14 de mai. de 2009

Nova edição da Revista Fronteira está disponível

Acabo de receber e-mail dando conta da nova edição da Revista Fronteiras: Estudos Midiáticos, da Unisinos, onde também leciono. Abaixo, o índice de artigos:

Viagens ao outro lado da Grande Lisboa (Journeys to the other side of Lisbon Metropolitan Area), de Isabel Ferin:

Autonetnografia e inserção online: o papel do pesquisador-insider nas práticas comunicacionais das subculturas da Web (Autonetnography and online insertion: The role of the insider in subcultural communicational practices of the Web), de Adriana Amaral

Sociología fenomenológica y comunicología: Sociología Fenomenológica y sus aportes a la comunicación interpersonal y mediática (Phenomenologycal sociology and communicology: Phenomenological Sociology and its contributions to interpersonal and media communication), de Marta Rizo García

Movimentos sociais, cidadania e o direito à comunicação comunitária nas políticas públicas (Social movements, citizenship, and the right to community communication in public policies), de Cicilia M. Krohling Peruzzo

A identidade feminina na recepção de moda em revista (Female identity in fashion magazines reception), de Daniela Schmitz, Jiani Bonin

Dimensão e prática do jornalismo cultural (Dimension and practice of cultural journalism), de J.S. Faro

Visibilidade de temas sociais e fotografias nas capas de jornais regionais durante as eleições de 2006 (Visibility of social themes and photos on the first pages of daily regional newspapers during 2006 elections), de Emerson Urizzi Cervi, Natália Cancian, Sandra Avi dos Santos

Sindicato repudia declarações de Sérgio Moares

Newsletter divulgada pelo Sindicato dos Jornalistas, a partir das sandices ditas recentemente pelo deputado Sérgio Moraes (PTB), aqui de Santa Cruz do Sul:

"Em face às declarações do deputado federal Sérgio Moraes, PTB-RS, que recentemente classificou o trabalho dos jornalistas de "pouca vergonha" e insinuou que muitos profissionais mentem em suas reportagens, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul e a Associação Riograndense de Imprensa exigem uma retratação imediata do parlamentar, ou então que ele aponte quais são os profissionais que usam da mentira em suas reportagens.

Conforme o artigo 11º do Código de Ética do Jornalista, o profissional não pode divulgar informações visando interesse pessoal ou vantagem econômica, ou obtidas de maneira inadequada. Por exemplo, com o uso de identidades falsas, câmeras escondidas ou microfones ocultos, salvo em casos de incontestável interesse público e quando esgotadas todas as outras possibilidades de apuração. O Sindicato e a ARI repudiam o uso desta prática e esclarecem que, no caso do deputado, ele fez questão de fazer todas as ofensas sem qualquer resguardo público e decoro parlamentar.

As entidades consideram que a Câmara dos Deputados terá de responsabilizar o deputado por seus atos, sendo prioritária a sua saída da relatoria do processo de cassação do deputado Edmar Moreira e conseqüentemente do Conselho de Ética da Câmara. Por ser uma profissão de caráter social, os jornalistas brasileiros têm obrigação de mostrar a toda população o trabalho de seus representantes, mesmo que estes tenham atitudes como a do parlamentar, que faz questão de dizer que "se lixa para a opinião pública
".

10 de mai. de 2009

O que dirão de nós no futuro?

A tira do Fernando Gonsales deste domingo na Folha de São Paulo lembra demais a novela Pantanal, originalmente veiculada na Manchete. Lembram? Lá pelas tantas, a moçada da teledramaturgia começou a abusar dos ocasos; das cenas de boiadas ao longe, dos paisagismos até então pouco vistos em termos de novela. Ato contínuo, houve quem se debruçasse analiticamente sobre o fenômeno, por arrojado do ponto de vista estético-narrativo. O que ninguém disse, e isso consta no livro Os Irmãos Karamabloch, de Arnaldo Bloch (Cia das Letras, 2008), é que havia um motivo, digamos assim, pouco nobre para a nova concepção estética. É que, à época, a Bloch já andava mal das pernas com os novos e sucessivos investimentos em tevê, por pesados. Claro que Pantanal representava uma esperança, mas ninguém imaginava que atrairia tantos anunciantes. Como o formato do programa era um e da grade de anúncios era outro, menor, a saída foi, digamos assim, "espichar" os capítulos. E aí deu no que deu.

