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4 de dez. de 2011

Quem disse que mosca não é gente?

Matéria do UOL afirma que moscas têm lembranças, emoções, sentimentos e, por que não, caráter.

Ou seja, que há algo de humano nas moscas.

Bom acordar no domingo com uma variedade diferente de culpa.

12 de out. de 2011

Por que hoje o dia é das crianças

14 de ago. de 2011

Milonga para o Dia dos Pais

Essa música diz muito a quem, como eu, é pai.

Comemoremos com ela, então, o Dia dos Pais.

Milonga D'alma, de meu amigo Killy Freitas.

7 de ago. de 2011

Porque ainda é domingo

29 de jun. de 2011

Está frio, muito frio no Sul

A foto é de Adriana Franciosi, e foi veiculada na Zero Hora de hoje.

Tem a ver com o frio dos últimos dias.

Tire suas próprias conclusões.

se está muito frio no sul? deixe que a foto de adriana franci... on Twitpic

21 de jun. de 2011

É preciso querer

Tenhamos fé e alguma vontade realizadora: um dia o semestre há de chegar ao fim.

11 de mai. de 2011

Um talento chamado Killy Freitas

Meu virtuoso amigo Killy Freitas, de quem ainda muito ouviremos falar, andar abusando talento, sensibilidade e competência.

Na semana passada (sexta, 6/5) lançou, com muita propriedade e vigor, seu primeiro CD, o D´Alma, instrumental.

Na Livraria Cultura do Bourbon Country, em Porto Alegre.

Eu e Verônica estivemos lá.

O trânsito infernal da BR 116 e da Nilo Peçanha quaaaaaaaaaaaaaaaaaaaase nos fizeram perder o pocket show que antecedeu os autógrafos, mas chegamos em tempo de curtir Villa Lobos em cordas by Killy e abraçar esse nosso amigo querido.

Eu, Killy Freitas e Verônica
Agora Killy convida para o lançamento de D'Alma na Fundação Ecarta, de cujo edital ele foi um dos oito selecionados.

Será dia 14, sábado, às 18 horas.

Estará acompanhado pelo tecladista, violoncelista e acordeonista Jairo Padilha.

A Ecarta fica na Avenida João Pessoa, 943. O telefone é (51) 4009.2970


Sobre Killy Freitas

Guitarrista, violonista e compositor, é professor de música, guitarra e violão há 20 anos. Participou de vários CDs, como Dança do Tempo, do músico Renato Sperb (MPB/Rock); O Primeiro Festival de Música Instrumental do R.S( Jazz/ Rock ) ; e Olhos na Pista, da banda Íris Ativa (Pop/Rock); e no musical Enquanto os Anjos tomam Coca-cola, dirigido pelos premiados artistas Camilo de Lélis e Lígia Riggo.

Foi integrante da Orquestra Profana de Porto Alegre, que interpretava partituras originais de música erudita usando exclusivamente guitarras elétricas e sintetizadores. Participação no espetáculo Viagem a Lorca, apresentado em duas temporadas, com grande sucesso em Santa Cruz do Sul. Com direção de Simone Bencke, da Cia de Teatro Camarim. Recentemente fez shows e participações pela Espanha e Chile.

1 de mai. de 2011

Sobre erros e ouvidores

Suzana Singer, ombudsman da FSP, escreve nesse domingo sobre a prática de revelar a autoria dos erros, coisa que a Folha o faz, mais recentemente, por meio da explicitação do nome do repórter envolvido na matéria.

Aos olhos do senso-comum (nossas tidos e tias, amigos etc.) está correto: errou, tem de dizer quem, como e por quê, coisa, aliás, que ainda não acontece, o tal do dizer por quê.

Ocorre que, em jornais, e em especial das grandes estruturas, o nome que vai assinado junto à matéria representa apenas parte da autoria da mesma: ao longo do processo de elaboração de uma edição, a matéria sofre interferências as mais diversas, nem todas brandas, nem todas adequadas.

Por isso é complicado atribuir méritos, e defeitos, a uma só pessoa, como normalmente ocorre, sendo mais acertada a ubíqua "erramos".

Felizmente essa é a posição defendida por Singer na coluna "Eu erro, tu erras, ele erra".

