Mostrando postagens com marcador Metamorfoses jornalísticas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Metamorfoses jornalísticas. Mostrar todas as postagens

24 de mar. de 2010

Mesa discutirá metamorfoses em Caxias

Já se encontram disponíveis no site da Intercom a programação do XXXIII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação, que este ano se realiza em Caxias do Sul, na Serra gaúcha,de 2 a 6 de setembro, e terá como tema “Comunicação, Cultura e Juventude”.

Estarei coordenando, dia 6 de setembro, mesa na Libercom, cujo tema será Metamorfoses jornalísticas.


A mesa, cujo objetivo é discutir as complexificações que se estabelecem no jornalismo no cenário atual, de profunda imersão tecnológica da sociedade, será composta por Carlos d'Andréa (UFV), Fabiana Piccinin (UNISC), Fernando Firmino da Silva (UEPB/UFBA), Nelia Del Bianco (UNB)

Os autores integram o livro Metamorfoses jornalísticas 2: a reconfiguração na forma (Edunisc, 2009), organizada por mim e por Fernando Firmino da Silva.

Nos encontraremos em Caxias do Sul.

7 de mar. de 2010

Sobre algumas das mudanças em curso

Que o jornalismo está mudando, particularmente a partir do momento em que os primeiros jornais migraram para a web, em 1995, aqui no Brasil, não chega a ser uma novidade.

As mudanças se manifestam, grosso modo, de duas formas:

a) por meio do surgimento de novos dispositivos, caso dos sites, blogs e microblogs;

b) mas também pela reconfiguração dos tradicionais jornais e revistas impressos, rádios e televisões.

Some-se a esses o cinema e os livros no que eles têm de jornalístico e se verá, então, que o palco das mudanças é largo.

A internet exerce um papel central nessa mudança, à medida que seus nós e conexões, ao permitir, entre outros, mais vazão aos fluxos informativos entre os dispositivos (sempre existiram, mas agora estão mais rápidos, mais fluentes), dá forma ao sistema que chamo de midiático-comunicacional, formado pelos novos e "velhos" dispositivos.

Se, de um lado, as tais reconfigurações implicam, inclusive, perdas de leitores/audiência (há mais fatias no bolo, com o perdão da má figura), também provocam reações as mais diversas, todas elas interessantes.

Duas delas, envolvendo dois dos maiores jornais do país - a Folha (de quem já falamos aqui) e o Estado e de S. Paulo - estão em processo.

Tanto o da Folha, anunciado a 28 de fevereiro e previsto para maio, quanto o do Estado, que veio a público hoje e deve estrear domingo, 14, prometem páginas mais interessantes (novas fontes, valorização de imagens, mais análise etc.) e, no caso de O Estado, mudanças também no portal, em uma perspectiva convergente.

Observe-se que, em comum, as mudança acabam por aproximar ainda mais, em termos processuais, o que é da ordem dos átomos e dos dígitos.

Para quê?

Claro que para tentar evitar as sucessivas quedas em termos de circulação (hoje, na casa dos 300 mil para os dois jornais), mas também para equalizar estes dispositivos na lógica de funcionamento do sistema midiático-comunicacional.

Traduzindo para o português: no cenário descrito, sobreviverá, uma vez mais, os dispositos que melhor se adaptarem à lógica operacional do sistema em que se inserem.

E isso, sabemos; este adaptar-se, nem sempre é fácil.

Sobretudo, exige capacidade de transforção.

6 de mar. de 2010

El fin de los medios masivos

Leitura mais que necessária para quem se interessa antes por compreender as metamorfoses comunicacionais, jornalísticas ou não, que estão ocorrendo nos dias que se seguem do que a extinção dessa ou daquela forma é o livro El fin de los medios masivos: el comienzo de un debate (La Crujia, 2009).

Meu exemplar chegou há pouco, vindo da Argentina por meio do amigo e colega Jairo Ferreira, com direito a dedicatória e tudo, pelo que agradeço.

O texto é importante porque busca compreender as mudanças que estão em andamento no sistema midiático-comunicacional, as mesmas que complexificam lógicas operacionais e discursivas instituídas desde há muito em dispositivos como a televisão, o rádio e os impressos, mas também os livros e o cinema, para ficarmos em apenas alguns exemplos.

E instigante: sugere que o cenário atual, de profunda imersão tecnológica, não apenas mantém os meios dito "masivos" como faz com que novos formatos surgem nesse cenário.

É nessa direção, por sinal, que caminham os livros Metamorfoses jornalísticas: formas, processos e sistemas (Edunisc, 2007) e Metamorfoses jornalísticas 2: a reconfiguração da forma (Edunisc, 2009), de cuja organização participei.

No caso do El fin de los medios masivos, o título é, antes, uma ironia, quase uma provocação, que uma afirmação, mas isso, penso, não é o mais importante.

Importa observar que a obra organizada por Mario Carlón e Carlos Scolari vem a se somar com os esforços que pesquisadores como nós estão realizando para compreender as metamorfoses que estão em andamento, sejamos jornalistas ou não.

21 de jul. de 2009

A internet e as metamorfoses do jornalismo


Coube ao professor Gerson Luiz Martins elaborar a resenha A internet e as metamorfoses do jornalismo contemporâneo, sobre o livro Metamorfoses jornalísticas: formas, processos e sistemas (Edunisc, 2007), para a revista editada pela Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação – Intercom, a Bibliocom.

Transcrevo, na íntegra, excerto do texto:

"Metamorfoses jornalísticas: formas, processos e sistemas é uma importante contribuição para compreender as mudanças do jornalismo, da produção jornalística e dos processos de distribuição da informação. Os artigos que compõem o livro foram reunidos de forma perspicaz e oferecem, sob os diversos aspectos abordados, uma boa avaliação das metamorfoses do jornalismo em tempos de internet. É recomendado para todos os professores, pesquisadores, profissionais e estudantes de jornalismo. Importante mencionar que o avanço rápido e denso das tecnologias da informação e da comunicação implicam num novo jornalismo.

A compreensão dessa realidade é um valioso artifício para o desenvolvimento do jornalismo e para que cumpra, de forma eficaz, com o seu papel social. Conhecer, entender e se conscientizar dessas “metamorfoses” é condição essencial para que o processo de produção no jornalismo, o fazer jornalístico, o “ser” jornalista seja eficiente e tenha, por assim dizer, sucesso. Essas “metamorfoses” são desafios constantes. Não como parar, talvez nem mesmo como intervir de forma mais contundente. É uma gigantesca marola que arrasa, no sentido de modificar, com todos os que estão envolvidos no campo jornalístico."