11 de mar. de 2010

Por que não fazer igual, só que pior?

Cheguei ao vídeo abaixo por meio do twitter, via @andrelemos.

Divertidíssimo.

Sobretudo, didático.

Tipo assim: por que, mesmo podendo fazer diferente, você insiste em fazer igual, só que pior?



Original, né? Nem tanto.

Novamente por @andrelemos - "Todo jornalista copia o outro (esqueceram de dizer isso no video do CQC! ). Valeu Milton, Valeu Hector" - somos informados que idéia foi copiada (ou isso é uma adaptação?) de Charlie Brooker, by How To Report The News:

8 de mar. de 2010

Pesquisa enfoca jornalismo diversional

Já está disponível o blog Jornalismo & Literatura: interfaces e intersecções, do grupo de pesquisa que coordeno na Unisc que observa aproximações entre o jornalismo e a literatura.

O objetivo do projeto é abordar essas proximidades por meio da análise das narrativas que se enquadram na categoria jornalismo diversional, como os livros-reportagem e as biografias de natureza jornalística.

A idéia é estudar as apropriações que o jornalismo faz da literatura para construir este modelo de narrativa, bem com as gerações de sentido que se estabelecem a partir destes movimentos.

A pesquisa é feita em uma parceria entre os departamentos de Comunicação Social e Letras da Unisc.

Compõe o grupo também a professora Fabiana Piccinin e os alunos Pedro Picolli Garcia (voluntário) e Vanessa Kannenberg (monitora)

7 de mar. de 2010

Sobre algumas das mudanças em curso

Que o jornalismo está mudando, particularmente a partir do momento em que os primeiros jornais migraram para a web, em 1995, aqui no Brasil, não chega a ser uma novidade.

As mudanças se manifestam, grosso modo, de duas formas:

a) por meio do surgimento de novos dispositivos, caso dos sites, blogs e microblogs;

b) mas também pela reconfiguração dos tradicionais jornais e revistas impressos, rádios e televisões.

Some-se a esses o cinema e os livros no que eles têm de jornalístico e se verá, então, que o palco das mudanças é largo.

A internet exerce um papel central nessa mudança, à medida que seus nós e conexões, ao permitir, entre outros, mais vazão aos fluxos informativos entre os dispositivos (sempre existiram, mas agora estão mais rápidos, mais fluentes), dá forma ao sistema que chamo de midiático-comunicacional, formado pelos novos e "velhos" dispositivos.

Se, de um lado, as tais reconfigurações implicam, inclusive, perdas de leitores/audiência (há mais fatias no bolo, com o perdão da má figura), também provocam reações as mais diversas, todas elas interessantes.

Duas delas, envolvendo dois dos maiores jornais do país - a Folha (de quem já falamos aqui) e o Estado e de S. Paulo - estão em processo.

Tanto o da Folha, anunciado a 28 de fevereiro e previsto para maio, quanto o do Estado, que veio a público hoje e deve estrear domingo, 14, prometem páginas mais interessantes (novas fontes, valorização de imagens, mais análise etc.) e, no caso de O Estado, mudanças também no portal, em uma perspectiva convergente.

Observe-se que, em comum, as mudança acabam por aproximar ainda mais, em termos processuais, o que é da ordem dos átomos e dos dígitos.

Para quê?

Claro que para tentar evitar as sucessivas quedas em termos de circulação (hoje, na casa dos 300 mil para os dois jornais), mas também para equalizar estes dispositivos na lógica de funcionamento do sistema midiático-comunicacional.

Traduzindo para o português: no cenário descrito, sobreviverá, uma vez mais, os dispositos que melhor se adaptarem à lógica operacional do sistema em que se inserem.

E isso, sabemos; este adaptar-se, nem sempre é fácil.

Sobretudo, exige capacidade de transforção.

6 de mar. de 2010

El fin de los medios masivos

Leitura mais que necessária para quem se interessa antes por compreender as metamorfoses comunicacionais, jornalísticas ou não, que estão ocorrendo nos dias que se seguem do que a extinção dessa ou daquela forma é o livro El fin de los medios masivos: el comienzo de un debate (La Crujia, 2009).

Meu exemplar chegou há pouco, vindo da Argentina por meio do amigo e colega Jairo Ferreira, com direito a dedicatória e tudo, pelo que agradeço.