Midiatização reconfigura fluxo informativo da Globo

O Fantástico deste domingo acaba de veicular uma notícia que, a meus olhos, reflete bem a perspectiva que defendi em minha tese de doutorado. Ou seja, que os dispositivos jornalísticos-comunicacionais, ao se estabelecerem como vetores de midiatização, são afetados pela processualidade desta. Em palavras simples, midiatização representa uma nova forma de inteligibilidade social, onde a sociedade percebe e é percebida pelo fenômento da mídia. Pois bem, na referida matéria, uma repórter (raramente gravo nomes próprios, desculpem-me) transmite um boletim defronte ao Ministério da Saúde, em Brasília. Algumas pessoas, por meio de recados gravados com webcans caseiras, entram em contato com a Globo para dizer que viram ratos atrás da referida repórter enquanto ela transmitia sua notícia. Isso fez com que o Fantástico produzisse uma matéria sobre este evento, ou seja, sobre o fato de as pessoas terem visto ratos e terem mandado, por meio da web, as imagens à Globo. Matéria esta que, por sua vez, sofreu uma nova mudança de ângulo e acabou se transformando em um relato sobre ratos nas cidades grandes, entre estas São Paulo, onde haveria mais ratos que pessoas, segundo um especialista. É meio nojento, eu sei, mas interessante o fenômeno. Observe-se, e este é um dos pontos analisados em minha tese, que, com isso, o aparato midiático também acaba se reconfigurando por meio de fluxos informativos, complexificando, assim, entre outros, os pólos de emissão e recepção que conhecemos desde há muito, mas também as formas da própria notícia. A este fenômeno dou o nome de jornalismo midiatizado, sobre o que voltaremos a falar mais adiante.

Feira do Livro de Santa Cruz terá edição do Unicom

A edição-extra do Unicom, jornal-laboratório que a moçada da Unisc, onde também leciono, preparou para a 22ª Feira do Livro de Santa Cruz do Sul segue para a gráfica amanhã cedo. E vai ficar muito bacana, diga-se. Quem quiser uma prévia em PDF, entre por aqui.

Destaco o trabalho porque foi realizado a toque de caixa e de forma voluntária por um grupo de quase formando e outros a caminho de; alunos que, por meio deste trabalho, demonstraram uma vez mais o grau de maturidade com que estão chegando ao mercado de trabalho. Trabalho este que, com muito orgulho, tenho tido a oportunidade de acompanhar bem de perto por meio das disciplinas de jornalismo que leciono na Unisc.

A edição-extra do Unicom estará disponível já no lançamento oficial da 22ª Feira do Livro de Santa Cruz do Sul, dia 13 de maio, às 19h30, na Casa das Artes Regina Simonis. Já a Feira se inicia dia 30 de maio e segue até 07 de junho de 2009, na Praça Getúlio Vargas, no Centro.

Os merecidos créditos pela realização do jornal: Letícia Mendes (editora), Gelson Pereira (capa e diagramação), Daiane Balardin (produção),Márcia Melz (fotografia e reportagem), Francine Rabuske (reportagem), Heloísa Poll (reportagem), Letícia Mendes (reportagem), Marisa Lorenzoni (reportagem) e Sancler Ebert (reportagem). A direção de arte ficou por conta dos pra lá de competentes Gelson Pereira e Lázaro Fanfa.

9 de mai. de 2009

Primeiro Unicom de 2009 fica pronto esta semana

A primeira edição do Unicom deste 2009, jornal-laboratório da Unisc, onde também leciono, já está na gráfica e, a julgar pelas evidências, vai ficar muito bacana uma vez mais. Desta feita, a turma de Produção em Mídia Impressa optou por uma entrada temática, escorada naquelas histórias - usualmente divertidas - que acontecem quando tudo dá errado, ao invés de certo, nas situações mais inusitadas. Ou seja, em verdadeiras indiadas. Há, ainda, uma entrevista muito legal com Airton Ortiz, nosso campeão de indiadas. Também aqui trabalhamos em uma perspectiva multiplataforma, ou seja, além do impresso (são 500 exemplares), temos um blog - o Blog do Unicom - onde exercemos outros níveis de linguagem. A versão em PDF já está disponível. Abraço a todos.

