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29 de set. de 2010

Unisc discutirá ensino do jornalismo

A Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc), onde leciono, irá sediar, dias 8, 9 e 10 de abril de 2011, dois eventos de primeira importância quando o assunto é ensino de jornalismo em suas mais diversas instâncias.

Refiro-me ao 1º Fórum Sul-Brasileiro de Ensino do Jornalismo e ao 1º Encontro Gaúcho de Ensino do Jornalismo.

O tema dos eventos será "A formação superior como elemento constitutivo e legitimador do campo do jornalismo".

Equivale a dizer que professores de jornalismo do Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina estarão reunidos na Unisc, por três dias, para debater os rumos da profissão e compartilhar experiências de ensino, pesquisa e extensão por meio de grupos de trabalho.

Importante salientar que esta é a primeira vez, na história do Fórum Nacional dos Professores de Jornalismo (FNPJ), que o Rio Grande do Sul sedia um encontro regional dessa natureza.

Também é a primeira vez que os três estados da Região Sul estarão reunidos em torno de um encontro regional.

Tanto o 1º Fórum Sul-Brasileiro de Ensino do Jornalismo e 1º Encontro Gaúcho de Ensino do Jornalismo integram a programação de encontros regionais previstas para 2011 pelo FNPJ, do qual sou vice-diretor Editorial e de Comunicação, e antecedem o encontro nacional de Uberlândia, em 2012.

À medida que os eventos forem se estruturando, comunicaremos nos espaços disponíveis.

7 de ago. de 2010

Seminário de Ensino do Jornalismo

Mais um importante compromisso acadêmico neste segundo semestre de 2010.

No final do mês, de 26 a 27 de agosto, dirijo-me a Florianópolis para participar do I Seminário Nacional de Ensino do Jornalismo, na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

Apresentarei o paper "Uso de plataformas analógicas e digitais na prática de jornalismo-laboratório", alaborado a partir das práticas e pesquisas que tenho desenvolvido em sala de aula ao longo dos últimos anos.

O I Seminário Nacional de Ensino do Jornalismo é promovido pelo Programa Nacional de Cooperação Acadêmica UFBA, UFSC, USP e Tuiuti (Procrad)

As temáticas envolvem ensino de jornalismo e novas tecnologias, ensino de jornalismo em tempos de convergência, projetos pedagógicos, metodologias de ensino, formatação de grades curriculares, entre outras.

Na volta, e à medida que novidades surgirem, informo neste espaço.

1 de jul. de 2010

Ensino na era da convergência

Os pesquisadores especializados no ensino de jornalismo têm um encontro marcado nos dias 26 e 27 de agosto de 2010 no I Seminário Nacional de Ensino do Jornalismo, na Universidade Federal de Santa Catarina.

Podem submeter trabalhos pesquisadores que investigam as seguintes temáticas: ensino de jornalismo e novas tecnologias, ensino de jornalismo em tempos de convergência, projetos pedagógicos, metodologias de ensino, formatação de grades curriculares, entre outros.

Os trabalhos, acompanhados de resumo de dez linhas em espaço 1 e cinco palavras-chave, devem ser escritos em New Times Roman, corpo 12 e espaçamento dois, com extensão máxima entre 15 e 20 laudas, incluída a bibliografia. As referências completas devem vir ao final do trabalho. As citações até três linhas podem ser inseridas no corpo do trabalho.

Citações acima deste limite devem ser destacadas no texto, em corpo 10, com espaçamento 1. Os melhores trabalhos serão selecionados e publicados no livro anual da Rede PROCAD que deve ser lançado no final do ano de 2010. A data limite para o envio de trabalhos para seleção é 30 de Junho de 2010. O resultado da seleção será comunicado aos pesquisadores até 15 de Julho de 2010.

O Comitê Científico do I Seminário Nacional de Ensino do Jornalismo está constituído pelos membros das equipes PROCAD: Álvaro Larangeira, Adriana Amaral, Beth Saad, Claudia Quadros, Elias Machado, Francisco Karam, Graciela Natansohn, Kati Caetano, Malu Fontes, Marcos Palacios e Tattiana Teixeira.

