28 de ago de 2009

Produção e consumo nas mídias

O pessoal do Laboratório de Pesquisa em Comunicação da Unifra, entre eles Daniela Hinerasky, está em processo de divulgação de um um livro - o primeiro do laboratório - bem bacana quando o assunto é pesquisa, o Estudos das mídias: da produção ao consumo.

Para tanto, convidam desde já para o lançamento da publicação durante as atividades do Intercom Curitiba 2009. Será das 19 às 22 horas do dia 5 de setembro, no Campus Positivo - Biblioteca.

O livro pode ser adquirido diretamente com os autores, pelos e-mails iviborelli@unifra.br ou taisghisleni@yahoo.com.br, ao custo de R$ 18,00.

Assim que tiver lido o texto comentarei o mesmo neste espaço.

Uns fakes são mais fakes que outros

Tenho dito, aqui e ali, sem pretensões totalizantes, que o uso reconfigura a forma, particularmente nas redes sociais. É o que ocorre, por exemplo, com o fenômeno fake, comum em locais como orkut, twitter, facebook, myspace etc.

No orkut, por exemplo, o fake é geralmente bem visto. Com uma condição: que seja absolutamente fake. Aprendi isso com Verônica, minha filha, que logo ali fará 14 anos.

Trata-se de uma brincadeira muito parecida com o que os escritores fazem com suas criações.

Em se tratando de fake no orkut, sai do jogo (na verdade, nem entra) quem for de verdade, ou parecer de verdade. Neste sentido, a rede social se transforma em suporte/dispositivo para uma nova rede que se estabelece, claro, a partir do orkut, mas que se reconfigura identitáriamente tendo como ponto de partida personagens de natureza ficcional. O usuário, neste caso, transforma-se em narrador, e o ambiente adquire nuanças de diegese.

No twitter, por sua vez, parece ocorrer exatamente o contrário.

Nele, as identidades fakes são vistas como intromissoras e tendem a ser deletadas e/ou denunciadas quando descobertas. Os fakes, aqui, podem ser tanto famosos quanto ilustres desconhecidos. Não importa: o perfil de uso do twitter parece não admitir este tipo de comportamento.

Tudo isso acaba por fazer com que o fenômeno fake seja alvo de ações mais pontuais na web 2.0, como bem aponta Alex Primo ao se referir, em post, ao Fakeland. Ou a preocupações específicas sobre a segurança nestes ambientes.

Não se trata de discutir a forma certa ou errada; o comportamento mais adequado, mas de observar que, em se tratando de redes sociais, a forma de uso reconfigura o perfil do dispositivo.

Compreender o que isso significa é o desafio que se apresenta.

Novo Diz Aí já está pronto

Já se encontra nos painéis e murais da universidade a quinta edição do Diz Aí, jornal-mural dos alunos do curso de jornalismo da Unisc, onde também leciono.

A primeira edição do semestre é dedicada à cobertura que os alunos das agências experimentais da Unisc (jornalismo e produção em mídia áudiovisual), bem como da Unisc TV, realizaram durante 37º Festival de Cinema de Gramado.

Os textos são de Ana Cláudia Schuh e Bruna Wolff Matos, que estiveram em Gramado. Já a diagramação, uma vez mais, ficou por conta de Vanessa Kannenberg.

O Diz Aí pode ser baixado diretamento do blog Diz Aí.

24 de ago de 2009

Comunidades falsificadas ou reconfiguradas?

O caderno Mais! da Folha de São Paulo deste domingo publicou entrevista com Jesús Martin-Barbero, aos meus olhos diretamente relacionada ao momento envolutivo em que nos encontramos.

Se lermos o texto, intitulado Comunidades Falsificadas, na ótica proposta pelo repórter Renato Essenfelder, avalizada pelo filósofo espanhol, acharemos que seu objetivo é apenas criticar a "(...) utopia de democracia direta e igualdade total na internet (...)". Basicamente porque ela "(...) é mentirosa e ameaça minar as práticas de representação e participação políticas reais", como sugere a linha de apoio.

A matéria, que se refere, em um primeiro momento, às redes sociais, caso do Facebook, e depois à internet de forma mais ampla, também tem isso, mas não apenas.

Penso que o que está posto na fala de Barbero é uma reflexão em relação à reconfiguração da sociedade a partir do momento em que a tecnologia cada vez mais se distancia de sua condição de apêndice às ações do homem e passa a compor, em simbiose com este, um cenário específico, o que gera complexidades as mais diversas. "Creio que vamos para uma mudança muito profunda, porque o que entra em crise é o papel de organização da temporalidade", diz Barbero lá pelas tantas. É preciso, portanto, olhares atentos: "Há muitas coisas a repensar radicalmente".

