
Resultado de uma cobertura feita para a Revista Fortune.
A leitura vale pela história (e pelas histórias dentro da história), claro, mas, principalmente, pela(s) forma(s) com que ela é contada do ponto de vista jornalístico pelo jornalista e escritor James Agee e pelo fotógrafo Walker Evans.
Bom, o contexto é o Sul dos Estados Unidos de 1936; onde eles estiveram por quatro semanas, no auge da Grande Depressão que assolou o país por aqueles dias.
Então é um cenário quente, pobre, empoeirado e decadente.
A forma, no entanto, inova quando o assunto é jornalismo em livro, à revelia do nome que lhe demos (diversional, literário, livro-reportagem etc.).
Na verdade, as formas.
Comecemos pelas 61 fotos de Evans: são cruas, quase ríspidas.
Lembram em muito as de Sebastião Salgado; só posso pensá-las em PB.
Um exemplo:

É como se o narrador não estivesse nem aí para descrever o que estava vendo, importando-se principalmente com o que era sentido por aquela gente naquele momento; suas angústia e frustrações, o que implica, claro, em uma aproximação muito grande entre o que narra e o que é narrado.
Leia um trecho do livro.
Tire suas próprias conclusões.
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