Mais informações podem ser obtidas nesta página ou com os coordenadores locais Elias Machado e Tattiana Teixeira.

8 de mai. de 2010

I Seminário Ensino de Jornalismo

Cheguei ao post que repido abaixo por meio do @MDCLUTP, no twitter do blog MCDL - Linha de pesquisa estratégias midiáticas e práticas comunicacionais.

Sobre o I Seminário Nacional de Ensino de Jornalismo, a ser realizado dias 26 e 27 de agosto em Florianópolis, na UFSC.

O post:

A Rede PROCAD "O Ensino de Jornalismo na Era da Convergência Tecnológica – Matrizes curriculares, planos de ensino e demandas profissionais", formada por professores da UFBA, UFSB, USP e TUIUTI e financiada pela CAPES, promove nos dias 26 e 27 de agosto de 2010 o I Seminário Nacional de Ensino do Jornalismo, na Universidade Federal de Santa Catarina.

Podem submeter trabalhos pesquisadores que investigam as seguintes temáticas: ensino de jornalismo e novas tecnologias, ensino de jornalismo em tempos de convergência, projetos pedagógicos, metodologias de ensino, formatação de grades curriculares, entre outros.

Os trabalhos, acompanhados de resumo de dez linhas em espaço 1 e cinco palavras-chave, devem ser escritos em New Times Roman, corpo 12 e espaçamento 1,5, com extensão máxima entre 30 e 35 mil caracteres, incluída a bibliografia.

As referências completas devem vir ao final do trabalho. As citações até três linhas podem ser inseridas no corpo do trabalho. Citações acima deste limite devem ser destacadas no texto, em corpo 10, com espaçamento 1.

Serão selecionados, no máximo, 32 trabalhos para apresentação no I Seminário Nacional de Ensino de Jornalismo. O Seminário será a base do livro anual da Rede PROCADJOR que será lançado no final do ano de 2010.

A data limite para o envio de trabalhos para seleção é 30 de Junho de 2010. O resultado da seleção será comunicado aos pesquisadores até 15 de Julho de 2010.

O Comitê Científico do I Seminário Nacional de Ensino do Jornalismo está constituído pelos membros das equipes PROCAD: Álvaro Larangeira, Adriana Amaral, Beth Saad, Claudia Quadros, Elias Machado, Francisco Karam, Graciela Natansohn, Kati Caetano, Malu Fontes, Marcos Palacios e Tattiana Teixeira.

Mais informações podem ser obtidas na página do PROCAD ou com os coordenadores locais Elias Machado (machadoe@cce.ufsc.br) e Tattiana Teixeira (tattianaufsc@gmail.com).

25 de abr. de 2010

Carta do Recife reafirma regulamentação

A assembleia de encerramento do 13º Encontro Nacional dos Professores de Jornalismo (ENPJ) aprovou, na sexta-feira, 23 de abril, a Carta do Recife.

Nela, é reiterada, principalmente, a necessidade de criação de mecanismos para a regulamentação profissional da profissão.

Abaixo, a íntegra do texto.

Carta do Recife em Defesa da Formação Jornalística Superior

"Diante dos crescentes impactos da decisão do Supremo Tribunal Federal que, em 17 de junho de 2009, aboliu a exigência de formação universitária específica para o exercício do Jornalismo, os participantes do 13º Encontro Nacional de Professores de Jornalismo (ENPJ), realizado na Universidade Católica de Pernambuco, no Recife, entre os dias 21 e 23 de abril de 2010, reafirmam a urgente criação de mecanismos de regulamentação profissional ao Jornalismo.

"Em uma realidade marcada pelo oligopólio do controle dos principais meios de comunicação, seja em níveis regionais ou nacional, a regulamentação se torna um fator imprescindível para assegurar a produção de um jornalismo plural e pautado por interesses públicos. O desafio de ampliar a luta intransigente em defesa da formação universitária específica para o exercício do Jornalismo é um compromisso, urgente, de estudantes, docentes e profissionais da área, bem como dos setores da sociedade civil organizada.