Destaquei a estrevista porque este tema vem ao encontro do livro que eu e o colega Fermando Firmino estamos organizando, intitulado Metamorfoses jornalísticas 2: a reconfiguração da forma (Edunisc, 2009), previsto para o final do ano e cuja capa está aí embaixo. Ainda que, no livro, falemos de jornalismo, os temas convergem à medida que o que está posto a título de discussão é, como disse, a reconfiguração da sociedade a partir de um momento evolutivo específico. Nem melhor, nem pior; diferentes, e, como tal, passível de análise.

Quem assina a FSP pode ler a entrevista com Barbero na íntegra por aqui. Para quem não assina, disponibilizei uma cópia em PDF. Por aqui.

23 de ago de 2009

Das coisas que me envergonho

As fotos abaixo foram capturas do site de Zero Hora e são de autoria de Fernando Ramos (acampamento e soldado sendo carregado) e Valdir Friolin (do velório).

Estão relacionadas à retirada, por parte da Brigada Militar, ainda na sexta-feira, dos colonos sem-terra que haviam invadido a Fazenda Southall, em São Gabriel, e que resultou na morte, com um tiro nas costas, no confronto, do sem-terra Elton Brum da Silva, 44.

Algumas pessoas têm me perguntado o que acho disso tudo.

Tenho dito que sinto vergonha de um estado que não instrumentaliza e treina adequadamente sua própria polícia para ações desta natureza; de um estado inoperante justamente onde deveria ser mais propositivo.

Que sinto vergonha quando percebo que neste país, reforma agrária (ainda) é algo da ordem do imaginário, e que há tanta gente sem terra e tão poucos com terra, e que são poucos dentre eles os que fazem uso adequado dela.

Que me envergonho igualmente quando observo movimentos sociais exporem seus próprios membros (homens, mulheres e crianças) à violência, apostando, quem sabe, no que isso pode gerar em termos de repercussão, à medida que desobedecem decisões judicias e optam pelo confronto, sabendo-o inevitável.

Que sinto vergonha por saber que isso está ocorrendo em meu País, e que não vai mudar tão cedo.



21 de ago de 2009

Um semestre que promete

Ainda que o semestre tenha se iniciado com duas semanas de atraso, e que estejamos, portanto, apenas na primeira semana de aula, desconfio que ele venha a ser muito interessante do ponto de vista acadêmico em seu aspecto graduação. São quatro cadeiras na Unisc e outras três na Unisinos.

Em termos de resultado prático, realizações interessantes na Agência de Jornalismo da Unisc, que coordeno, e dois jornais-laboratório - Unicom (duas edições no semestre), da Unisc, e Enfoque Vila Brás, da Unisinos, este com três edições no semestre e em parceria com a professora Thaís Furtado (serão duas turmas).

Também temos um novo blog, - o Segunda Ordem - desta vez na disciplina de Jornalismo On-line I, by Unisinos. Com este, e contando o meu pessoal, são em número de seis os blogs de administro.

Dá trabalho, mas também prazer. Em especial porque a moçada, pra lá de bacana, parece disposta a fazer acontecer.

18 de ago de 2009

Pedro e o pastel

O registro aí de cima foi feito domingo passado, por ocasião do segundo aniversário do Matheus, filho dos amigos/compadres Lia e Cláudio.

Pedro, claro, mandou ver no pastel.

A foto é de Márcia Melz.

16 de ago de 2009

Coisas de Verônica

Verônica está crescendo. Quando tentei lhe explicar o que foi Woodstock, a partir, creio, de matéria que estavámos assistindo sei lá onde (hoje é domingo, gente...), ela nem piscou quando soube que a moçada, entre outros, tomava banho pelada. Tudo certo quanto a isso. Estava mais interessada em saber quando é que se aprende a sentir vergonha do próprio corpo.

O canto que canto

meu canto
é o canto que canto
quando sozinho estou.

é o delírio rouco da garganta
que o fio da faca ceifou.

o canto que canto
é mais susto que espanto:

faz pensar

onde me encontro
quando longe daqui estou,

cantando o canto que canta
a voz louca do anjo
que sou.

