19 de jan de 2010

Nem tanto ao céu, nem tanto ao inferno

Se, de um lado, a revista Superinteressante inova ao incorporar, em sua publicidade,a mesma estética conceitual que aplica em seu corpo editorial, penso que peca quando dilui quase que totalmente as fronteiras entre o que é publicidade e o que é jornalismo.

Digo isso porque está cada vez mais complicado distinguir o que é matéria do que é publicidade na revista, haja vista que ambas são elaboradas com o mesmo padrão estético-visual.

Os que me conhecem sabem que, por dever de ofício e compreensão do processo, prática e teórica, não tenho bronca alguma com publicidade e jornalismo em um mesmo contexto. Pelo contrário: são instâncias complementares, ao invés de antagônicas, como se pensava antigamente.

Por serem complementares, sob outro ângulo, exigem uma perícia editorial (e publicitária) muito grande, para que, ao final, ao invés de indução haja estímulo, coisa que, aos meus olhos, a Super não está conseguindo fazer bem.

De qualquer sorte, esta fusão traz novidades interessantes. Entre estas a possibilidade de incorporarmos, em nossos blogs, os infos produzidos pelo pessoal da publicidade da Petrobras já disponibilizados na revista por meio do site Por dentro da tecnologia.

Foi o que fiz no exemplo abaixo.

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