"Neste contexto, a proposta de criação de Novas Diretrizes Curriculares ao Ensino de Jornalismo – elaborada por comissão de especialistas nomeada pelo MEC, em 2009, –precisa ser urgentemente aprovada, possibilitando assim o fortalecimento do ensino e a formação profissional específica. Os participantes do 13º ENPJ defendem, assim, a imediata aprovação de diretrizes próprias ao ensino de Jornalismo, criando condições concretas para padronizar indicadores de qualidade e compromisso na formação universitária da profissão.

"Numa perspectiva mais ampla, no âmbito da defesa do direito humano à comunicação, os professores de Jornalismo entendem que é fundamental dar conseqüência às decisões da 1ª Conferência Nacional de Comunicação, especialmente no que tange à implantação do Conselho Nacional de Comunicação. É urgente estabelecer debate público que contribua para a definição de um novo marco regulatório, que inclua dispositivos da extinta Lei de Imprensa e se torne instrumento capaz de regular o funcionamento e democratizar o acesso à mídia no Brasil.

"Em outro aspecto, a existência dos mais de 400 cursos de graduação em Comunicação Social-Habilitação em Jornalismo demanda mais investimento e atenção, por parte dos gestores, seja no que diz respeito a espaço, infraestrutura laboratorial ou quadro docente, demonstrando a compreensão estratégica que a formação jornalística pode propiciar à conquista de cidadania, a partir da oferta de uma informação plural e preocupada com as demandas sociais, e não mais meramente mercadológica.

"Por fim, os participantes do 13º ENPJ cobram imediatas providências das autoridades responsáveis (judiciário, legislativo e executivo) frente às constantes ameaças que vem comprometendo o exercício do Jornalismo, com agressões verbais e físicas a profissionais da área, feitas por alguns poucos que se sentem tão à vontade para agir à revelia da legislação que ousam responsabilizar jornalistas quando estes divulgam o que não lhes agrada. Tais ameaças à democracia precisam ter um basta e isso é responsabilidade dos setores do poder público.

Recife, Pernambuco, 23 de abril de 2010".

11 de mar. de 2010

Por que não fazer igual, só que pior?

Cheguei ao vídeo abaixo por meio do twitter, via @andrelemos.

Divertidíssimo.

Sobretudo, didático.

Tipo assim: por que, mesmo podendo fazer diferente, você insiste em fazer igual, só que pior?



Original, né? Nem tanto.

Novamente por @andrelemos - "Todo jornalista copia o outro (esqueceram de dizer isso no video do CQC! ). Valeu Milton, Valeu Hector" - somos informados que idéia foi copiada (ou isso é uma adaptação?) de Charlie Brooker, by How To Report The News:

3 de mar. de 2010

FNPJ convoca seus associados

O presidente do Fórum Nacional de Professores de Jornalismo (FNPJ), Edson Luiz Spenthof, está convocando todos os associados em dia com suas obrigações a participarem da Assembléia-Geral Ordinária da entidade.

O evento se realiza no Auditório G1 da Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), em Recife (PE), como parte da programação do 13º Encontro Nacional de Professores de Jornalismo (13º ENPJ).

Na ordem do dia, entre outros, eleição para renovação da diretoria da entidade; reforma dos Estatutos Sociais do FNPJ e posse da Nova Diretoria do FNPJ.

1 de mar. de 2010

Prorrogadas inscrições ao FNPJ

Repasso, por relevante, e-mail de Paulo Roberto Botão, diretor editorial e de comunicação do Fórum Nacional dos Professores de Jornalismo
(FNPJ):

"As inscrições de trabalhos para apresentação no IX Ciclo de Pesquisa em Ensino de Jornalismo foram prorrogadas até o dia 20 de março. O evento integra o 13º Encontro Nacional de Professores de Jornalismo, que acontece de 21 a 23 de abril em Recife (PE), na Universidade Católica de Pernambuco, e é promovido pelo FNPJ (Fórum Nacional de Professores de Jornalismo).