15 de ago de 2009

Vinho do porto em copo plástico

O seminário "Gênese do jornalismo e de sua teoria", ministrado por Jorge Pedro de Souza desde a tarde de sexta até o meio dia deste sábado na Unisc, foi um belo aquecimento para o semestre que se inicia na segunda, 17. Isso não obstante sua leitura das origens do jornalismo ter se iniciado beeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeem longe, mais precisamente nas cavernas, abordagem que, aos meus olhos, explica a comunicação, mas não o jornalismo. Mas, como ele mesmo disse, é o seu ponto de vista. Há de se respeitá-lo, então, ainda que não se concorde.

Gostei, em primeiro lugar, porque, apesar de resumir mais de 300 anos de evolução em 10 horas/aula, - e de representar uma abordagem fundamentalmente eurocêntrica e norte-americana (sou mais Chatô que Hearst) a partir do século XIX -, trouxe à luz alguns pontos de vista necessários, por fundadores.

Refiro-me à "escola alemã" de jornalismo, artigo raro por estes lados; não obstante os esforços de pesquisadores como o pessoal da UFSC e da Unisinos.

A referência às idéias de alguns dos fundadores da teoria do jornalismo, caso de Ferdinand Tönise, Karl Knies, Albert Schäfle e Albert Schäfle (sem falar, claro, em Tobias Peucer), para ficarmos em alguns, foi importante principalmente porque freqüentamos pouco seus textos, não obstante o que significam. E também porque abrem novas veredas a caminhos já postos.

Então o encontro valeu a pena. E mereceu o vinho do porto com que brindamos ao final, apesar dos copos de plástico.

Uma experiência digna de nota

As moçoilas aí da foto, Bruna Matos e Ana Schuh, representaram - e bem, diga-se - a agência experimental de jornalismo da Unisc, que coordeno, na 37ª edição do Festival de Cinema de Gramado.

Às duas coube municiar o site da agência com notícias, fotos e vídeos durante o evento, mas também preparar a primeira edição do Diz Aí, jornal-mural do curso de jornalismo da Unisc, que ficará pronta no retorno às aulas.

Tenho certeza que ambas aprenderam muito nesta cobertura, e que esta experiência ficará enraizada para sempre na vida profissional de Bruna e Ana, brilhante desde já.

Grande abraço a vocês e longa vida ao jornalismo.

14 de ago de 2009

Unisc é premiada em Gramado

Por e-mail, o colega e amigo Jair Giacomini, da Unisc, informa que o documentário Juventude Acumulada, produzido por seus alunos do curso de Produção em Mídia Audiovisual, matou a pau: a produção ganhou o prêmio de melhor documentário na categoria universitário gaúcho do Gramado Cine Vídeo.

O curta foi realizado no segundo semestre de 2008, na disciplina Documentário I. A direção é de Luisa Damásio (foto). A equipe foi formada também pelos alunos Carlos Ximenes, Lívia Luz e Nândria Oliveira e o câmera Valmor Emmel.

Segundo o texto encaminhado pelo Jair, que está em Gramado vibrando junto com a moçada, Juventude Acumulada acompanha um dia na vida de Edi, mulher que mora em Garibaldi e vai com suas duas amigas a um baile da terceira idade em Caxias do Sul. Elas tomam um ônibus de linha, chegam ao baile, dançam, se divertem e depois voltam para casa. A câmera acompanha esse percurso e o microfone se abre para as histórias que Edi, Leda e Geni vão contando.

A entrega do prêmio ocorreu hoje. Luisa Damasio recebeu o troféu Galgo Alado das mãos da atriz Daniela Escobar.

13 de ago de 2009

229 inscrições no encontro da SBPJor

De Marcia Benetti, diretora científica da Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo (SBPJor), recebo, por e-mail, números que nos ajudam a dimensionar o que será o próximo encontro da entidade, o sétimo desde sua fundação, em 2003.

Os números:

foram inscritos 229 textos, sendo 162 Comunicações Livres e 12 Comunicações Coordenadas (com 67 textos).O resultado dos selecionados será divulgado em 25 de setembro.

O sétimo encontro da SBPJor se realiza de 25 a 27 de novembro de 2009 em São Paulo, na Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo.

Mais detalhes na página oficial do evento, por aqui.

Sobre o 37º Festival de Gramado

Acabo de chegar do 37º Festival de Cinema de Gramado, onde fui acompanhar o trabalho que os monitores das agências de Jornalismo e Produção em Mídia Audiovisual, mais estagiários da Unisc TV, estão realizando na cobertura, que você pode conferir por aqui.