Ponto para um espaço que, aos meus olhos, tem perdido muito de seu vigor desde a saída de Mário Magalhães, pelos motivos que ele explicitou em sua última coluna.

(Em tempo: não deixa de ser curioso que, mesmo sabendo disso, os jornalistas só se importam com as interferências negativas em seus textos; as positivas parecem não vir ao caso, ou são compreendidas como naturais. Ao final, se tudo der certo, os méritos são de quem assina, o mesmo não ocorrendo em relação aos erros, mas esse é assunto para outro post.)

Porque hoje, afinal, é domingo

Saudades desse AC/DC.

10 de abr. de 2011

Sobre os 1º EGEJ e 1º FSPJ

No sábado à noite, por volta das 20 horas, depois que os últimos congressistas foram embora, preparei um cachimbo (sim, eu fumo cachimbo) com o cuidado de uma primeira vez, sentei-me nos bancos que existem sob os ingás defronte ao bloco 15 da Unisc, onde trabalho, e lancei sem pressa a fumaça do tabaco em direção às estrelas da noite azul de Santa Cruz do Sul.

Encerrava-se, naquele momento, uma jornada que havia se iniciado ainda no ano passado, no encontro da Intercom de Caxias do Sul, e que havia sido particularmente intensa desde o dia anterior, quando da abertura dos trabalhos dos 1º Encontro Gaúcho de Ensino de Jornalismo (1º EGEJ) e 1º Fórum Sul-brasileiro de Professores de Jornalismo (1º FSPJ). Um encontro de 150 professores e alunos de jornalismo, representando IES dos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, que se reuniram na Unisc, para, juntos, discutirem o jornalismo em seus aspectos ensino, pesquisa e extensão.

Explico: é que, ainda no ano passado, na Serra gaúcha, em reunião com o presidente e a vice do Fórum Nacional de Professores de Jornalismo (FNPJ), Sérgio Gadini e Mirna Tonus, comprometi-me, na condição de subcoordenador do Curso de Comunicação da Unisc e vice-diretor editorial e de comunicação do FNPJ, a realizar, pela primeira vez, uma edição regional do Fórum no Rio Grande do Sul. Desse encontro, e das conversas posteriores, nasceu a convicção que deveríamos utilizar o momento seminal para aglutinar os três estados do Sul, o que também não havia ocorrido ainda. E assim foi feito, marcando, dessa forma, também um novo período do Curso de Comunicação da Unisc, focado em grandes eventos (os próximos serão o Colóquio das Agências de Comunicação, para 2012, e o Intercom Regional de 2013).

Não foi pouco o trabalho, e o volume de preocupações, que se se sucederam desde então. O apoio dos companheiros do FNPJ, aos quais agradeço publicamente por aqui, foi fundamental nesse processo, bem como da Unisc, que, por meio do reitor Vilmar Thomé, a quem igualmente agradeço, não apenas avalizou a realização dos 1º EGEJ e 1º FSPJ como deu condições para que os mesmos se realizassem a contento.

É relativamente fácil imaginar o que significaram esses meses todos: imagine-se, caro leitor, cara leitora, organizando um congresso da dimensão de três estados pela primeira vez com pouco mais que a vontade de fazê-lo. A etapa mais tranqüila, e aqui a experiência dos colegas de FNPJ foi fundamental, disse respeito a estatutos, regulamentos etc, haja vista que todos foram muito generosos na transferência dos conhecimentos adquiridos em eventos semelhantes realizados ao longo do Brasil em anos anteriores. O resto foi trabalho braçal e vontade.

Tarefa difícil, sem dúvida, mas também extremamente prazerosa, à medida, ao passo em que as tarefas se acumulavam, forças se uniam em torno da proposta maior, a quem agradeço nominalmente a partir desse momento.

O primeiro agradecimento vai para as colegas de gestão, Mônica Pons, Ângela Felippi e Fabiana Piccinin, respectivamente chefe e sub de Departamento e coordenadora do Curso de Comunicação. Mais que dividirem comigo a organização local do evento, como disse na fala de abertura dos eventos, dia 8, sem a ajuda delas nada disso teria sido possível.