O encontro recebe trabalhos nos formatos de comunicação científica, relatos e pôsteres, em seis grupos de pesquisa: atividades de extensão; ensino de ética e teoria do jornalismo; pesquisa na graduação, produção laboratorial – eletrônicos; produção laboratorial – impressos e projetos pedagógicos e metodologias de ensino. O envio de trabalhos deve ser feito por e-mail, diretamente aos coordenadores dos grupos de pesquisa. As normas de inscrição e endereços para envio podem ser encontradas no site do evento.

O 13º Encontro Nacional de Professores de Jornalismo terá como tema O Ensino do jornalismo: novas diretrizes e novos cenários jurídicos, profissionais tecnológicos e econômicos. Além do ciclo de pesquisa, o evento também inclui as seguintes atividades: pré-Fórum da Fenaj, Colóquio da Andi, 4º Encontro Nacional de Coordenadores de Curso de Jornalismo e o Colóquio Ibero-Americano de Jornalismo.

Mais informações sobre a programação também podem ser encontradas no site do FNPJ".

19 de fev. de 2010

E assim nos tornamos jornalistas

Passei boa parte das mais de duas décadas que trabalhei em redações afirmando, convicto, que vida de jornalista não é fácil.

Basicamente porque jornalista trabalha O TEMPO INTEIRO, esteja de plantão ou não; seja sábado, domingo, feriado ou dia útil, ainda que não saiba bem o que seja um dia "inútil".

Até que me tornei professor de jornalismo, em 2002, ainda durante o mestrado.

Foi quando me dei conta que professor também trabalha o TEMPO INTEIRO, seja sábado, domingo, feriado ou dia, digamos assim, útil.

Como aguentamos o tranco?

Porque temos, no geral, convicção de que o que fazemos é importante de alguma forma, mas também porque, aqui e ali, recebemos sérios indicativos de que vale a pena todo este sacrifício, estejamos em redações ou em salas de aula.

Um destes sinais, endereçado a mim e aos colegas Ângela Felippi, Fabiana Piccinin, Hélio Edges e Veridiana Mello, da Unisc, chegou por e-mail esta semana.

Quem assina é Marcia Muller, ex-aluna da Unisc e agora repórter da Rádio Agudo AM.

Tem a ver com a queda das pontes (foram duas) em Agudo (RS), no mês de janeiro, com as cinco mortes decorrentes da tragédia e com a cobertura jornalística do que houve.

Sobretudo, com a importância da formação quando o assunto é jornalismo.

(Esta foto foi encontrada à beira do Rio Jacuí, dias depois, na máquina do vice-prefeito Beto Boeck, uma das vítimas da tragédia)

O texto:

"Olá professores, amigos, eternos mestres...

Estou lhes escrevendo para dizer meu muito obrigado.

Às vezes, fico pensando nos vários colegas que adoram uma conversa em aula, que adoram matar aula, que não estão muito interessados no conteúdo. Sempre fui quieta e na minha, vocês bem sabem disso, e hoje eu agradeço por ter sido assim. Cada aula é muito importante para nossa carreira.

Vocês devem ter acompanhado a tragédia que aconteceu aqui na minha cidade, Agudo, no dia 5 de janeiro. Quando escolhemos a profissão jornalismo, todos sabemos que não vamos só cobrir boas notícias, as más e as tragédias também acontecem.

Mas eu nunca imaginei que tão rápido, depois de formada, menos de dois meses trabalhando como jornalista, eu iria fazer uma cobertura do tamanho que foi, envolvendo minha cidade e uma pessoa muito querida da minha família que se foi.

Professores, até hoje um dos assuntos diários da nossa emissora, a Rádio Agudo, continua sendo a tragédia da ponte na RSC-287. Nestes dias, seguidamente eu lembro de vocês, de cada um, por todas as aulas, lições.... Lembro das aulas e levo até o dia-a-dia. Muito obrigada, vocês nos ensinaram um jornalismo de qualidade e eu sou muito grata por isso.

No dia da tragédia, a grande emissora RBS, com suas mídias, sites e Rádio Gaúcha, divulgou duas mentiras: sete mortes e que o vice-prefeito havia sido achado com vida.

