
Por ter tanta empatia com aquela banda que, em minha opinião, ainda não foi superada em seu estilo, Wall traça um perfil bastante minucioso - e cru - de como tudo se deu.
O que nos permite descobrir, por exemplo, que o Led não foi apenas o "feliz fruto de um encontro casual entre músicos talentosos de estúdio", como reza a lenda, mas sim um projeto artístico-comercial capitaneado por Jimmy Page e repleto de acusações de plágio por todos os lados.
Isso para ficarmos em dois exemplos.
Penso que Walls erra, no entanto, quando, após cada capítulo, faz remissões de cunho subjetivo, como se conversasse mentalmente com os protagonistas do texto.
Com isso, ficamos em dúvida, aqui e ali, se estamos no campo da realidade ou da ficção, o que, garante, não ocorre em momento algum, apesar do estilo.
Soa estranho; não sei se funciona bem.
Mais que isso, só lendo o livro.
Abaixo, Black Dog. Para você.
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