O texto é importante porque busca compreender as mudanças que estão em andamento no sistema midiático-comunicacional, as mesmas que complexificam lógicas operacionais e discursivas instituídas desde há muito em dispositivos como a televisão, o rádio e os impressos, mas também os livros e o cinema, para ficarmos em apenas alguns exemplos.

E instigante: sugere que o cenário atual, de profunda imersão tecnológica, não apenas mantém os meios dito "masivos" como faz com que novos formatos surgem nesse cenário.

É nessa direção, por sinal, que caminham os livros Metamorfoses jornalísticas: formas, processos e sistemas (Edunisc, 2007) e Metamorfoses jornalísticas 2: a reconfiguração da forma (Edunisc, 2009), de cuja organização participei.

No caso do El fin de los medios masivos, o título é, antes, uma ironia, quase uma provocação, que uma afirmação, mas isso, penso, não é o mais importante.

Importa observar que a obra organizada por Mario Carlón e Carlos Scolari vem a se somar com os esforços que pesquisadores como nós estão realizando para compreender as metamorfoses que estão em andamento, sejamos jornalistas ou não.

5 de mar. de 2010

A primeira página

Billy Wilder é bom, muito bom; em especial quando o assunto é tirar um sarro do jornalismo.
É o caso de A primeira página, que tem Jack Lemmon e Susan Sarandon no elenco, para ficarmos em dois.

Lembra aquele período do jornalismo quando as tiragens começaram a aumentar de forma violenta e era preciso vender, a qualquer custo, os jornais?

É desse tempo o enredo, e pra lá de divertido.

O filme vale também, se mudarmos um pouco o foco, do ponto de vista de algumas rotinas que ficaram para trás.

Neste sentido, os primeiros momentos, quando as páginas são montadas letra a letra com linotipos em uma gráfica onde as bobinas são encaixadas manualmente, são impagáveis.

Assistam ao filme.

Vale a pena, nem que seja pela diversão.

A ficha técnica (e-pipoca):

Título original: The Front Page, EUA, 1974.
Gênero: Comédia
Duração: 105 min.
Tipo: Longa-metragem / Colorido
Produtora(s): Universal Pictures
Diretor(es): Billy Wilder
Roteirista(s): Ben Hecht, Charles MacArthur, Billy Wilder, I.A.L. Diamond
Elenco: Jack Lemmon, Walter Matthau, Susan Sarandon, Vincent Gardenia, David Wayne, Allen Garfield, Austin Pendleton, Charles Durning, Herbert Edelman, Martin Gabel, Harold Gould, Cliff Osmond, Dick O'Neill, Jon Korkes, Lou Frizzell.

Cresce conceito da Estudos em Jornalismo

Repico, por relevante, post do Monitorando, sobre a nova classificação da revista Estudos em Jornalismo e Mídia junto à Capes:

"A Capes revisou no mês passado a classificação dos periódicos científicos brasileiros. Nesta semana, tornou disponível no seu sistema Qualis a consulta às revistas impressas e eletrônicas, agora com novos conceitos.

A revista Estudos em Jornalismo e Mídia, do Mestrado em Jornalismo da UFSC, passou de B5 a B3, o que já era esperado por sua comissão editorial. Com isso, o periódico ganha mais visibilidade e respeitabilidade junto à comunidade científica. Como editor há pouco mais de seis meses, fiquei bastante contente. Por isso, lembro que estamos com chamadas abertas para os números deste ano".

Em tempo: as chamadas para os números 1 e 2 da Estudos em Jornalismo e Mídia, volume 7, estão abertas.

Encontro na UFSM ficou para sexta

A quem interessar possa: o encontro com o pessoal que está chegando ao curso de Jornalismo da UFSM, inicialmente previsto para esta segunda, dia 8, foi transferido para sexta-feira, 12, às 10 horas.

Assim que tiver o local exato do evento completo esta.

Inscrições ao pós em Edição até dia 14/03

As inscrições para o curso de pós-graduação Edição em Jornalismo, oferecido pela Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc), encerram-se dia 14 de março.

Podem se inscrever jornalistas graduados ou que estejam concluindo seus cursos neste primeiro semestre de 2010. Já as aulas se iniciam dia 9 de abril e têm duração de três semestres, em um total de 360 horas/aula.

O que se pretende, com o pós Edição em Jornalismo, é oferecer aos alunos a compreensão teórico-conceitual do que representa a edição; em especial no que a função tem de viabilizadora do processo jornalístico como um todo.