7 de mai. de 2009

Terceira edição do Quê?/Unisc ficou muito legal

Escrevo para dizer que a terceira edição do projeto desenvolvido entre os alunos do curso de Jornalismo da Unisc, onde também leciono, e a moçada do Caderno Quê? - suplemento jovem do jornal Gazeta do Sul, de Santa Cruz do Sul - ficou pra lá de bacana. Isso no que diz respeito a planejamento gráfico e composição editorial, seja ela em termos de textos, imagens ou idéias.

Para quem não conhece, a idéia do projeto é a seguinte: todos os semestres, alunos do curso de jornalismo da Unisc são selecionados para realizar uma edição do Caderno Quê, veiculada com quatro ou oito páginas. Eles fazem de tudo: pauta, fotografia, diagramação etc. C

Os merecidos créditos: Amanda Mendonça (fotografia, ilustração e diagramação), Ana Cláudia Schuh (reportagem), Ana Luiz Rabuske (reportagem), Daniele Rubim (reportagem) Heloísa Pool (reportagem), Lívia Luz (reportagem), Luana Backes (reportagem) e Lucas Adolfo Baumhardt (reportagem). O processo, na redação da Gazeta, foi conduzido pelos titulares do Quê?, a saber: Jansle Appel Júnior, Guilherme Mazuí, Gelson Pereira e Carol Scortegagna. Da parte da Unisc, coordenou este que vos comenta.

Parabéns a todos os envolvidos, pois.

Curso de jornalismo ambiental em Porto Alegre

Repassando:

"O Núcleo de Ecojornalistas do Rio Grande do Sul (NEJ-RS) promove, no dia 16 de maio, um curso sobre Jornalismo Científico e Ambiental, voltado a jornalistas e estudantes de jornalismo. Os palestrantes convidados, o jornalista Marcelo Leite e o professor Wilson da Costa Bueno, tratarão de aspectos teóricos e práticos da área, o trabalho com informações especializadas e a relação com fontes, além de falar sobre suas experiências profissionais, reconhecidas nacional e internacionalmente.

O curso será no auditório da Associação Riograndense de Imprensa – ARI (Av. Borges Medeiros, 915 - 8º andar – centro / Porto Alegre), das 9h às 12h e das 14h às 17h.
O valor da inscrição é de R$ 100,00 para jornalistas e demais profissionais interessados e R$ 70,00 para estudantes (graduação ou pós-graduação) e sócios do NEJ-RS. As vagas são limitadas em 80 participantes e os mesmos receberão certificado da atividade".


Incrições podem ser feitas pelo e-mail ecoagencia@ecoagencia.com.br

Midiatização incorpora instituição e linguagem

O trecho abaixo é o excerto de uma entrevista que o professor José Luiz Braga, do PPGCom da Unisinos, concedeu à bolsista de iniciação científica do programa Luísa Schenato. O texto foi publicado no site Midiatização e Eventos Sociais. Acesse a entrevista completa por aqui.

"Penso sobretudo "midiatização" como processo. Não se trata de enfatizar os meios eletrônicos (como se "estudar midiatização" fosse "estudar os meios" ou o desenvolvimento tecnológico). Mas sim o fato de que os processos interacionais da sociedade se tornam crescentemente midiatizados. Escrevi um artigo em que observo a tendência atual de se instalarem como "processo interacional de referência", em substituição ao livro e à escrita impressa.

Esta questão se relaciona às percepções vigentes sobre o que caracteriza o campo de estudos em Comunicação. É inegável, aí, uma presença intensa da mídia como objeto de observação. Assim, é possível assumir a posição de que "estudar a mídia" é o que define o campo. Nesse âmbito, cabe afirmar que "midiatização", como objeto, corresponde a estar atento aos processos da mídia, em suas peculiaridades. Certamente.

Por outro lado, cria-se aí um problema interessante, que é o de definir o que seja "mídia". Para alguns, são os meios de comunicação com alto insumo tecnológico, e que tipicamente envolvem os processos audiovisuais. Outros enfatizam, na mídia, os processos empresariais, industriais.

Outros, ainda, assumem uma perspectiva bem mais abrangente - chegando ao nível holístico, em que "tudo é mídia" - a roupa, a dança, toda sorte de próteses, os gestos as expressões faciais, o corpo, os ambientes arquitetônicos... É claro que isso não ajuda muito - porque, se é verdade que tudo pode participar de comunicações específicas, não decorre daí que tudo seja comunicação, ou que todas essas participações tenham igual peso. Na afirmação abrangente, perdemos especificidade. Outro problema associado é o de uma afirmação genérica de que tal coisa "é mídia" - mas depois estudá-la nos seus aspectos mais habituais e vinculados a outras disciplinas do conhecimento. Ora, se eu faço um estudo sobre investimento e lucro nas empresas de televisão, estou fazendo "economia" e não "comunicação" (mesmo que os resultados desse estudo possam nos interessar).