Um obrigado muito particular, também, ainda no âmbito da Unisc, aos coordenadores das agências experimentais de Comunicação: Yhevelin Guerin e equipe, da agência de PP; Mônica Pons e equipe, da agência de RP; Stéfanie Carlon e equipe, da Agência de PMA; e, finalmente, a Hélio Edges e equipe, da agência de Jornalismo. Todos fundamentais para a realização dos trabalhos.

O outro agradecimento vai para os professores, mais que colegas, amigos, que aceitaram o desafio de coordenar os seis Grupos de Trabalho (GTs) dos 1º EGEJ e 1º FSPJ. Falo de Sandra de Deus, da Ufgrs, responsável pelo GT Atividades de Extensão; de Sérgio Gadini, da UEPG, do GT Ensino de Ética e Teorias do Jornalismo; de Marcos Santuário, da Feevale, do GT Pesquisa na Graduação; de Cárlida Emerin, da UFSC, do GT Produção Laboratorial: Eletrônicos; e de Edelberto Behs, da Unisinos, coordenador do GT Projetos Pedagógicos e Metodologias de Pesquisa. (O sexto GT, Produção Laboratorial: impressos, ficou aos meus cuidados). A todos vocês, meu mais profundo reconhecimento.

Também se faz necessário agradecer aos professores Christa Berger e Antônio Hohlfeldt, pelo brilhante painel de abertura, ainda na sexta, 8. Todos aprendemos muito, uma vez mais, com eles.

E à equipe receptiva, que não apenas acreditou na proposta como fez ela acontecer, e bem, por meio de seu trabalho. São eles:

Lucas Adolfo Baumhardt, Emilin Grings Silva, Rafaela Medeiros, Carine da Silva, Joana Fernanda Scherer, Leticia Pereira, Ana Flávia Hantt, Berenice Bohnen, Pedro Garcia, Carina Martins, Ana Gabriela Vaz, Lisane Marques, Vanessa Kannenberg, Letícia Petry, Débora Paz Menezes, Sabrina Heming, Vanessa Oliveira,Renan Silva da Silva, João Cléber Caramez, Luciana Bastos, Letícia Lorensini, Luísa Ziemann, Giuliane da Silva, Cauana Rubert, Bianca Cardoso Batista, Larissa Almeida, Viviane Moura, Vanessa Schuler, Juliana Spilimbergo,Thamires Waechter, Larissa Assis, Tamara Freitas, Francisca Macedo, Daniela Lemes,Lucas Ferreira, Camila Barbosa, Andréia Bueno, Gabriel Tassinar, Letícia Pereira, Marcellus Vinicius, Luana Backes e Luis Habekost, Francine Weis e Vanessa Britto.

Um último agradecimento, por fim, a cada um dos alunos e professores das 24 IES presentes nos 1º EGEJ e 1º FSPJ que deixaram suas casas e trabalhos e que, não raro, viajaram 10, 12, 14 horas para estarem entre nós. Todos eles docentes e alunos da Feevale, Unochapecó, Ufrgs, Unisc, UFSM, Univates, UEPG, Ielusc, Unifra, UFSC, ESPM, IPA, Universidade do Tocantins, UDC, Unisinos, Unicruz, UCS, PUC-PR, Unisul, Ulbra, IERGS, Unoesc, Esade, Uniarp e UFPel.

A todos vocês, e a quem não citei aqui, uma vez mais, meu muito obrigado. Aos poucos vou contanto como tudo isso se deu.

5 de abr. de 2011

Comemorar é preciso. Sempre

Desde há muito compreendi que comemorar os avanços, por menor que sejam, é fundamental para nos mantermos vivos; para que não esqueçamos, ao final, que somos gente, e que gente, como naquela música, acho que do Caetano, "é pra brilhar, não pra morrer de fome".

Digo isso porque foi muito legal receber, na tarde de segunda, 5, as sacolinhas que serão utilizadas nos 1º EGEJ e 1º FSPJ, a exemplo do que havia ocorrido antes com os cartazes, camisetas etc.

Ficaram muito legais, dignas de um registro fotográfico, feito por Marcellus Vinicius, aluno do Tecnólogo Superior em Fotografia da Unisc.

