Um observatório contra a censura
Há 2 dias
Do site da Fenaj: "A campanha em defesa do diploma e pela rejeição do Recurso Extraordinário (RE) 511961 no Supremo Tribunal Federal (STF) intensifica-se em todo o país. Vários estados registraram novos avanços nas últimas semanas. A FENAJ abriu espaço em seu site para manifestações dos jornalistas e da sociedade. E a Coordenação da campanha orienta as entidades que já aderiram ao movimento a intensificarem a busca de apoios. O julgamento do recurso no STF está previsto para o segundo semestre de 2008.Em Pernambuco, o Sindicato dos Jornalistas desenvolve diversas atividades. Além de um ato público que está sendo preparado, a entidade já percorreu as redações distribuindo materiais da campanha e vem agendando visitas a entidades e autoridades. Na semana passada, obteve o apoio do Conselho Estadual de Medicina (Cremepe) e da CUT/PE ao movimento. Já solicitou audiência com o governador Eduardo Campos e aguarda também a definição das datas dos encontros com as presidências da Assembléia Legislativa e Câmara de Vereadores do Recife, além das prefeituras de Recife e Olinda.No dia 4 de julho o Departamento de Jornalismo da UFSC, além de uma moção de apoio ao movimento, definiu um conjunto de ações. Entre elas, a publicação de um anúncio na próxima edição do jornal laboratório “Zero” e a promoção de uma mesa redonda já no reinício das aulas, em agosto.A Câmara de Vereadores de Sorocaba (SP) aprovou por unanimidade, no dia 10 de julho, uma moção em apoio à obrigatoriedade do diploma em Curso Superior de Jornalismo para o exercício da profissão que será encaminhada ao Supremo Tribunal Federal.No RS, professores e estudantes dos cursos de Jornalismo da UFSM, UFRGS, Ulbra, Unisinos, Feevale, Univates, Unifra e UPF, além do Diretório Acadêmico da UFSM, União Estadual dos Estudantes, Unifra e Movimento Jornalistas por Formação reuniram-se no dia 11 de julho, na sede do SJRS, e se engajaram na campanha em defesa do diploma . Na reunião foi definida a redação de um documento que será encaminhado aos reitores das universidades, a participação de dirigentes da FENAJ e do Sindicato em aulas inaugurais e debates entre o final deste mês e 13 de agosto - data em que haverá uma mobilização em defesa da regulamentação da profissão.Em carta ao presidente do STF, o atual e o futuro presidentes da INTERCOM (Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação), José Marques de Melo e Antonio Hohlfeldt, expressaram a posição da entidade sobre o tema. “O diploma de jornalismo, que agora se discute, não constitui uma simples reserva de mercado. Estabelece, isto sim, que o jornalista deve passar pelos bancos da Universidade. Só ali esse agente da informação coletiva pode se qualificar profissionalmente. É onde pode adquirir clara percepção das responsabilidades que tem perante à sociedade”, diz o documento, complementando que “Não se trata de defender uma categoria, mas, acima de tudo, garantir ao conjunto da sociedade brasileira o direito de ser bem, livre e corretamente informada”.A coordenação da campanha do diploma orienta os sindicatos, entidades da sociedade civil e demais entidades do campo do Jornalismo a prosseguirem defendendo o direito da sociedade à informação de qualidade buscando mensagens e moções de apoio ao movimento, como também enviando mensagens para os e-mails dos 11 ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) que julgarão o recurso do Ministério Público Federal e do Sindicato das Empresas de Radiodifusão de São Paulo que tenta desregulamentar a profissão de jornalista no País".