Professores, jornalistas do maior veículo de comunicação do nosso estado divulgaram duas mentiras!

Isso doeu, em nós, agudenses, profundamente.

A tragédia da ponte acabou sendo mais uma aula de jornalismo para mim. Uma aula muito prática.

Como falei anteriormente, aconteceu na minha cidade, envolvendo pessoas conhecidas e uma ligada diretamente com minha família, amigo intimo da família, que foi o vice-prefeito. Foram 11 dias de intenso trabalho, até encontrar os cincos corpos.

Eu e meus colegas dávamos boletins diários para rádios de todo o estado e Brasil. Nunca me imaginei fazendo isso. Com certeza foi uma grande experiência, apesar da tragédia, que levarei para sempre.

Ângela, por vezes até fiz o papel de assessora de imprensa da família do vice-prefeito, assim que os jornalistas souberam da forte ligação que eu tenho com a família.

Nós, da Rádio Agudo, ajudamos a TV Record, por exemplo, e o jornal Zero Hora, a produzir reportagens.

Vocês já devem ter feito a cobertura de uma grande tragédia, é muito difícil ainda mais quando envolve grandes amigos.

Vou deixar o endereço do meu blog, ali postei sobre os dias da tragédia e da atual situação. http://jornalistamarciamuller.blogspot.com

Fico por aqui mais uma vez agradecendo a cada aula e a cada um de vocês.

Um grande abraço."

9 de ago. de 2009

Sobre o que houve ontem à noite

Escrevo para dizer que a noite de ontem, sábado, apesar da chuva (que prossegue neste domingo, diga-se) e da gripe midiático-viral, foi particularmente importante.

Ela foi importante, em primeiro lugar, porque, nela, foi realizada a solenidade de formatura 2009/1 dos cursos de jornalismo, publicidade e propaganda e produção em mídia audiovisual da Unisc, onde também leciono. Solenidade este integrei na condição de paraninfo, honra que dividi com o professor Leonel Aires, e que foi bonita em muitos sentidos.

A noite de ontem também foi especial - e peço licença para falar particularmente do jornalismo - porque nela se graduaram alunos pelos quais tenho um carinho grande demais; que souberam compreender, ao longo de seus caminhos acadêmicos, a importância da formação universitária não apenas para o exercício da profissão, mas para a vida.

Alunos que, sobretudo, ensinaram-me muito.

Digo isso porque, ao longo dos anos que convivemos dentro e fora de sala de aula, pude perceber, no crescimento intelectual, técnico e humano de cada um deles, o campo do jornalismo se estabelecendo com vigor e propriedade já a partir da sala de aula por meio do empenho, vontade e entusiasmo dos que ontem se formaram.

E quando isso ocorre; quando há vontade criadora, o mundo torna-se melhor em todos os sentidos.

Refiro-me, nominalmente, aos agora jornalistas Gelson Santos Pereira, Roseane Bianca Ferreira, Leticia Mendes Pacheco, Sancler Ebert, Alyne Guimarães Motta; Guilherme Mazui; Marcia Muller; Daiane Balardin e Marisa Lorenzoni.

A todos vocês, mais que cumprimentos, deixo aqui meu muito obrigado.

Como disse, e como bem lembrou a Rose(ane) em seu discurso, entendo o ensino de jornalismo, em especial, como uma construção que se estabelece de forma horizontal. Ou seja, um lugar de fala onde alunos e professores são igualmente responsáveis pelo processo de aprendizado que se estabelece a partir da sala de aula, e que só pode dar certo se houver comprometimento de todas as partes nele envolvidas.

Dito isso, agradeço uma vez mais e lhes desejo muita força neste mercado de trabalho nem sempre justo, nem sempre fácil; por vezes cruel; mas, sobretudo, fértil para os que, como naquela velha canção, percebem que "quem sabe faz a hora, não espera acontecer".

Um grande abraço a todos. Saibam que eu sinto saudades de vocês desde já.