Tirando a mudança de ares, que é sempre boa, e a possibilidade de ver a moçada trabalhando para além da sala de aula, mais o encontro com velhos amigos, fiquei surpreso com o esvaziamento do festival. Tipo assim: subi ontem, quarta-feira, dia em que as ruas usualmente estão repletas, e os bares/cafés/restaurantes idem, e a cidade estava vazia. Mesmo.

Metido que sou, conversei com dois ou três comerciantes (farmácia, loja de chocolates e bar; entorno do Palácio dos Festivais) e todos disseram a mesma coisa: este tem sido o quadro nos últimos três anos.

Na volta para Santa Cruz do Sul, onde moro,e nas matérias que assisti na tevê enquanto almoçada em uma churrascaria de beira de estrada (bem ruim, por sinal), nossos colegas foram peremptórios: é a gripe; o público (e os artistas, em sua maioria) não foram ao festival por causa da gripe.

De fato, tantas notícias sobre uma gripe chinfrinzinha acabam mesmo assustando as pessoas.

Mas que tem mais algumas coisa aí, isso tem.

Quem sabe este algo está relacionado com o fato de uma personagem do porte de Xuxa ser a grande novidade do Festival de Cinema de Gramado.

12 de ago de 2009

Unisc no Festival de Gramado

Monitores da agência experimental A4 da Unisc, cujo núcleo de jornalismo coordeno, e estagiários da Unisc TV estão em Gramado cobrindo o 37º Festival de Cinema e do 17º Gramado Cine Vídeo. São alunos do curso de jornalismo e produção em mídia áudio-visual que terão como tarefas produzir conteúdo para o site da agência, para a Unisc TV (Canal 15 da NET), para o jornal-mural Diz Aí, e finalmente, para o blog Diz Aí.

O grupo permanece até sábado na Serra produzindo textos, fotos, áudios e vídeos que serão disponibilizados diariamente no site, e um telejornal especial com os principais acontecimentos do Festival de Cinema e do Cine Vídeo. O programa será exibido no dia 21 de agosto, sexta-feira, às 18h30.

Você pode conferir a cobertura on-line realizada pelos alunos da Unisc por aqui.

Na foto acima, "tirada" não sei por quem, Letícia Mendes, estagiária da Unisc TV, em ação.

9 de ago de 2009

Sobre o que houve ontem à noite

Escrevo para dizer que a noite de ontem, sábado, apesar da chuva (que prossegue neste domingo, diga-se) e da gripe midiático-viral, foi particularmente importante.

Ela foi importante, em primeiro lugar, porque, nela, foi realizada a solenidade de formatura 2009/1 dos cursos de jornalismo, publicidade e propaganda e produção em mídia audiovisual da Unisc, onde também leciono. Solenidade este integrei na condição de paraninfo, honra que dividi com o professor Leonel Aires, e que foi bonita em muitos sentidos.

A noite de ontem também foi especial - e peço licença para falar particularmente do jornalismo - porque nela se graduaram alunos pelos quais tenho um carinho grande demais; que souberam compreender, ao longo de seus caminhos acadêmicos, a importância da formação universitária não apenas para o exercício da profissão, mas para a vida.

Alunos que, sobretudo, ensinaram-me muito.

Digo isso porque, ao longo dos anos que convivemos dentro e fora de sala de aula, pude perceber, no crescimento intelectual, técnico e humano de cada um deles, o campo do jornalismo se estabelecendo com vigor e propriedade já a partir da sala de aula por meio do empenho, vontade e entusiasmo dos que ontem se formaram.

E quando isso ocorre; quando há vontade criadora, o mundo torna-se melhor em todos os sentidos.

Refiro-me, nominalmente, aos agora jornalistas Gelson Santos Pereira, Roseane Bianca Ferreira, Leticia Mendes Pacheco, Sancler Ebert, Alyne Guimarães Motta; Guilherme Mazui; Marcia Muller; Daiane Balardin e Marisa Lorenzoni.

A todos vocês, mais que cumprimentos, deixo aqui meu muito obrigado.

Como disse, e como bem lembrou a Rose(ane) em seu discurso, entendo o ensino de jornalismo, em especial, como uma construção que se estabelece de forma horizontal. Ou seja, um lugar de fala onde alunos e professores são igualmente responsáveis pelo processo de aprendizado que se estabelece a partir da sala de aula, e que só pode dar certo se houver comprometimento de todas as partes nele envolvidas.

Dito isso, agradeço uma vez mais e lhes desejo muita força neste mercado de trabalho nem sempre justo, nem sempre fácil; por vezes cruel; mas, sobretudo, fértil para os que, como naquela velha canção, percebem que "quem sabe faz a hora, não espera acontecer".

