17 de fev de 2010

Intrigas de Estado

Eis mais um filme bem bacana para se trabalhar em sala de aula, que esteve em cartaz nos cinemas em 2009.

Tem a ver com jornalismo investigativo, principalmente, mas também com o atual momento evolutivo da profissão, em que formas antigas e novas coexistem em um mesmo plano, de forma nem sempre pacífica, para azar das duas.

Na trama de Intrigas de Estado (State of play, 2009), Russel Crowe (foto) é o jornalista Cal McAffrey, repórter veterano do “Washignton Globe.

Tudo se inicia com um assassinato qualquer, que ele obviamente não deixa passar em branco e que representa, na verdade, a ponta de um iceberg.

Uma montanha que só ele, jornalista sagaz, apesar de feio, sujo e cabeludo, consegue enxergar, mesmo cercado pela leviandade dos colunistas-blogueiros e pelos investimentos de seu jornal, cada vez maiores na forma em detrimento do conteúdo.

Trata-se, o filme, da adaptação de uma minissérie produzida pela BBC em 2003. Nela, que teve no elenco Bill Nighy, James McCavoy e John Simm, um grupo de jornalistas trabalha ao lado de detetive da polícia para investigar o assassinato da amante de um congressista.

Mais que isso, só vendo o filme.

Ficha técnica (e-pipoca)
Gênero: Crime, Drama, Suspense
Duração: 127 min.
Tipo: Longa-metragem / Colorido
Distribuidora(s): Paramount Pictures do Brasil
Produtora(s): Andell Entertainment, Bevan-Fellner, Relativity Media, Studio Canal, Universal Pictures, Working Title Films
Diretor(es): Kevin Macdonald
Roteiristas: Matthew Michael Carnahan, Tony Gilroy, Billy Ray, Paul Abbott
Elenco: Russell Crowe, Ben Affleck, Rachel McAdams, Helen Mirren, Robin Wright Penn, Jason Bateman, Jeff Daniels, Michael Berresse, Harry J. Lennix, Josh Mostel, Michael Weston, Barry Shabaka Henley, Viola Davis, David Harbour, Sarah Lord

2 comentários:

ana b. disse...

valeu a dica, profe! vou assistir nesse último findi de férias...
agora, a pergunta q não quer calar... pq (quase) sempre nos retratam com essas caras feias, sujas e cabeludas? seremos nós, a escória da humanidade???

até prefiro ser. a escória pensante tá de bom tamanho pra mim.
até dia 26! mesmo sem ponte, o pessoal de santa maria vai tá lá!

Demétrio de Azeredo Soster disse...

oi, menina! temo que sejamos nós os culpados por esse esteriótipo: por um bom tempo, sabe-se lá por que, ser jornalista era sinônimo de gostar de andrajos, cabelos desalinhados e boemia. acho que era falta de grana mesmo. ou o tempo de mundo em que vivíamos. sei lá. o fato é que éramos assim. nos vemos dia 26, então!