1 de ago. de 2009

UFSC forma mestres em jornalismo

Repico neste espaço convide que recebi há pouco do amigo e colega Eduardo Eduardo Meditsch, coordenador do Programa de Pós-graduação em Jornalismo da UFSC.

O convite:

"Convidamos para as primeiras defesas de dissertação no Mestrado em Jornalismo da UFSC, cujas sessões públicas serão transmitidas ao vivo a partir do site www.posjor.ufsc.br:

Segunda, 03 de agosto - 15 horas - Auditório Henrique da Silva Fontes (prédio B do CCE, campus da Trindade, Florianópolis)
"Aquele país distante e tranquilo: o jornalismo de Hipólito da Costa" de Luis Francisco Munaro, com orientação de Daisi Vogel.
Banca formada por Gislene Silva, Marialva Barbosa (UFF), Mauro Silveira e Francisco Karam.

Quarta, 05 de agosto - 14h30min - Auditório Henrique da Silva Fontes (prédio B do CCE, campus da Trindade, Florianópolis)
"Diversidade na tela: a estrutura do telejornalismo na Argentina e no Uruguai", de Melina de la Barrera Ayres, cm orientação de Eduardo Meditsch.
Banca formada por Eduardo Meditsch, Beatriz Becker (UFRJ), Fernando Crocomo e Tattiana Teixeira.

Quinta, 06 de agosto - 14h30min - Auditório Henrique da Silva Fontes (prédio B do CCE, campus da Trindade, Florianópolis)
"Teoria e História do Jornalismo: impasses epistemológicos", de Felipe Pontes, com orientação de Gislene da Silva.
Banca formada por Gislene da Silva, Luiz Cláudio Martino (UnB), Francisco Karam e Mauro Silveira.

Todas as defesas serão transmitidas ao vivo pela internet através do site www.posjor.ufsc.br.

Abraços a todos,
Eduardo Meditsch
Coordenador do Posjor UFSC".

24 de jul. de 2009

Seu professor está adoecendo

Para quem acha que vida de professor é moleza, aqui vão alguns dados de pesquisa realizada recentemente pelo Sindicato dos Professores do Estado do Rio Grande do Sul, o Sinpro/RS. Foram escolhidas professores de 23 instituições, distribuídas em 9 regiões do estado, procurando manter um equilíbrio entre instituições de ensino básico e de ensino superior e entre participantes do sexo feminino e masculino, atingindo um total de 230 entrevistados. Deste total, 31% homens e 69% mulheres. De todas as conclusões, destaco duas: professor precisa ter tempo para ser professor e Professor precisa ter saúde para ser professor.

Abaixo, resumo da pesquisa. É longo, mas vale a pena:

1 Assédio moral (humilhação e constrangimento no trabalho)
As principais fontes de assédio moral no trabalho docente indicadas pelos professores são: alunos (33%), chefes imediatos (31%), chefes superiores (31%), colegas professores (23%), pais de alunos (19%) e demais funcionários (10%).
Merece destaque, ainda, o alto índice de docentes que se sentem pressionados excessivamente no trabalho por chefes superiores (35%), chefes imediatos (32%), alunos (27%), colegas professores (14%) e pais de alunos (14%).

2 Tarefas fora do horário de trabalho:
Essa situação é agravada pelo fato de 70% dos professores sempre ou freqüentemente realizarem tarefas docentes fora de seu horário de trabalho, muitas vezes em prejuízo de seu horário de lazer e descanso. É importante destacar que 74% exercem mais de 8 horas por semana de atividades docentes (preparação, correção, atividades extraclasse) sem remuneração adicional.

3 Condições de saúde

3.1 Em que medida você tem oportunidades de atividade de lazer?
Em relação ao lazer, 38% dos docentes considera ter nada ou muito pouco acesso a oportunidades de lazer, enquanto outros 42% consideram este acesso como mediano e somente 20% dizem ter bom acesso a oportunidades de lazer.

3.2 Faz tratamento com medicamentos e outros procedimentos?
Um alto número de docentes diz fazer tratamento com medicamentos e outros procedimentos, representando quase a metade (49%) dos docentes.