Um grande abraço a todos. Saibam que eu sinto saudades de vocês desde já.

7 de ago de 2009

Uma bala para vladimir















você tem razão
quando diz, vladimir,
que nesta vida
morrer não é difícil;
difícil é a vida
e seu ofício.

eu, o poeta dos versos vazios,
o asceta das palavras fáceis
e dos gestos sem brio,

penso que tudo soa sempre
como uma brincadeira
em que eu e tu, feito crianças,
somos o castelo e a areia.

não há mais tempo para os cafés,
para a vódica no refrigerador,
para a bagana jogada no chão,
para o beijo, para o rancor.

estamos mortos, vladimir.

permita que eu pegue em sua mão.

O que você sabe sobre meu avatar?


Quem me acompanha no twitter pelo @dsoster, ou pelas demais redes sociais que participo, sabe que, ao invés de um foto, identifico-me pelo avatar acima.

Pois bem, o primeiro que souber responder, por meio de comentário neste post, a questão abaixo proposta ganhará um exemplar do livro "Metamorfoses jornalísticas: formas, processos e sistemas" (Edunisc, 2007), organizado por mim e pelas colegas Ângela Felippi e Fabiana Piccinin, da Unisc, onde também leciono.

A pergunta:

- O que significa este símbolo, quem foi seu autor e porquê ele foi criado?

Ganha o livro a resposta que contemplar as três indagações contidas na pergunta.

Deixei uma pista sobre o autor em algum lugar deste post.

A bola está com vocês.

5 de ago de 2009

Twitter ultrapassa o Orkut

Leio no Coletiva.net notícia dando conta que o Twitter acaba de ultrapassar o Orkut em número de usuários. Segundo a matéria, a partir de dados divulgados pela empresa de estatísticas comScore, "(...) a rede de microblog possui 44,5 milhões cadastrados. O site de relacionamentos, segundo números do Google, conta com a participação de 35 milhões de pessoas".

Equivale a dizer que o Twitter está em 52º lugar na classificação dos maiores sites do planeta. A marca dos 44,5 milhões teria sido alcançada em julho, de acordo com a mesma fonte, depois de 7 milhões de novos usuários se associaram ao serviço.

Estatísticas à parte, olho com especial interesse o Twitter por pelo menos quatro motivos, para além daquilo que eu já havia dito em outro momento:

1 A moçada mais jovem - e Raquel Recuero está escrevendo sobre isso, segundo informa pelo próprio twitter (@raquelrecuero) - parece não ter se interessado muito pela novidade. Prefere o Orkut ou sua variação, o fake.

2 A forma como o twitter vem sendo utilizado está reconfigurando seu uso; o que, aliás, parece ser uma característica dos dispositivos 2.0, haja vista que com os blogs ocorre o mesmo, ainda que de forma mais lenta, digamos assim. Ou seja, o espaço de registro - What are you doing? - não raro toma feições de chat e abre espaço para conversações entre seus usuários.

3 Trata-se de um dispositivo que, por sua versatilidade, contribui de forma mais eficiente para o que eu chamo de amalgamento do sistema midiático-comunicacional. Ou seja, por meio do Twitter os jornais, revistas, rádios, televisões, sites e blogs estabelecem conexões com mais rapidez, contribuindo, desta forma, para a autonomização do referido sistema.

4 Ato contínuo, as operações do twitter parecem ser (é preciso checar isso melhor) hegemonicamente auto-referenciais. Ou seja, voltam-se para o interior do sistema em que se inserem, e não necessáriamente para o ambiente onde este se localiza.

Brinquedinho interessante este tal de Twitter.

Meu endereço, nele, é: @dsoster

4 de ago de 2009

O primeiro aniversário de Pedro

Este post não tem a ver com jornalismo, ensino de jornalismo ou pesquisa em jornalismo, mas com algo que, sem ele, nenhum dos itens anteriores teria o sentido que tem.

Refiro-me ao primeiro aniversário do Pedro, meu filho, comemorado dia 19 de julho. O festerê se realizou na sede da Associação dos Professores da Unisc, a Adunisc, onde também leciono, e foi muito legal e tudo.

Pedro provavelmentre achou tudo isso um saco, - haja vista que, para fazer guti-guti, apertá-lo, babá-lo e beijá-lo o tempo inteiro já há a família -, mas os que lá estiveram curtiram bastante. Basicamente porque foi muito legal e tudo.