Se você é daqueles que, como eu e a torcida do Flamengo, encantaram-se com versos tipo "enquanto você se esforça pra ser/um sujeito normal/e fazer tudo igual", ou, "se você quer tomar banho de chapéu/ou esperar papai-noel/ou discutir/carlos gardel/então vá:/faça o que tu queres, pois é tudo da lei", - e, por outro lado, acham livros como Brida, O Alquimista e O Diário de um Mago muito mal escritos, apesar das histórias - então não pode deixar de ler O Mago - a biografia de Paulo Coelho, escrita por Fernando Morais e publicada pela editora Planeta neste 2008. Um tijolaço: e lã se vão mais de 600 páginas!!!! A verdade é que, poucas vezes em toda a minha vida (ando superlativo ultimamente, não liguem), um livro deste gênero foi tão capaz de desfazer encantos como este que vos descrevo, ainda que apressadamente. Não por cruel, haja vista que ao fazê-lo, não faz mais que cumprir - e bem - sua função de biografia. A má notícia é a seguinte: Paulo Coelho - e Raul Santos Seixas - são seres humanos. Como tal, capazes de babaquices as mais diversas, mas também de coisas bem legais. Claro que, no caso dos dois, em especial do "Mago", as babaquices parecem disputar espaço entre si, de tantas e tão expressivas (plágios, tropeços de caráter, ambição desmedida etc.). Mas, no cômputo final, trazem o perfil de um personagem rico, portanto interessante. O livro foi construído tendo como eixo principal os diários de infância de Paulo Coelho, entrecortado com entrevistas aqui e ali. Eu gostei, ainda que não tenha entendido, ainda, como este sujeito foi capaz de vender, até aqui, mais de cem milhões de livros.
Eis que, passados alguns séculos do mais absoluto silêncio em minhas retinas, finalmente surge um filme digno de nota. Refiro-me ao "Na natureza selvagem", dirigido pelo Sean Penn. O enredo é o seguinte: um garoto chamado Christipher McCandless (Emile Hirsch), já formado, lá pelos 90, decide dar um basta geral, inclusive em sua família, e sai em busca de suas concepções de mundo, formadas, entre outros, a partir de leituras como Henry David Thoreau (recomendo Desobedecendo e Walden, ou a vida nos bosques), que cita o tempo inteiro. O objetivo é chegar ao Alasca. Na verdade, dar um tempo longe de tudo e de todos, em especial de sua família. Eis que, em uma empreitada meio hippie, meio beatnick, meio, o garoto sai por estão mundão afora até finalmente chegar ao seu destino. No caminho, conhece uma porrada de gente interessante. Dizem, ao final, que a história se baseia na aventura vivida por um sujeito realmente chamado Christopher McCandless. Também afirmam que Sean Penn demorou dez anos para terminar o filme, do que eu também não tenho porque duvidar. A verdade é que a história é muito porrada. Não vou contar o fim, mas adianto que não segue a cartilha. Apenas sigo sem entender como, afinal de contas, um bendito de um ônibus (sem motor) foi parar no meio do Alasca, onde o diabo perdeu as botas. Licença poética? Que o seja, então.
Galera, sugiro uma visita ao Blog do Dodô, by Marcos Palácios. Espaço pra lá de bacana, não fica apenas no resgate de curiosidades de tempos idos, tipo figurinhas antigas de chiclete; fotos da revolução mexicana e o primeiro jogo feito para computador, para ficarmos em alguns e ainda que o faça à farta: cada post remete a um site específico, claro que ligado ao assunto, o que nos permite ir mais adiante na pesquisa. É o caso, por exemplo, do post Todas as colunas do Castello, sobre o colunista Carlos Castello Branco e que reúne textos do colunista 1963 a 1993, além de entrevistas, discursos e correspondências do próprio. Vão lé e confiram. Eu recomendo.Ok, ando sumido. Mas quem, vez que outra, não dá sua sumidinha? Faz assim: relaxa com este vídeo que a moçada de Fundamentos de Jornalismo Impresso apresentou este semestre. Bom demais.
Grid Focus é um tema criado por Derek Punsalan 5thirtyone.com e adaptado por Márcia Lima