3 de abr. de 2011

#prontofalei

A coluna do Ombudsman da FSP desse domingo, #prontofalei, discute um assunto de primeira importância nesses dias de reconfiguração de fazeres e formas: os cuidados, direitos e deveres que devem ter os jornalistas quando suas vozes, pelo viés de dispositivos 2.0, principalmente, ganham alcance para além das redações.

O tom é de natureza moral; trata-se, sem dúvida, de uma questão ética à medida que discute o corportamento dos jornalistas, mas há outros pontos de igual relevância a serem considerados na tessitura do texto de Suzana Singer.

O mais evidente, a meus olhos, é a reconfiguração espaço-temporal que se estabelece na vida dos jornalistas em determinado cenário, personificada, em termos de forma, de um lado, pelos nós e conexões da web, enquanto que, por outro, pela diferença que o fazer jornalístico per si representa quando em contato com os fazeres dos demais campos sociais.

Por esse viés, por exemplo, a tendência é que sejamos jornalistas não apenas nos lugares em que estamos acostumados a sê-lo, e esse alargamento complexifica, claro, para além da ética, as questões organizacionais também, mas muda, inclusive, o "ser-se", a "forma como se está", o "lugar de onde se diz", o que exige, uma vez mais, novas e sucessivas gramáticas interpretativas.

Negar essa perspectiva é ficamos presos às velhas formas/fórmulas e a discussão não avançar.

Para quem não tem acesso ao UOL, reproduzo abaixo a coluna.


"A BLOGOSFERA dá a qualquer um a chance de divulgar o que passa pela sua cabeça a todo momento. No jornalismo, sem o filtro da edição, essa modernidade tem sido uma fonte de problemas. Na quarta-feira passada, após o anúncio da morte de José Alencar, havia no Twitter:

Repórter da Folha: "Nunca um obituário esteve tão pronto. É só apertar o botão."

Repórter do Agora: "Mas na Folha.com nada ainda... esqueceram de apertar o botão. rs" (risos)

Repórter da Folha: "Ah sim, a melhor orientação ever. O último a dar qualquer morte. É o preço por um erro gravíssimo."

Um diálogo ruim, de todos os pontos de vista. É insensível jogar na cara do leitor que há obituários prontos à espera do momento de publicação. Não faz sentido um jornalista criticar, publicamente, um site da mesma empresa. E não deixa de ser desagradável lembrar um problema recente -a divulgação errada, pela Folha.com, da morte do senador Romeu Tuma.

Em janeiro, um fotógrafo colaborador do "Agora", que cobria as eleições para presidente do Palmeiras, escreveu: "Enquanto os porcos não se decidem poderiam mandar mais lanchinhos e refrigerante para a imprensa que assiste ao jogo do Timão na sala de imprensa". A reação foi rápida e violenta: ele apanhou de seguranças do time.

É difícil convencer jornalistas de que suas contas no Twitter, Facebook ou Orkut não podem ser encaradas apenas como pessoais. O repórter é seguido, curtido, recomendado, também como um representante do lugar em que trabalha.

Em um comunicado de 2009, que merece ser atualizado, a chefia da Redação lembrava que todos devem seguir os princípios do projeto editorial quando estiverem on-line.

Seria bom esmiuçar isso. Jornalista não pode declarar voto político, xingar artistas, amaldiçoar o time de futebol rival, bater boca com leitores, expressar preconceito nem tentar obter vantagem pessoal (reclamar, por exemplo, do mau atendimento num restaurante para que saibam que ele é da imprensa).

É muito limitante, mas o repórter precisa considerar que amanhã poderá ser cobrado por uma opinião "inocente". Em um plantão, alguém de Esporte pode ser designado para entrevistar determinado político. E se ele tiver postado, dias antes, que o sujeito é um "corrupto contumaz"?

Quem mais luta pela liberdade de expressão precisa restringir a própria para não perder a razão."

13 de mar. de 2011

Pedalada pelada

Finalmente uma legenda interessante na tela de abertura do Portal UOL de agora há pouco, em referência ao atropelamento de ciclistas em Porto Alegre dias atrás

Trata-se da quarta edição da Pedalada Pelada, na Paulista, Centro de São Paulo.

Segundo a matéria, versão nacional da World Naked Bike Ride.