No registro de Márcia Melz; eu, Verônica, irmã de Pedro; Fabi - auto-intitulada a "mãe mais coruja do mundo" -, e o astro da festa, no momento de apagar a velinha.

O fato é que Pedro está com um ano de vida; longa vida ao Pedro, então!

3 de ago de 2009

Pentálogo de Alagoas: convite

Longa vida ao cartum


Ziraldo, cujo nome dispensa apresentações, escreveu um post pra lá de relevante em seu blog, intitulado O cartum morreu. Viva o cartum! Segundo ele, este tipo de traço ainda sobrevive em raríssimos espaços, caso da Playboy e de seu próprio blog.

De minha parte, não gosto da idéia de isso ou aquilo ter morrido. Prefiro dizer que o cartum está "dando um tempo". Por quê? Basicamente porque, como na música, acho que do Lulu Santos, "tudo munda o tempo inteiro no mundo". E mudar, aos meus olhos, é sinônimo antes de reconfigurar que acabar.

Bueno, enquanto os novos cartunistas, que, sabemos, estão por aí, não chegam às grandes vitrines, fiquemos com o post de Ziraldo:

"Se o leitor pertence à geração do autor deste blog vai notar que o cartum, aos poucos, foi desaparecendo dos jornais e das revistas. O velho Punch inglês, que era a mais antiga revista em circulação no mundo, morreu. Le Rire, na França, a Careta, no Brasil, Tia Vicenta, na Espanha, terminaram todas. A imprensa diária francesa tinha páginas e páginas de cartuns, que não tratavam de política mas de comportamento. Havia cartuns fantásticos na Saturday Evening Post, na Esquire, no Paris Match, na revista O Cruzeiro, na Cigarra. A revista Senhor publicava os mais fantásticos cartuns do Jaguar. O JB publicou uma infinidade de cartuns do autor dessas linhas. Apenas os cartunistas da Playboy resistem. E este blog vai resistir, também. (Ziraldo)"

Chamada para Prêmio Adelmo Genro Filho


Repasso e-mail do amigo e colega Rogério Christofoletti, por relevante, relativo ao Prêmio Adelmo Genro Filho de Pesquisa em Jornalismo:

"Restam apenas sete dias para o final do prazo de inscrição para a quarta edição do Prêmio Adelmo Genro Filho de Pesquisa em Jornalismo. A premiação é concedida pela Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo (SBPJor) e é voltada a trabalhos que tenham sido elaborados durante o ano de 2008.

São três categorias: Iniciação Científica, Mestrado e Doutorado. Uma quarta categoria (Sênior) é atribuída a pesquisadores com reconhecida trajetória no campo do Jornalismo.

O regulamento e a ficha de inscrição estão disponíveis no site da SBPJor, e os trabalhos devem ser enviados para o email premiosbpjor@yahoo.com.br Entre as novidades deste ano está a composição das comissões avaliadoras por três membros, e a possibilidade de envio de trabalhos de iniciação científica em co-autoria.

Os resultados têm anúncio previsto para 6 de outubro. Os vencedores de cada categoria e seus respectivos orientadores recebem seus diplomas de mérito durante o 7º Encontro Nacional de Pesquisadores de Jornalismo, em novembro em São Paulo.

Mais informações: http://www.sbpjor.org.br/sbpjor/?page_id=421

Reforçando: inscrições no PAGF 2009 até 10 de agosto!!!"

2 de ago de 2009

Sistema midiático regula política nos EUA

Coluna do ombudsman da Folha de São Paulo deste domingo ilustra aquele que, aos meus olhos, ilustra o atual momento evolutivo do jornalismo. Ou seja, um tempo em que o sistema midiático-comunicacional, amalgamado em rede pela web, regula com cada vez mais freqüência os demais sistemas, sociais ou não, para além das perspectivas de emissão/recepção a que estávamos acostumandos, viabilizando, assim, suas próprias operações.

No caso citado, os jornais impressos norte-americanos interferem com cada vez mais freqüência, em suas operações, no sistema político. Com isso, reconfiguram sua própria forma e estabelecem novos critérios de relacionamento com seus leitores, viabilizando-se. Isso é possível, entre outros, porque o dispositivo jornal-impresso, nesta circunstância, deixar de lado a centralidade que ocupou historicamente e passa a servir de nó, ou conexão, de um sistema mais amplo, que chamo de midiático-comunicacional, cujas operações são de natureza auto-referencial, porque sistêmicas.

Este assunto será tratado no livro que eu e Fernando Firmino estamos organizando, o Metamorfoses jornalísticas 2: a reconfiguração da forma (Edunisc, 2009), neste momento no prelo.