Assim, mais que o foco na mídia, assumo como central, a processualidade interacional. Mas aí, preciso explicar porque a mídia (e particularmente a mídia contemporânea, eletrônica) é tomada tão obsessivamente como nosso objeto de observação - uma vez que os processos interacionais também ocorrem fora dela. Com isso, chego à perspectiva de que a mídia interessa não porque seja o objeto metodológico caracterizador dos estudos de Comunicação, mas por outras duas razões. A primeira, é porque foi o desenvolvimento da mídia contemporânea que viabilizou uma percepção dos fenômenos comunicacionais de modo distinto de outros fenômenos sociais. A segunda, porque historicamente está se estabelecendo como "processo interacional de referência". Essa situação em processo é que se caracterizaria como a "midiatização" da sociedade."

Seminário sobre Epistemologia e Pesquisa na Unisinos

A Unisinos, onde também leciono, está realizando seu I Seminário de Epistemologia e Pesquisa em Comunicação. Reproduzo trecho do evento publicado no site Midiatização e Eventos Sociais:

"O seminário é parte do projeto “Crítica Epistemológica - Análise de investigações em curso, com base em critérios epistemológicos, para desenvolvimentos reflexivos e praxiológicos na pesquisa em comunicação” vinculado ao Programa Nacional de Cooperação Acadêmica (PROCAD), e visa a discussão dos temas sujeito e objeto, método e metodologia, disciplina e campo da comunicação.

Estão programadas apresentações de artigos de pesquisadores das universidades federais de Goiás e Juiz de Fora, além dos professores, mestrandos e doutorandos da Unisinos. O seminário é organizado pelo professores da linha de pesquisa “Midiatização e Processos Sociais”, do Programa de Pós-Graduação de Ciências da Comunicação da Unisinos, Jairo Ferreira, Pedro Gilberto Gomes, Antônio Fausto Neto e José Luiz Braga

A programação:

12/05 – Terça-feira
Sessão I – O midiático e o conhecimento (I)
Turno: Manhã
Local: Auditório Érico Veríssimo

9h – 9h30
Abertura:
Prof. Dra. Christa Berger – Coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Comunicação - Unisinos
Prof. Dra. Ione Bentz - Diretora da Unidade de Pesquisa e Pós-Graduação – Unisinos

9h30 - 10h50
Pantallas y mediatización contemporánea: mapas de prácticas e interrogantes teóricos (Prof. Rubén Biselli - Universidad Nacional de Rosário, UNR)

10h50 – 12h10
Intensidades sinestésicas: Convergências de sensações, saberes, linguagens na cultura midiática (Prof. Goiamérico Felício C. dos Santos – Universidade Federal de Goiás, UFG)

Sessão II - O midiático e o conhecimento (II)
Turno: Tarde
Local: Auditório Érico Veríssimo

14h00 – 15h20
¿Para qué investigar sobre comunicación masiva?: Una problemática epistemológica de los años 70: la discusión entre ciencia e ideología (Prof. Ricardo José Diviani - Universidad Nacional de Rosário, UNR)

15h20 – 16h40
Comunicação e o Jornalismo: fundamentos para o debate conceitual (Profa. Ana Carolina Rocha Temer - Universidade Federal de Goiás, UFG)

17h – Palestra com o Assessor de Comunicação e Cultura do Governo Federal do Paraguai Juan Diaz Bordenave em comemoração aos 10 anos de Doutorado em Ciências da Comunicação da Unisinos

13/05 – Quarta-feira
Sessão III – Método, disciplina e campo
Turno: Manhã
Local: Auditório Érico Veríssimo

9h – 10h20
Método, campo e identidade: o caso da comunicação (Prof. Jairo Getúlio Ferreira – Universidade do Vale do Rio dos Sinos, Unisinos)

10h20 – 11h40
Disciplina ou Campo? O desafio da consolidação dos estudos em Comunicação (Prof. José Luiz Warren Jardim Gomes Braga – Universidade do Vale do Rio dos Sinos, Unisinos)