“O curso se torna mais relevante à medida que, hoje, os profissionais são convocados cada vez mais cedo para exercer a função de editor, o que exige formação específica na função”, salienta Demétrio de Azeredo Soster, coordenador acadêmico do pós.

As disciplinas serão divididas em seis módulos, com aulas ministradas por profissionais de reconhecida competência acadêmica e profissional.

O conteúdo engloba jornalismo impresso (jornais, revistas e design de capas, principalmente), digital (webjornais, blogs, microblogs, infográficos), assessoria de imprensa; jornalismo popular; rádio; imagens (telejornalismo, fotojornalismo, documentários e especiais para a televisão), aspectos organizacionais (planejamento estratégico, aspectos jurídicos administrativos e éticos) e seminários temáticos.

Os encontros, quinzenais, serão realizados no câmpus Santa Cruz da Unisc sempre à sextas-feiras, das 19h15min às 22h15, e aos sábados, das 8 às 12 horas e das 13 às 16 horas.

Maiores informações pela na página do pós ou por meio do twitter, pela http://twitter.com/posedicao.

Ou, ainda, pelo telefone (51) 3717.7300.

Salvador, o martírio de um povo

À exceção do nome que lhe deram por estes lados, eis aqui um bom filmes sobre fotojornalismo e cobertura de guerra, dessa vez pelas mãos de Oliver Stone.

O enredo é o seguinte: um jornalista (James Woods) em estado acelerado de decadência se dá conta que a) precisa de grana e b) há (mais) uma guerra na América Central, pertinho, portanto, de casa.

Como o filme do sujeito já está queimado desde há muito, ele acaba se lançando à cobertura na companhia de um amigo (James Belushi), sem dinheiro no bolso e sem muita noção do que estaria por acontecer.

O filme vale a pena, penso, porque trabalha algumas questões éticas bem interessantes quando o assunto é fotojornalismo (tipo: para que/a quem serve a foto que estou "tirando"?), o mesmo em relação aos riscos que tomamos nesse tipo de cobertura.

Assistam o filme, tirem suas próprias conclusões.

Comprei o meu no DVD World.

A ficha técnica, by Eu adoro cinema:

Título original:
Salvador
Gênero: Drama
Duração: 2 horas
Ano de lançamento: 1986
Estúdio: Hemdale Film Corporation
Distribuidora: Oliver Stone
Direção: Oliver Stone
Roteiro: Oliver Stone e Rick Boyle
Produção:
Gerald Green e Oliver Stone
Música: Georges Delerue
Fotografia: Robert Richardson
Figurino: Kathryn Morrison
Edição: Claire Simpson

4 de mar. de 2010

Ainda sobre o diploma

Está na página 24 do Correio do Povo de hoje.

Jornalismo, conhecimento e objetividade

O conhecimento, ou melhor, a busca pelo, é muito semelhante ao trabalho, digamos, de um garimpeiro, com o perdão do lugar-comum: exige esforço e dedicação, mas, sobretudo, possui a capacidade de nos surprender aqui e ali com achados tão raro quanto preciosos.

É o que ocorre, por exemplo, com os títulos da coleção Jornalismo a rigor, da Editora Insular, ,já comentados nestas dicas de leitura: representam, individualmente e em seu conjunto, contribuições muito importantes, por relevantes, para compreendermos o jornalismo e suas formas.

É o caso do volume 4 da coleção, intitulado Jornalismo, conhecimento e objetividade: além do espelho e das construções (Insular, 2009), de Liriam Sponholz.

Mais que um livro escrito a partir de uma tese defendida em Leipzig, onde tudo se iniciou, trata-se de uma demonstração clara do vigor que a pesquisa em jornalismo alcançou.

Vigor e originalidade, diga-se: o que está posto, aqui, é a tentativa de se compreender a objetividade jornalística não como algo menos legítimo, como sugerem nove entre dez pesquisadores, mas como uma diferença que estabelece diferença.

Ou seja, como algo possível, ainda que, como a própria autora admite ao seu final, com poucas chances de ocorrer no cenário em que nos encontramos.

Eu leria se fosse você.

3 de mar. de 2010

FNPJ convoca seus associados

O presidente do Fórum Nacional de Professores de Jornalismo (FNPJ), Edson Luiz Spenthof, está convocando todos os associados em dia com suas obrigações a participarem da Assembléia-Geral Ordinária da entidade.