3.3 Apresentou algum problema de saúde física ou mental que foi relacionado ao seu trabalho?
Quando questionados diretamente sobre problemas de saúde física ou mental relacionados ao trabalho, um alto número de docentes (45%) diz já ter apresentado um destes problemas.

3.4 os últimos seis meses, sentiu-se cansado ou esgotado freqüentemente?
A grande maioria dos docentes (78%) apontaram cansaço e esgotamento freqüentes nos últimos seis meses. Nas entrevistas identificamos o início dos períodos letivos, os finais de semestre e o final de ano como momentos onde este cansaço e esgotamento são mais intensos.

3.5 Usa algum medicamento estimulante?

Uma das formas encontradas para combater este cansaço e esgotamento é o uso de medicamentos estimulantes ou tranqüilizantes. Quanto aos medicamentos estimulantes, 17% dos docentes dizem que o utilizam, sendo que destes, quase a metade sem receita médica.

3.6 Usa algum medicamento calmante ou tranqüilizante?

Já 21% dos docentes fazem uso de algum medicamento calmante ou tranqüilizante, sendo a maioria com receita médica.

3.7 Usa algum medicamento antidepressivo?

Um alto número de docentes (20%) diz utilizar medicamento antidepressivo, sendo a maioria com receita médica. É importante correlacionar este dado com o forte índice de assédio moral e pressão no trabalho, fatores que geralmente desencadeiam processos depressivos intensos.

3.8 Nos últimos seis meses, vem apresentando dificuldades de concentração ou de memória?
Os problemas de memória e de sono, bem como sinais de ansiedade e forte tensão foram também relatados durante as entrevistas.

3.9 Nos últimos seis meses, teve dificuldades para dormir?

59% dos entrevistados disseram que usam.

3.10 Usa algum medicamento para auxiliar no sono?
16% disseram que sim; destes; 4% sem receita médica.

3.11 Com que freqüência você sente que não dará conta de todas as coisas que tem que fazer?
É significativo o número de docentes que acreditam que não conseguirão cumprir todas as suas atividades diárias: 42%. Isto pode ser indicativo da reação ao excesso de tarefas cotidianas, associado a um excesso de cobranças por desempenho, que podem levar à sensação de insatisfação ou ineficiência na realização das tarefas cotidianas e do trabalho, e por fim ao esgotamento profissional.

3.12 Nos últimos seis meses, vem percebendo que está irritado, de mau humor ou impaciente?
41% disseram que sempre/freqüentemente; 39%, às vezes; 20%, nunca.

3.13 Nos últimos seis meses, percebe-se preocupado ou ansioso?
54% disseram que freqüentemente; 32%, às vezes.

3.14 Nos últimos seis meses, vem se sentindo triste, infeliz ou deprimido?
Nunca, 38%; às vezes, 33%; sempre, 29%.

3.15 Apresenta algum destes problemas relacionados a questões emocionais ou mentais?
Ansiedade, 33%; estresse, 35%; depressão, 11% e spindrome do pânico, 3%.

3.16 Sentiu dores no corpo após um dia de trabalho nas últimas duas semanas?
71% disseram que sim. A respeito de outras manifestações de problemas de saúde temos como principais a rouquidão e perda de voz (49%), a tendinite e problemas de articulação (44%), as enxaquecas (33%), as gastrites (27%), a obesidade (23%), a hipertensão (19%) e por último os cânceres (2%).

3.17 Já trabalhou com algum tipo de dor?

85% disseram que sim.

3.18 Nos últimos dois meses, vem sentindo dores freqüentes?
Aqui podemos ter melhor idéia de quais são as partes do corpo mais atingidas pela carga de trabalho cotidiana, sendo mais de 60 % das dores concentradas nas costas, cabeça, pernas e pés e as demais em ombros, braços e mãos. Importante frisar que apenas 9% das pessoas não apresentam dores freqüentes no período dos últimos
dois meses. A questão da freqüência indica ser algo que faz parte da rotina destes profissionais o lidar com a dor em uma ou mais partes do corpo, fazendo com que estes busquem formas de aliviá-las através do uso de medicamentos, como já vimos, anteriormente. Entretanto, uma vez que os fatores geradores da dor e do estresse
não são modificados, muitas vezes vemos a busca por diferentes métodos e a intensificação do adoecimento.