Sessão IV – Método, objeto e conhecimento

Turno: Tarde
Local: Auditório Érico Veríssimo

13h30 – 14h50
Do conhecimento ao conhecimento: notas sobre comunicação e vínculos (Prof. Potiguara Mendes da Silveira Jr. – Universidade Federal de Juiz de Fora, UFJF)

14h50h – 16h10
Objetos dóceis entre regulação e o descontrole das teorias (Prof. Antônio Fausto Neto – Universidade do Vale do Rio dos Sinos, Unisinos)

16h10 – 17h30
Fenomenologia da midiatização (Prof. Pedro Gilberto Gomes – Universidade do Vale do Rio dos Sinos, Unisinos)

14/05 – Quinta-feira
Sessão V - A linguagem e os signos
Turno: Manhã
Local: Auditório Érico Veríssimo

9h – 10h20
Comunicação e linguagem: conflitos epistemológicos entre estruturalismo e fenomenologia (Prof. Magno Luiz Medeiros da Silva – Universidade Federal de Goiás, UFG)

10h20 – 11h40
Semiótica e plataformas interativas multicódigos (Prof. Francisco José Paoliello Pimenta – Universidade Federal de Juiz de Fora, UFJF)

11h40 – 13h
Comunicação, institucionalização e linguagens: a busca por um objeto de pesquisa nos problemas situados entre sistema e mundo da vida (Prof. Luiz Antônio Signates – Universidade Federal de Goiás, UFG)

Sessão VI - Objeto e campo

Turno: Tarde
Local: 3A318

14h30 – 15h15
Para uma concepção de ética da mídia (DOUTORANDO(A) Carlos Alberto Jahn)
objetos

15h15 – 16h
A feminização da política na capital gaúcha: Estratégias de midiatização do corpo feminino em Zero Hora (DOUTORANDO(A) Mariana Bastian Tramontini)
objetos

16h – 16h45
A midiatização e os sistemas de valor, de visibilidade e de vínculo (DOUTORANDO(A) Ricardo Zimmermann Fiegenbaum)
objetos

Sessão VII – Método, metodologia e campo

Turno: Tarde
Local: 3A317

14h30 – 15h15
Comunicação: campo sem rosto - Uma abordagem da midiatização como contorno de delimitação (DOUTORANDO (A)Ana Paula da Rosa)

15h15 – 16h
Táticas etnográficas no campo da comunicação (MESTRANDO(A) Marcel Neves Martins)

16h – 16h45
Tensionamentos ao campo de pesquisa (aspectos de problematização de fenômenos e reflexões teóricas) a partir de um estudo de caso (DOUTORANDO(A) Eloísa Joseane da Cunha Klein)

Turno: Tarde
Local: 3A301

14h30 – 15h15
Reflexões metodológicas na construção de um objeto de pesquisa (DOUTORANDO(A) Carmem Lúcia Souza da Silva)

15h15 – 16h
Entre a academia e o mercado: cientificidade e academicidade da pesquisa qualitativa em contexto eleitoral (MESTRANDO(A) Sw Mariana Oliveira de Freitas)

16h – 16h45
Midiatização: narrativa da história (DOUTORANDO(A) Michelli Machado)

Turno: Tarde
Local: Auditório Érico Veríssimo

16h45 – 17h30
Relato do Seminário – Prof. Adair Peruzollo, programa de Pós-Graduação em Ciências da Comunicação - UFSM

15/05 – Sexta-feiraTurno: manhã
Local: 3A317

9h – 13h
Reunião técnica com professores

4 de mai. de 2009

Há 4,7 milhões de mexicanos blogueiros

Post do blog Adventures Graphics informa que 4,7 milhões de mexicanos são blogueiros. E segue: "Todavía no hay una cifra significativa sobre cuantos blogueros mexicanos viven de sus blogs, pero estudios de Estados Unidos y España dan un aproximado: 2% de los entrevistados por la firma Technorati en el reporte State of the blogosphere 2008, dicen que sus blogs son su primer fuente de ingresos, mientras que 5% considera que es su trabajo de tiempo completo y 15% asegura que les genera cierto ingreso". O post foi feito com base em matéria do jornal El Universal .

Abertas inscrições ao mestrado em jornalismo da UFSC

Repasso, por relevantem, e-mail recebido de Eduardo Meditsch, coordenador do Mestrado em Jornalismo da UFSC: "As inscrições para o processo seletivo do Mestrado em Jornalismo da UFSC começam nesta segunda-feira, dia 4, e vão até 15 de maio. Estão sendo abertas 16 vagas nesta terceira turma. Todas as informações sobre o curso, o processo seletivo e as inscrições estão disponíveis no site www.posjor.ufsc.br".

