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5 de mar. de 2010

A primeira página

Billy Wilder é bom, muito bom; em especial quando o assunto é tirar um sarro do jornalismo.
É o caso de A primeira página, que tem Jack Lemmon e Susan Sarandon no elenco, para ficarmos em dois.

Lembra aquele período do jornalismo quando as tiragens começaram a aumentar de forma violenta e era preciso vender, a qualquer custo, os jornais?

É desse tempo o enredo, e pra lá de divertido.

O filme vale também, se mudarmos um pouco o foco, do ponto de vista de algumas rotinas que ficaram para trás.

Neste sentido, os primeiros momentos, quando as páginas são montadas letra a letra com linotipos em uma gráfica onde as bobinas são encaixadas manualmente, são impagáveis.

Assistam ao filme.

Vale a pena, nem que seja pela diversão.

A ficha técnica (e-pipoca):

Título original: The Front Page, EUA, 1974.
Gênero: Comédia
Duração: 105 min.
Tipo: Longa-metragem / Colorido
Produtora(s): Universal Pictures
Diretor(es): Billy Wilder
Roteirista(s): Ben Hecht, Charles MacArthur, Billy Wilder, I.A.L. Diamond
Elenco: Jack Lemmon, Walter Matthau, Susan Sarandon, Vincent Gardenia, David Wayne, Allen Garfield, Austin Pendleton, Charles Durning, Herbert Edelman, Martin Gabel, Harold Gould, Cliff Osmond, Dick O'Neill, Jon Korkes, Lou Frizzell.

Salvador, o martírio de um povo

À exceção do nome que lhe deram por estes lados, eis aqui um bom filmes sobre fotojornalismo e cobertura de guerra, dessa vez pelas mãos de Oliver Stone.

O enredo é o seguinte: um jornalista (James Woods) em estado acelerado de decadência se dá conta que a) precisa de grana e b) há (mais) uma guerra na América Central, pertinho, portanto, de casa.

Como o filme do sujeito já está queimado desde há muito, ele acaba se lançando à cobertura na companhia de um amigo (James Belushi), sem dinheiro no bolso e sem muita noção do que estaria por acontecer.

O filme vale a pena, penso, porque trabalha algumas questões éticas bem interessantes quando o assunto é fotojornalismo (tipo: para que/a quem serve a foto que estou "tirando"?), o mesmo em relação aos riscos que tomamos nesse tipo de cobertura.

Assistam o filme, tirem suas próprias conclusões.

Comprei o meu no DVD World.

A ficha técnica, by Eu adoro cinema:

Título original:
Salvador
Gênero: Drama
Duração: 2 horas
Ano de lançamento: 1986
Estúdio: Hemdale Film Corporation
Distribuidora: Oliver Stone
Direção: Oliver Stone
Roteiro: Oliver Stone e Rick Boyle
Produção:
Gerald Green e Oliver Stone
Música: Georges Delerue
Fotografia: Robert Richardson
Figurino: Kathryn Morrison
Edição: Claire Simpson

16 de jul. de 2008

Finalmente um filme

Eis que, passados alguns séculos do mais absoluto silêncio em minhas retinas, finalmente surge um filme digno de nota. Refiro-me ao "Na natureza selvagem", dirigido pelo Sean Penn. O enredo é o seguinte: um garoto chamado Christipher McCandless (Emile Hirsch), já formado, lá pelos 90, decide dar um basta geral, inclusive em sua família, e sai em busca de suas concepções de mundo, formadas, entre outros, a partir de leituras como Henry David Thoreau (recomendo Desobedecendo e Walden, ou a vida nos bosques), que cita o tempo inteiro. O objetivo é chegar ao Alasca. Na verdade, dar um tempo longe de tudo e de todos, em especial de sua família. Eis que, em uma empreitada meio hippie, meio beatnick, meio, o garoto sai por estão mundão afora até finalmente chegar ao seu destino. No caminho, conhece uma porrada de gente interessante. Dizem, ao final, que a história se baseia na aventura vivida por um sujeito realmente chamado Christopher McCandless. Também afirmam que Sean Penn demorou dez anos para terminar o filme, do que eu também não tenho porque duvidar. A verdade é que a história é muito porrada. Não vou contar o fim, mas adianto que não segue a cartilha. Apenas sigo sem entender como, afinal de contas, um bendito de um ônibus (sem motor) foi parar no meio do Alasca, onde o diabo perdeu as botas. Licença poética? Que o seja, então.