Para quem não tem acesso à Folha, reproduzo abaixo a coluna de Carlos Eduardo Lins da Silva, que é o ombudsman da Folha desde 24 de abril de 2008.

"OS JORNAIS americanos, por estarem enfrentando crise sem precedentes, concentram esforços para criar instrumentos para reforçar seus vínculos com os leitores e sua relevância junto à sociedade.

O "New York Times" recebeu na semana passada o prêmio Knight-Batten, que reconhece inovações no jornalismo, por suas novas ferramentas capazes de aumentar o controle social sobre as autoridades.

Uma delas se chama "Represent". Com ela, o leitor de Nova York é capaz de acompanhar interativamente as atividades de seus representantes nos diversos níveis de governo.

O jornal coloca à disposição numa espécie de "facebook" informações factuais e reportagens sobre cada político, seus votos, discursos, e permite ao leitor escrever comentários e mensagens.

Durante a eleição de 2008, o "Times" colocou no seu site a íntegra em vídeo dos principais discursos e dos debates entre Barack Obama e John McCain, com a sua transcrição ao lado, o que permitia fazer buscas no texto ou remeter-se a partes específicas do maior interesse de cada pessoa, o que não é possível para quem está assistindo apenas ao vídeo.

Coisa parecida é o "Document Reader", por meio do qual o jornal posta documentos públicos de qualquer tamanho e permite ao leitor procurar trechos que mais lhe interessem, assinalar passagens, fazer comentários à margem.

O "St. Petersburg Times" tem o "Polifact", que apura a veracidade de promessas ou declarações de candidatos a cargos públicos ou autoridades no exercício do mandado e coloca o resultado de sua apuração à disposição da audiência.

Parceiro constante de jornais que se aventuram nesses experimentos é o site Propublica (http://www.propublica.org), sem fins lucrativos, que se proclama independente e dedicado a produzir "matérias importantes com força moral" resultantes de trabalho investigativo autônomo. Ele foi estabelecido em 2007, com dinheiro da Fundação Sandler, dos banqueiros Herbert e Marion Sandler, e é dirigida por jornalistas que deixaram o "Wall Street Journal".

Estes são alguns exemplos de como a internet pode contribuir muito positivamente para melhorar a qualidade do jornalismo e das relações entre a sociedade e seus governantes.

Há quem enxergue na internet um inimigo do jornalismo. É um erro conceitual e estratégico. A internet é apenas um meio, como o rádio, a TV, o papel, em que se pode fazer jornalismo.

O jornalismo americano está em crise de modelagem de negócio, não de público. Nunca os grandes jornais diários tiveram tantos leitores quanto agora, graças à internet. Mas eles ainda não conseguiram achar a fórmula que transforme essa leitura em receita.

Uma das empresas jornalísticas mais lucrativas no momento nos EUA é o "Congressional Quarterly" (CQ), que se dedica apenas à cobertura das atividades do Congresso dos EUA. Ele acaba de ser vendido pelo "St. Petersburg Times" para um concorrente como forma de salvar o jornal diário de seus problemas.

O sucesso do CQ e das iniciativas acima mencionadas mostram que uma ligação orgânica entre jornalismo e acompanhamento de políticas públicas pode ser um caminho promissor".

Uma mala chamada Galvão Bueno

Abaixo, coluna de Juremir Machado da Silva publicada no Correio do Povo deste domingo, - Galvão, o parente -, para quem não tem acesso à versão impressa ou on-line:

"A palavra bizarro voltou à moda. Resolvi usá-la. Custei a encontrar um emprego para ela. Pensei bem. Achei. Galvão Bueno é bizarro. Que tipo curioso, esquisito, esdrúxulo, estranho, absurdo, patético! Ele tem um jeito de agente funerário contente com a cerimônia. Ou um de canastrão vendendo enciclopédia para analfabetos. Podia cantar tango em bordel de Palomas. Estou convencido de que o Galvão merece um emprego no Senado. Afinal, ele é o parente geral, o parente padrão, o parente de todas as celebridades que se acidentam ou morrem. É célebre, ficou doente, Galvão Bueno é o primeiro a entrar no hospital. O Sarney precisa dar um jeito de arranjar um emprego para o Galvão. De preferência, no Maranhão. Melhor, no Amapá.