1 de mai. de 2009

FSP explica suas próprias operações

A Folha de São Paulo de hoje, cuja edição possui 42 páginas, faz 22 referências às operações da própria FSP em suas matérias, sendo a maior incidência nos cadernos Cotidiano (seis vezes) e Ilustrada (cinco vezes). Não registrei nenhuma referências às operações da FSP na capa e nas duas páginas de Opinião. Para além destas, a mídia em geral possui cerca de 30 citações na edição. Jornais, revistas, portais, agências e sites são muito citados no caderno principal (na página A3, por exemplo, há referências às revistas Isto É e Piauí, além dos Economist (duas), Financial Times (duas), Energy, Valor, Wall Street Journal (três), Washington Post, New York Times, além das agências Associated Press e Reuters Brasil, mais portal UOL). Na editoria de Mundo, por sua vez, há referências genéricas nas matérias a "agências internacionais" (páginas A12 e A13, mas também à revista Science (duas). Interessantes estes exemplos.

Se observarmos com mais atenção, veremos que há dois níveis de referência:

1 No primeiro caso, onde registramos 22 incidências, a FSP explica suas próprias operações no corpo do noticiário por meio do registro, em bold, da palavra Folha. Informações tais como uma visita à sede da FSP, um documento que esta recebeu, uma informação que apurou etc.

2 Nos outros exemplos, onde entram os demais dispositivos, incluindo entre estes as agências de notícia, as referências dizem respeito especificamente a assuntos abordados por estes. Ou seja, são fontes para a FSP.

O que isso tudo que dizer? Quer me parecer que sejam exemplos interessantes quando o assunto é observar o atual cenário midiático-comunicacional em que nos encontramos, ainda que sem maiores rigores científicos. Por outras palavras, ao se referenciar às suas próprias operações, a FSP está fazendo um pouco daquilo de Fausto Neto apontou no capítulo que escreveu do livro Edição em Jornalismo: Ensino, Teoria e Prática (Edunisc, 2006). Ou seja, oferecendo novos critérios de credibilidade por meio de operações de natureza auto-referencial, voltadas ao que ocorre no interior do próprio veículo.

No que diz respeito à co-referência, por fim, é um pouco do que citei em post anterior: em uma perspectiva de jornalismo midiatizado, os dispositivos midiáticos passam a se referenciar cada vez mais em suas operações. Isso ocorre basicamente porque eles estão ligados uns aos outros por meio da internet. A esse fenômeno dou o nome de jornalismo midiatizado.

Sou pai do Arnaldo Antunes!

A quem interessar possa: este é meu filho, Pedro, no alto de seus nove meses, após o banho.

Apropriação ou co-referencialidade jornalística?

Recebo em minha caixa de correspondência uma newsletter do Comunique-se com uma informação interessante: "Veja copia partes de matéria do Wall Street Journal sem citar fonte". Segundo a matéria, a "reportagem de capa da edição de 22/04 da revista Veja traz uma matéria coordenada muito parecida com um artigo, publicado quase um mês antes, pelo jornal americano The Wall Street Journal (WSJ). Tanto a estrutura como trechos do texto são idênticos. Questionada pelo Comunique-se, a repórter Gabriela Carelli negou a ocorrência de plágio".

Mais que uma apropriação indevida, quer me parecer que estejamos diante de uma das características do jornalismo midiatizado, neste caso a co-referencialidade. Trata-se, a co-referencialidade, do movimento por meio do qual os dispositivos jornalísticos (jornais, revistas, rádios etc.) referenciam-se mutuamente em suas operações, ainda que, neste caso, sem a citação da fonte.

A co-referencialidade ocorre no interior do sistema midiático-comunicacional porque os dispositivos jornalísticos que compõem este estão amalgamados em rede, por meio dos nós e conexões da web, o que empresta contorno ao sistema em que se inserem e intensifica o diálogo entre eles. A perspectiva é auto-referencial, porque diz respeito às operações que ocorrem no interior do próprio sistema onde estes dispositivos se encontram.

Equivale a dizer que a midiatização, ou a instauração de uma nova ambiência a partir de uma profunda imersão tecnológica da sociedade, afeta, também, os dispositivos responsáveis por sua existência e suas operações, neste caso os de natureza jornalística.