26 de jul de 2009

À caça de tendendências na web

Na foto (CBS Photo Archive - 18.jun.42), O sociólogo Paul Lazarsfeld (à dir.) apresenta para executivo de TV máquina que permitia registrar picos de interesse e desinteresse apontados por espectadores

O caderno + Mais! da Folha de São Paulo deste domingo publica um texto pra lá de relevante nestes dias de redes sociais: à caça de talentos, assinado por Alexandre Hannud Abdo, cientista molecular pela USP, onde concluiu doutorado no Instituto de Física, em colaboração com o departamento de sociologia da Universidade Columbia (EUA), sobre redes complexas e dinâmica de influências sociais. A idéia-chave é discutir o interesse que Google, Yahoo!, Amazon e Microsoft, entre outros, estão demonstrando por cientistas das áreas sociais e exatas para, por meio destes, observar os padrões de comportamento e influência social que se estabelecem nos ambientes de rede.

Um trecho:

"Mas o que querem esses gigantes corporativos e seus cientistas multidisciplinares calcular de nossos e-mails, nossas compras, nossas buscas na internet?

O sucesso duradouro de "O Ponto da Virada" (ed. Sextante), do jornalista Malcolm Gladwell, nos dá uma das respostas: querem achar "os influenciadores". Nesse livro, apresenta-se uma tipologia dos indivíduos segundo sua função e importância na difusão de uma novidade, de um "meme". Este pode ser um hábito, uma atitude, uma tendência de consumo ou uma opinião.

Segundo o livro, alguns indivíduos seriam especiais, responsáveis por definir o alcance das ideias, e sugere-se que, uma vez conquistadas essas pessoas, as demais seguiriam por um efeito de avalanche.

O ponto crítico, o tal do "tipping point" [título original do livro], seria o momento em que o último grão é colocado para iniciar a avalanche, o último indivíduo necessário conquistar desse pequeno grupo para mudar toda a sociedade.

A ideia de que grandes mudanças dependem de convencer poucas pessoas é muito sedutora e desperta o interesse não só de empresas, publicitários e partidos políticos como também de organizações interessadas em difundir informação ou práticas de saúde e cidadania.

Desvendar os influenciadores seria a pedra filosofal da propaganda boca a boca, uma expectativa que, aliada a nossa experiência diária com vídeos de completos desconhecidos atingindo a fama pela internet, cria uma euforia sobre o assunto".

Fiz um PDF tosco da matéria. Por aqui.

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