo, para Santa Maria), escrevo para dizer que deu tudo certo em Pernambuco.

Ou seja, que o 13º Encontro Nacional dos Professores de Jornalismo (13º ENPJ) foi muito bom e que rendeu frutos os mais diversos, a maior parte deles ligados ao jornalismo e suas formas.

Como há havia antecipado, faço parte agora da diretoria eleita para o biênio 2010/2014, na condição de vice-diretor Editorial e de Comunicação do FNPJ, na chapa "Em defesa da formação jornalística".

Abaixo, pelas mãos gentis de Rogério Christofoletti, a foto oficial da posse:

Carta do Recife reafirma regulamentação

A assembleia de encerramento do 13º Encontro Nacional dos Professores de Jornalismo (ENPJ) aprovou, na sexta-feira, 23 de abril, a Carta do Recife.

Nela, é reiterada, principalmente, a necessidade de criação de mecanismos para a regulamentação profissional da profissão.

Abaixo, a íntegra do texto.

Carta do Recife em Defesa da Formação Jornalística Superior

"Diante dos crescentes impactos da decisão do Supremo Tribunal Federal que, em 17 de junho de 2009, aboliu a exigência de formação universitária específica para o exercício do Jornalismo, os participantes do 13º Encontro Nacional de Professores de Jornalismo (ENPJ), realizado na Universidade Católica de Pernambuco, no Recife, entre os dias 21 e 23 de abril de 2010, reafirmam a urgente criação de mecanismos de regulamentação profissional ao Jornalismo.

"Em uma realidade marcada pelo oligopólio do controle dos principais meios de comunicação, seja em níveis regionais ou nacional, a regulamentação se torna um fator imprescindível para assegurar a produção de um jornalismo plural e pautado por interesses públicos. O desafio de ampliar a luta intransigente em defesa da formação universitária específica para o exercício do Jornalismo é um compromisso, urgente, de estudantes, docentes e profissionais da área, bem como dos setores da sociedade civil organizada.

"Neste contexto, a proposta de criação de Novas Diretrizes Curriculares ao Ensino de Jornalismo – elaborada por comissão de especialistas nomeada pelo MEC, em 2009, –precisa ser urgentemente aprovada, possibilitando assim o fortalecimento do ensino e a formação profissional específica. Os participantes do 13º ENPJ defendem, assim, a imediata aprovação de diretrizes próprias ao ensino de Jornalismo, criando condições concretas para padronizar indicadores de qualidade e compromisso na formação universitária da profissão.

"Numa perspectiva mais ampla, no âmbito da defesa do direito humano à comunicação, os professores de Jornalismo entendem que é fundamental dar conseqüência às decisões da 1ª Conferência Nacional de Comunicação, especialmente no que tange à implantação do Conselho Nacional de Comunicação. É urgente estabelecer debate público que contribua para a definição de um novo marco regulatório, que inclua dispositivos da extinta Lei de Imprensa e se torne instrumento capaz de regular o funcionamento e democratizar o acesso à mídia no Brasil.

"Em outro aspecto, a existência dos mais de 400 cursos de graduação em Comunicação Social-Habilitação em Jornalismo demanda mais investimento e atenção, por parte dos gestores, seja no que diz respeito a espaço, infraestrutura laboratorial ou quadro docente, demonstrando a compreensão estratégica que a formação jornalística pode propiciar à conquista de cidadania, a partir da oferta de uma informação plural e preocupada com as demandas sociais, e não mais meramente mercadológica.

"Por fim, os participantes do 13º ENPJ cobram imediatas providências das autoridades responsáveis (judiciário, legislativo e executivo) frente às constantes ameaças que vem comprometendo o exercício do Jornalismo, com agressões verbais e físicas a profissionais da área, feitas por alguns poucos que se sentem tão à vontade para agir à revelia da legislação que ousam responsabilizar jornalistas quando estes divulgam o que não lhes agrada. Tais ameaças à democracia precisam ter um basta e isso é responsabilidade dos setores do poder público.

Recife, Pernambuco, 23 de abril de 2010".

20 de abr de 2010

FNPJ elege sua nova direção dia 22

A Comissão Eleitoral designada para conduzir o processo de renovação da diretoria do Fórum Nacional de Professores de Jornalismo (FNPJ), dia 22 de abril de 2010, durante o 13o Encontro do FNPJ, em Recife (PE), comunica que apenas a chapa de número 01, “FNPJ Gestão 2010-12 - Em defesa da Formação Jornalística”, presidida pelo professor Sérgio Gadini, efetivou inscrição para as eleições do Fórum.

A comissão eleitoral foi composta por Aline Maria Grego Lins (presidente), Sérgio Murillo de Andrade e Alfredo Eurico Vizeu Pereira Júnior (membros).