O texto em questão:

"Mais amor, menos motor: Ciclistas pintados e nus (ou quase) passeiam à noite nas ruas de SP"

11 de mar. de 2011

A enchente e a vaca

Feia a coisa em São Lourenço, zona Sul do Estado, às margens da Lagoa dos Patos, em decorrência da chuva da tarde de ontem, quinta, 10.

A foto de Emílio Pedroso, publicada à página 5 da Zero Hora de hoje (leia a versão free, on-line, por aqui), dá uma dimensão do que houve por lá.

(Sim, é uma vaca aquele negócio preto pendurado na árvore. Segundo a legenda, ela foi salva (!) por causa disso.)


27 de fev. de 2011

Foram boas as férias de verão

Bueno, com o domingo, foram-se (na verdade, estão indo) as férias de verão.

Mas foram boas, pelos motivos que enumero abaixo.

1. Pude conviver mais (e melhor) com meus filhos, Pedro e Verônica, e com Fabi, mais que mulher, amiga e parceira de tantos momentos e causas. É bem verdade que a praia desse ano foi sem a Verônica, mas, como ela esteve janeiro inteiro em Noronha e no Espírito Santo, então acho que não foi de todo ruim para ela o tempo que ficou com a gente mas longe do mar.

Pedro e eu na Guarita, em Torres
2. Li menos que pretendia, mas foquei mais que de hábito para esse época do ano. Do "Frederico" Nietzsche foram lidos "Apresentando Nietzsche" (Dumará, 2006), com texto de Laurence Gane e ilustração de Piero; "A genealogia da moral", "Além do Bem e do Mal", "Crepúsculo dos ìdolos" e, finalmente, "Ecce Homo", todos pela coleção Grandes Obras do Pensamento Universal, da Editora Escala, cuja edição, no mais das vezes, é muito mal acabada (revisão, falta de tradução do latim para o vernáculo aqui e ali, principalmente), mas serviu para resgatar uma lacuna que havia ficado para trás em termos de formação filosófica. No mais, a tradução da "Odisséia", de Homero, por Donaldo Schüller em uma edição primorosa de bolso da L&PM, e da "Ilíada", igualmente de Homero, essa por Haroldo de Campos. A primeira, de Schüller, pareceu-me mais fluente em termos de tradução, compara com as que já li, embora ambas sejam dignas de nota tanto em termos de tradução como de edição (são caixas bem bonitas).De jornalismo, li "Jornalismo e acontecimento: mapeamentos críticos", organizado por Marcia Benetti e Virginia da Silveira Fonseca (Insular, 2010), e, na semana que se encerrou, "Infografia e Jornalismo: conceitos, análise e perspectivas", de Tattiana Teixeira (EDUFBA, 2010), que pretendo comentar na semana que entra aqui no blog.

3. Pratiquei tanto esporte quanto pretendi. Talvez menos, mas bastante. A Caloi 500, que ganhei da Fabi de Natal, mostrou-se uma excelente bicicleta (tem-se mostrado, na verdade); o tênis, que pratico aos menos duas vezes por semana, está evoluindo - gosto dele cada vez mais -, e as caminhadas têm sido muito prazerosas. Apenas não estou correndo mais, pois uma inflamação no joelho esquerdo lembrou-me, gentilmente, que o corpo agora está com 43 anos e é preciso mais cuidado e menos ímpeto. Fui salvo, acreditem, pelos fitoterápicos: unha-de-gato. (o "acreditem" fica pelo fato de eu ser muito obtuso quando o assunto é medicamento, dando preferência para a medicina convencional que as formas alternativas, ainda que as reconheça).

Pedro, claro, curtiu a idéia de o pai ter uma bicicleta. E usá-la
4. Pode parecer loucura o que vou dizer, mas dormi pouco, ou seja, não me refestelei dormindo. Descansei bastante, mas procurei manter o mesmo ritmo. Por quê? O corpo não pediu mais. Então, não dei.

5. A reeducação alimentar se manteve firme. Estou, no momento em que escrevo, entre 84 e 85 quilos, talvez menos. Em breve, quando chegar aos 80, entro em uma nova fase, a musculação, que vai garantir mais saúde e menos gordura nos anos que estão por vir e que, espero, sejam muitos.