3.19 Voz: Nos últimos seis meses, apresentou rouquidão ou ficou sem voz?

49% disseram que sim.

3.20 Qualidade de Vida - Você tem se sentido constantemente esgotado e sob pressão?
Sobre a percepção de esgotamento e do estar sob pressão, temos que 47% notaram um aumento nos momentos em que se sentem desta forma, contra apenas 13% que não sentem nenhum tipo pressão ou esgotamento. Reiteramos que para os demais 40%, elas estão presentes, mas apenas não notam uma alteração em sua freqüência ou intensidade.

3.21 Nos últimos três meses, passou por algum tipo de dificuldade financeira grave?
Cerca de 1/3 dos docentes afirma ter enfrentado algum tipo de dificuldade financeira grave nos últimos 3 meses. Fator que apresenta relação com sofrimento emocional mas que neste cenário não aparece como determinante. O sofrimento mental dos docentes está diretamente relacionado com seu trabalho.

3.22 Vivenciou ou presenciou situação de violência dentro da escola?
Quase um em cada cinco docentes afirmam ter vivenciado ou presenciado situação de violência dentro da escola. Este índice é preocupante pois representa um fator que vem se somar em um processo de desgaste físico e mental, de ruptura de relações no trabalho e de um mal estar do trabalho docente que formam um conjunto complexo. Em um contexto de trabalho que agrava a saúde dos professores, situações de violência
tendem a dificultar ainda mais este quadro.

10 de jul. de 2009

Sobre o futuro do jornalismo, das escolas e dos jornais

Repico na íntegra, por relevante, post do amigo e colega Rogério Christofoletti, do Monitorando. Tem a ver com formação jornalística. O post:

"O professor Larry Atkins, da universidades Temple e Arcadia, publicou ontem um artigo no Knight Digital Media Center com um sugestivo título: Não deixemos de lado as escolas de Jornalismo só porque os jornais estão em crise.

Atkins cita casos como o da Columbia University, que não vem sofrendo com o declínio dos jornais impressos e vem sim atraindo cada vez mais estudantes na sua escola de Jornalismo. “Mas como as escolas e os departamentos de Jornalismo estão acomodando este interesse às realidades em mudança da profissão?”, questiona Atkins. As respostas dadas pelas escolas têm vindo na forma de revisões curriculares, aumento na exigência de trabalhos nas disciplinas, e incentivo ao desenvolvimento de ações empreendedoras.

De acordo com algumas fontes do autor, mais oficinas práticas também estão sendo oferecidas pelos cursos, numa clara tentativa de simular situações reais da profissão. Eventos fora das universidades também têm sido “cobertos” pelos alunos, seguindo a mesma tendência. (O que me parece óbvio, e o que já se vem fazendo em muitas escolas de Jornalismo que conheço no Brasil)

O ensino com base em mídias sociais é também apontada pelo professor Atkins como uma tendência emergente forte nos cursos de Jornalismo norte-americanos.

Mas o que me chamou a atenção é o fato de professores e gestores olharem para fora de seus instituições, muito preocupados com a sobrevivência de seus cursos. Nos Estados Unidos, a queda nas tiragens dos jornais, a migração maciça de verbas publicitárias para outros meios e o vaticínio de que a imprensa está mesmo morrendo são fatores bem fortes que vêm abalando a confiança de quem produz jornalismo, de quem ensina e até de quem consome.

Por aqui, não temos essa crise ainda. Mas o fim da obrigatoriedade do diploma para exercer o jornalismo deve precipitar nas escolas preocupações semelhantes, e a busca de diferenciais de formação. Esta história está apenas começando… vamos acompanhar…"

Sobre o tema "crise nos jornais", recomendo a leitura do livro O Destino do Jornal: a Folha de S.Paulo, O Globo e O Estado de S.Paulo na sociedade da informação, de Lourival Sant'Anna (Record, 2008).