Galvão é um chato. A Globo inventou o boletim ao vivo de 15 em 15 minutos para dar notícias mortas. Nada de novo, salvo o boletim e o repórter. Muda de três em três dias. Patrícia Poeta e Zeca Camargo apresentam o Fantástico menos extraordinário do planeta. Fantástico mesmo só o Galvão. Fantasticamente insuportável. O problema é que a Globo se apropriou do imaginário brasileiro. É dona do campeonato brasileiro de futebol, da Fórmula 1, do Carnaval do Rio de Janeiro, da Copa do Mundo, da Ivete Sangalo, do Gordo Ronaldo e até do especial de Natal do Roberto Carlos. Sem contar das doenças mais importantes. A gripe A é da Globo. É bem simples: adoeceu, é da Globo. Na cobertura da hospitalização do piloto Felipe Massa, a Globo inventou até o boletim pós-moderno: o estado é grave, mas estável, melhorando. Palavra de Galvão Bueno, nosso herói maior.

Imagino o Galvão Bueno no hospital húngaro:

— E o senhor quem é?

— Sou o Galvão Bueno.

— Quem?

— O Galvão Bueno da Globo.

— É parente?

— Sou da Rede Globo.

Galvão Bueno se toma por Dom Quixote, embora lembre mais o Rocinante. O ex-árbitro Arnaldo é o seu Sancho Pança. O que fizemos na última encarnação para merecer a chatice de Galvão Bueno? Pelo que estamos sendo castigados? Há muitas coisas na vida mais interessantes. Faz alguns dias, em Santana do Livramento, morreu o professor de Português e Literatura Darci Müller. Eu me lembro dele, ao final dos anos 70, declamando Jorge de Lima em sala de aula: Ora, se deu que chegou (isso já faz muito tempo)/no banguè dum meu avô/ uma negra bonitinha/ chamada negra Fulô./ Essa negra Fulô!/ Essa negra Fulô!'. Como era aquele tempo em que um homem culto ficava com os olhos brilhando ao recitar um poema. Confesso: nunca esqueci dessa negra Fulô. A voz do professor Müller ainda ressoa em mim: 'Ó Fulô! Ó Fuló! (Era a fala da Sínhá.)/ Vem me ajudar, ó Fulô,/vem abanar o meu corpo/ que eu estou suada, Fulô!/ vem coçar minha coceira,/ vem me catar cafuné,/ vem balançar minha rede,/ vem me contar uma história,/ que eu estou com sono, Fulô!' Agora, infelizmente, só me resta o Galvão Bueno recitando futebol. É a nova escravidão. Bacana".

1 de ago de 2009

poema à luz de alberto caeiro

a primavera
não precisa de mim.

não há diferença
em eu ter nascido

ou não.

sou um acontecimento
sem lugar.

UFSC forma mestres em jornalismo

Repico neste espaço convide que recebi há pouco do amigo e colega Eduardo Eduardo Meditsch, coordenador do Programa de Pós-graduação em Jornalismo da UFSC.

O convite:

"Convidamos para as primeiras defesas de dissertação no Mestrado em Jornalismo da UFSC, cujas sessões públicas serão transmitidas ao vivo a partir do site www.posjor.ufsc.br:

Segunda, 03 de agosto - 15 horas - Auditório Henrique da Silva Fontes (prédio B do CCE, campus da Trindade, Florianópolis)
"Aquele país distante e tranquilo: o jornalismo de Hipólito da Costa" de Luis Francisco Munaro, com orientação de Daisi Vogel.
Banca formada por Gislene Silva, Marialva Barbosa (UFF), Mauro Silveira e Francisco Karam.

Quarta, 05 de agosto - 14h30min - Auditório Henrique da Silva Fontes (prédio B do CCE, campus da Trindade, Florianópolis)
"Diversidade na tela: a estrutura do telejornalismo na Argentina e no Uruguai", de Melina de la Barrera Ayres, cm orientação de Eduardo Meditsch.
Banca formada por Eduardo Meditsch, Beatriz Becker (UFRJ), Fernando Crocomo e Tattiana Teixeira.

Quinta, 06 de agosto - 14h30min - Auditório Henrique da Silva Fontes (prédio B do CCE, campus da Trindade, Florianópolis)
"Teoria e História do Jornalismo: impasses epistemológicos", de Felipe Pontes, com orientação de Gislene da Silva.
Banca formada por Gislene da Silva, Luiz Cláudio Martino (UnB), Francisco Karam e Mauro Silveira.

Todas as defesas serão transmitidas ao vivo pela internet através do site www.posjor.ufsc.br.

Abraços a todos,
Eduardo Meditsch
Coordenador do Posjor UFSC".