10 de mai de 2009

O que dirão de nós no futuro?

A tira do Fernando Gonsales deste domingo na Folha de São Paulo lembra demais a novela Pantanal, originalmente veiculada na Manchete. Lembram? Lá pelas tantas, a moçada da teledramaturgia começou a abusar dos ocasos; das cenas de boiadas ao longe, dos paisagismos até então pouco vistos em termos de novela. Ato contínuo, houve quem se debruçasse analiticamente sobre o fenômeno, por arrojado do ponto de vista estético-narrativo. O que ninguém disse, e isso consta no livro Os Irmãos Karamabloch, de Arnaldo Bloch (Cia das Letras, 2008), é que havia um motivo, digamos assim, pouco nobre para a nova concepção estética. É que, à época, a Bloch já andava mal das pernas com os novos e sucessivos investimentos em tevê, por pesados. Claro que Pantanal representava uma esperança, mas ninguém imaginava que atrairia tantos anunciantes. Como o formato do programa era um e da grade de anúncios era outro, menor, a saída foi, digamos assim, "espichar" os capítulos. E aí deu no que deu.

1 comentários:

Guilherme Póvoas disse...

Caro, coloquei um post em meu blog - na noite deste domingo (10) - sobre literatura e século 21. Gostaria de um comentário seu lá. Abraço.