O evento se realiza no Auditório G1 da Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), em Recife (PE), como parte da programação do 13º Encontro Nacional de Professores de Jornalismo (13º ENPJ).

Na ordem do dia, entre outros, eleição para renovação da diretoria da entidade; reforma dos Estatutos Sociais do FNPJ e posse da Nova Diretoria do FNPJ.

2 de mar. de 2010

Eduardo e Mônica em traços animados

Olha que gracinha esta animação de Leonardo Amaral em cima do clássico Eduardo e Mônica, by Legião Urbana.

O cara é fera.

Confere mais sobre ele no blog Peixeaquático.

1 de mar. de 2010

Uma tarde digna de nota

Sempre tive cá com meus botões que é muito importante que nós, jornalistas, tomemos o cuidado de, sempre que possível, contribuirmos para a formação dos que estão chegando às salas de aula ou ao mercado.

Basicamente porque acredito que também é dessa forma que ajudamos, por meio de nossa experiência e reflexões, a solidificar o jornalismo como campo de conhecimento.

Este é, aliás, o motivo por que eu, lá pelas tantas, e depois de ter trabalhado em uma meia dúzia de lugares, resolvi não apenas estudar para ser professor, mas registrar, sempre que possível, o que foi feito e refletido ao longo dos anos.

Se digo isso; se saliento, ainda que de forma implícita, as aulas; os títulos adquiridos; os jornais e revistas-laboratório construídos juntos dos tantos alunos; os livros organizados e por organizar; as pesquisas realizadas e em andamento; os artigos escritos e os cargos assumidos; é, antes, como disse uma vez o poeta Thiago de Mello, por auto-estima que vanglória.

Ou seja, porque acredito que seja muito importante que nós, jornalistas formados ou em processo de formação, possamos aprender também a partir do caminho dos que ensinam ou que, como nós, estão aprendendo.

E para isso, como disse, é preciso reconhecer o que se fez e o que está por ser feito; é necessário compartilhar o conhecimento.

Todo esse trololó é para dizer que estou muito feliz porque na próxima segunda-feira, às 14 horas do dia 8 de março, falarei aos alunos que estão chegando ao curso de jornalismo da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) sobre um pouco do que temos feito em sala de aula ao longo desses anos.

Experiência essa que, a exemplo do que ocorreu comigo na graduação, mais do que ouvir dizer de realizações, representa principalmente uma rara possibilidade de aprendermos mais.

O encontro será na sala 5005, prédio 21, do Câmpus da UFSM.

Também nesse dia estará por lá meu amigo José Nunes, presidente do Sindicato dos Jornalistas do Rio Grande do Sul, falando sobre o jornalismo em seu aspecto sindical.

Uma tarde digna de nota, enfim.

Prorrogadas inscrições ao FNPJ

Repasso, por relevante, e-mail de Paulo Roberto Botão, diretor editorial e de comunicação do Fórum Nacional dos Professores de Jornalismo
(FNPJ):

"As inscrições de trabalhos para apresentação no IX Ciclo de Pesquisa em Ensino de Jornalismo foram prorrogadas até o dia 20 de março. O evento integra o 13º Encontro Nacional de Professores de Jornalismo, que acontece de 21 a 23 de abril em Recife (PE), na Universidade Católica de Pernambuco, e é promovido pelo FNPJ (Fórum Nacional de Professores de Jornalismo).

O encontro recebe trabalhos nos formatos de comunicação científica, relatos e pôsteres, em seis grupos de pesquisa: atividades de extensão; ensino de ética e teoria do jornalismo; pesquisa na graduação, produção laboratorial – eletrônicos; produção laboratorial – impressos e projetos pedagógicos e metodologias de ensino. O envio de trabalhos deve ser feito por e-mail, diretamente aos coordenadores dos grupos de pesquisa. As normas de inscrição e endereços para envio podem ser encontradas no site do evento.

O 13º Encontro Nacional de Professores de Jornalismo terá como tema O Ensino do jornalismo: novas diretrizes e novos cenários jurídicos, profissionais tecnológicos e econômicos. Além do ciclo de pesquisa, o evento também inclui as seguintes atividades: pré-Fórum da Fenaj, Colóquio da Andi, 4º Encontro Nacional de Coordenadores de Curso de Jornalismo e o Colóquio Ibero-Americano de Jornalismo.

Mais informações sobre a programação também podem ser encontradas no site do FNPJ".