Abaixo, os nomes que compõem a chapa Em defesa da Formação Jornalística:

Presidente: Sérgio Luiz Gadini (UEPG/PR)
Vice-presidente: Mirna Tônus 9UFU/MG)
Secretaria-Geral: Ricardo Mello (UNICAP/PE)
Segundo Secretário: Edson Spenthof (UFG/GO)
Tesoureiro: Silvio Melatti (IELUSC/SC)
Segunda-tesouraria: Sandra Freitas (PUC/MG)
Diretoria Científica: Socorro Veloso (UFRN/RN)
Vice-diretoria Científica: Marcelo Bronosky (UEPG/PR)
Diretor Editorial e de Comunicação: Paulo Roberto Botão (UNIMEP/SP)
Vice-diretor Editorial e de Comunicação: Demétrio de Azeredo Soster (UNICS/RS)
Diretor de Relações Institucionais: Gerson Martins (UFMS/MS)
Vice-diretor de Relações Institucionais: Juliano Carvalho (UNESP/SP)

Diretorias Regionais:
Norte I: Cynthia Mata (TO)
Norte II: Lucas Milhomens(UFAM/AM)
Nordeste I: Mônica Celestino (FSBA/BA)
Nordeste II: Fernando Milanni (UEPB/PB)
Sudeste I: Erivam de Oliveira (UFV/MG)
Sudeste II: Lenize Villaça Cardoso (Mackenzie/SP)
Sul I: Tomás Barreiros (FACINTER/PR)
Sul II: Jorge Arlan Pereira (UnoChapecó/SC)
Centro-Oeste I: Samuel Pantoja Lima (UnB/DF)
Centro-Oeste II: Álvaro Fernando Ferreira Marinho (FIAVEC/MT)

Conselho Consultivo:

Antônio Francisco Magnoni (Unesp/SP)
Boanerges Lopes (UFJF/MG)
Franklin Valverde (UniRadial/SP)
Joaquim Lannes (UFV/MG)
Josenildo Guerra (UFS/SE)
Leonel Azevedo de Aguiar (PUC?RJ)
Valci Zucoloto (UFSC/SC)

Conselho Fiscal:

Marcel Cheida (Puc/Camp/SP)
Sandra de Deus (UFRGS/RS)
Victor Gentilli (UFES/ES)

8 de abr de 2010

Letra impressa

Os ensaios contidos em Letra impressa: comunicação, cultura e sociedade (Sulina, 2009), organizado por Eduardo Granja Coutinho e Márcio Souza Gonçalves, estão agrupados em dois eixos temáticos.


No primeiro - História, comunicação e impresso - são articuladas as áreas da comunicação e da história.

O segundo eixo - Impresso, cultura e subjketividade - observa a relação homens e textos em uma perspectiva de produção de efeitos midiáticos.

Juntas, nas palavras dos organizadores, as entradas propõem uma reflexão acerca da relevância e dos impactos socioculturais que se estabelecem a partir da cultura da palavra escrita, seja ela na forma de átomos ou dígitos.

Na palavras de Muniz Sodré, autor do posfácio, a busca é por "(...) respostas para aspectos ainda indeterminados do transe de passagem da velha e estável cultura das letras para a aparente fugacidade dos bytes nas novas tecnologias da informação e do texto".

Escrevem no livro Eduardo Granja Coutinho, Márcio Souza Gonçalves, Roger Chartier, José Manuel Rebelo, Tania Maria T. B. da Cruz Ferreira, Marisa Midori Deaecto, Ana Paula G. Ribeiro, Igor Sacramento, Marco Roxo, Maria Augusta Babo, Nízia Villaça, Henri-Pierre Jeudy, José Luiz Aidar Prado, Paulo Vaz, Aníbal Bragança e Gabriela Mello

Carlón fará seminário na Unisinos

Guerras burras, gestos idem

A imbecilidade humana não tem limites, em especial em situações de guerra.

Que o digam as imagens veiculadas abaixo, que retratam a morte do fotógrafo da Reuters Namir Noor-Eldeen, de 22 anos, e seu assistente e motorista, Saeed Chmagh, de 40.

Deles e de mais dez outras pessoas, diga-se.

Todos assassinados no Iraque, pelos norte-americanos.

O vídeo, reproduzindo a mira da metralhadora de um helicóptero em ação no dia 12 de julho de 2007, foi amplamente visto no mundo todo desde que foi colocado na Internet, na segunda-feira, pelo grupo WikiLeaks, especializado em divulgar casos de corrupção governamental e empresarial.

Veja a matérial do UOL por aqui.

2 de abr de 2010

Jornalismo midiatizado no Ciseco

O site do Centro Internacional de Semiótica e Comunicação (Ciseco) acaba de publicar o artigo Auto-referência e co-referência nas páginas do jornal Folha de S.Paulo, de minha lavra, defendido originalmente no 7º SBPJor, em novembro do ano passado.


O texto observa algumas das complexificações que os dispositivos jornalísticos sofrem quando, ao se estabelecerem como vetores de midiatização, são afetados pela processualidade desta, midiatizando-se.

A análise se realiza por meio da identificação das marcas de auto-referência e co-referência, características do jornalismo midiatizado, encontradas em 372 páginas do jornal Folha de S.Paulo entre os dias 10 e 16 de maio de 2009.

Conclui que, quando jornalismo se midiatiza, suas operações voltam-se, em grande escala, a) para o interior do próprio sistema em que se insere e b) para os demais dispositivos que compõem o sistema midiático-comunicacional.

Instauram-se, assim, novas lógicas operacionais, o que requer gramáticas de reconhecimento diferenciadas.