6. O convívio com amigos não foi intenso, mas foi qualitativamente forte, portanto bom.

7. Trabalhei "apenas" na organização e divulgação dos 1º Encontro Gaúcho de Ensino de Jornalismo (1º EGEJ) e 1º fórum Sul-brasileiro de Professores de Jornalismo (1º FSPJ), que realizaremos na Unisc dias 8 e 9 de abril, e que será muito bacana. Ia esquecendo: organizei alguns projetos para 2011 e dois artigos, um deles capítulo de livro. Não mais que isso.

8. Comi muito peixe, saladas e frutas; freqüentei feiras de agricultores e pesquei pouco.

9. Vi alunos queridos se titularem, e os que já estão no mercado ocuparem seu espaço, e fiquei feliz por isso. Também recebi dois convites que me encheram de orgulho, e que de certa forma respaldam tudo o que se tem feito até aqui. Mais adianto falo especificamente sobre isso.

10. Sobretudo, vivi, que é o que importa ao final.

Que venha 2011, então. E que seja bom para você, para mim e para os que nos são caros.

Por que as escolas ensinam religião?

Matéria de abertura do Caderno Cotidiano da FSP de hoje afirma, com base em pesquisa realizada pelo Inep desde 2009: "Metade das escolas tem ensino religioso".

E a linha de apoio completa: "São 98 mil colégios, públicos ou privados, oferecendo a disciplina, segundo censo da educação básica do MEC".

Isso em termo de Brasil.

Ao que pergunto: por quê?

Mais importante seria se essas mesmas escolas oferecessem, na mesma proporção, por exemplo, filosofia, ou, quem sabe, sociologia, para ficarmos em duas das ditas humanas.

Não que a perspectiva judaico-cristã, e as culpas, preconceitos e medos decorrentes dela, não devam ser estudadas: devem, claro.

Mas como componentes de um contexto mais amplo, em uma abordagem sócio-evolutiva, por exemplo, onde se igualam, em termos de importância, a toda e qualquer forma de credo, do espiritismo ao daime.

Caso contrário viram doença social; fragilizam o homem no que ele tem de melhor.

E doenças, sabemos, são ruins sob muitos aspectos.

21 de fev. de 2011

Lembrança de formatura

Com Fabi, na formatura da amiga, colega e ex-aluna Luana Rodrigues (centro), sábado, em Sta Cruz do Sul.

4 de fev. de 2011

Sobre a redação de cartas

O texto abaixo, da jornalista Catherine Field, de Paris, foi veiculado no UOL a partir do Herald Tribune.

Chama-se "Redação de cartas é uma arte que está desaparecendo".

Diz respeito à escrita de cartas.

Quem, como eu, escreveu, ou recebeu, cartas em algum momento de sua vida, talvez ache o relato interessante; talvez reavive a memória.

Eu achei.

O texto:

"O envelope chega com o endereço laboriosamente manuscrito e com o selo trazendo a figura da rainha perfeitamente colocado no canto superior direito.

O carteiro para a sua bicicleta para colocar a carta na caixa de correspondência e o cachorro emite dois latidos. É hora de fazer chá e ler.

A carta foi enviada por Joyce, a minha sogra de 75 anos de idade, que mora na Inglaterra. Ela é sempre escrita dos dois lados de uma única folha, em papel de boa qualidade, sem linhas e margens, e nenhuma textura especial ou perfume de lavanda. A redação é feita em um papel branco simples.

Ela escreve em letras manuscritas, em estilo claro, mas relaxado, que não procura impressionar o leitor. As suas palavras encaixam-se confortavelmente nos dois lados da página; os pensamentos dela fluem perfeitamente de um parágrafo ao outro. Não há finais dissonantes de parágrafo, postscriptum, ou siglas como OMG ou LOL. Nada de ícones smiley. Apenas palavras.

A mulher que escreve estas cartas ficou viúva recentemente. O marido dela foi durante décadas o colunista de pesca mais popular do Reino Unido, tendo escrito as suas colunas sem falha até cinco dias antes da sua morte, aos 88 anos de idade. A minha sogra cuidou dele em casa durante os seus últimos três anos de vida, até que ele morresse, ao lado dela, durante o sono.

A carta dela frequentemente demora quatro ou cinco dias para chegar a mim, mas a sensação rompe instantaneamente as barreiras de tempo e espaço. Sentada com a carta nas mãos, eu imediatamente visualizo a remetente: lá está ela, sentada à mesa na sala de jantar, com uma xícara de chá à sua direita, o rádio desligado ou com o volume baixo, os pensamentos fluindo pelos seus dedos para a página.

As cartas dela nos informam sobre as condições meteorológicas, a gentileza dos vizinhos, os empecilhos burocráticos vinculados à morte, as cartas de condolências que ela recebeu – em suma, sobre todos os detalhes relativos a recomeçar a vida sem o homem que ela amou durante 50 anos.

Quando acaba de redigir, ela veste o casaco, coloca a boina na cabeça e caminha até a caixa dos correios, bem a tempo para a coleta das 16h30.

Para ela, escrever uma carta em um momento de pesar é algo que faz parte da vida, é um sinal de civilidade e compromisso que mantém a sociedade coesa. Para a geração dela, dever e cortesia são coisas tão normais como respirar.

Eu me descubro formulando as perguntas: será que esta geração que desaparece será também a última a escrever cartas? Mensagens escritas à mão em vez de em fragmentos de código binário? Uma escrita que contém emoções em vez de emoticons?

A redação de carta é uma das artes mais antigas. Pensem em cartas e imediatamente vêm à mente as figuras de Paulo de Tarso, Abraham Lincoln, Jane Austen, Mark Twain; cartas de amor escritas durante a Guerra Civil Norte-americana, ou cartas escritas para um pai ou mãe por um soldado amedrontado na frente de batalha.

Uma boa carta manuscrita é um ato criativo, e não apenas porque trata-se de um prazer visual e tátil. Isso é um ato deliberado de exposição, uma forma de vulnerabilidade, porque a redação manuscrita abre uma janela para a alma de uma forma que a comunicação por computador jamais será capaz de fazer. A gente saboreia a chegada dela e mais tarde toma o cuidado de guardá-la em segurança em uma caixa.

Sim, o e-mail é uma invenção maravilhosa. Ele conecta pessoas de todo o mundo, destruindo em um instante as barreiras geográficas enfrentadas pela correspondência comum. Mas, o e-mail é por natureza efêmero e carece daquela centelha de personalidade que só a redação manuscrita é capaz de proporcionar. Quando recebemos um e-mail, nunca somos capazes de saber se fomos os únicos destinatários – e sequer se a mensagem é original.

Sempre gostamos de examinar as cartas de grandes figuras como Winston Churchill e Abigail Adams devido à inspiração que elas nos proporcionam: a escrita, as rasuras, a própria sensação de história transmitida pelo papel.

Sentada aqui, saboreando a chegada iminente da próxima carta da minha sogra, eu me pergunto qual será o legado da era de redação digital de cartas".

2 de fev. de 2011

Cenas de um janeiro feliz

Primeiro passeio com Pedro na bici nova
Curtindo o marzão de Torres
Pedro mandando ver no milho (comeu váááários!)
Na piscina do hotel
Fabi mateando na Guarita
Verônica em Porto das Galinhas
Verônica mergulhando nas águas de Noronha

25 de jan. de 2011

Em defesa dos adjetivos

Sempre tive cá com meus botões que adjetivos, via de regra, servem antes para disfarçar ausência de versatilidade narrativa que para dar cor ao texto, seja ele qual for.


O excerto abaixo, abertura da matéria "Em defesa dos adjetivos" (Piauí, edição 52), coloca uma interrogação nessa certeza já a partir da linha de apoio: "Ditadores e generais costumam dispensar tudo o que não seja verbo e substantivo".

O texto:

"Muitas vezes nos mandam cortar nossos adjetivos. O bom estilo, conforme dizem, sobrevive perfeitamente sem eles; bastariam o resistente arco dos substantivos e a flecha dinâmica e onipresente dos verbos. Contudo, um mundo sem adjetivos é triste como um hospital no domingo. A luz azul se infiltra pelas janelas frias, as lâmpadas fluorescentes emitem um murmúrio débil."

Faltou dizer que, para usar adjetivos, é preciso habilidade, capacidade de escrever.

Mas também está dito no texto de Adam Zagajewski, lá pelas tantas, que "A memória é feita de adjetivos."

Que se adjetive, então.