23 de jul. de 2008

Blog novo na parada

Tem blog novo na parada, moçada: o Almanaque, da amiga e colega Tattiana Teixeira, agora em Floripa, Santa Catarina; voltado ao "jornalismo, humor, crianças, pesquisas, aulas…" e criado para ser "(...) uma espécie de ponto-de-convergência entre diversos interesses, dos acadêmicos aos mais triviais". Vão lá. Confiram. Grande abraço a todos.

21 de jul. de 2008

Trocando as fraldas de Pedro (ou "O suador")

Experiência, cês sabem, é tudo; neste caso, trocando as fraldas de Pedro em um momento em que ele estava, digamos assim, particularmente inspirado. Vejam com seus próprios olhos a cena. A ajudante é Verônica, irmã e fã incondicional de Pedro. As imagens, a partir de uma Sony Cyber-shot 8.1, são de Denise Frandolozo, amigona, que nos visitou no final da tarde de domingo. As vozes ao fundo são da Fabi.

Ele está no meio de nós

Há um momento de coisas a serem ditas, mas, como o estado ainda é de deslumbramento compulsivo, limito-me a informar, a quem interessar possa, que ele, Pedro, está entre nós. E que é lindo, mas muito lindo mesmo! E que a Fabi, a mulher que eu amo e que divide comigo esta alegria; e que é, ao final, responsável pela chegada de Pedro ao mundo, nesto momento alimenta o garoto. E que deu tudo certo; e que agora todos estamos bem, em casa. E que haja, mais do que nunca, paz no mundo, e que todos sejamos, homens, mulheres e crianças, seres de boa-vontade, com tudo o que isso possa vir a significar.

18 de jul. de 2008

Extra! Extra! Extra!

Agora é sério, moçada: Pedro, meu segundo filho - o primeiro é Verônica, hoje com 13 anos - vai nascer às 7h30 de amanhã, sábado; décimo-nono dia do mês de julho, ano da grade de 2008. Que seja bem-vindo Pedro, então!

Cheiro de literatura

Sujeito diferente este tuga moçambicano dito Mia Couto. Lá pelas tantas, no A Varanda do Frangipani (Cia das Letras, 2007) diz ele: "Sou o morto. Se eu tivesse cruz ou mármore neles estaria escrito: Ermelindo Mucanga. Mas eu faleci junto com meu nome faz quase duas décadas. Durante anos fui um vivo de patente, gente de autorizada raça. Se vivi com direiteza, desglorifiquei-me foi no nascimento. Me faltou cerimônia e tradição quando me enterraram"; Morrer junto do nome; estar ausente de cerimônia e tradição em sua morte. O dia amanhece quente e há cheiro de literatura no ar. E Pedro nascerá a qualquer momento.

17 de jul. de 2008

Cresce campanha em defesa do diploma

Do site da Fenaj: "A campanha em defesa do diploma e pela rejeição do Recurso Extraordinário (RE) 511961 no Supremo Tribunal Federal (STF) intensifica-se em todo o país. Vários estados registraram novos avanços nas últimas semanas. A FENAJ abriu espaço em seu site para manifestações dos jornalistas e da sociedade. E a Coordenação da campanha orienta as entidades que já aderiram ao movimento a intensificarem a busca de apoios. O julgamento do recurso no STF está previsto para o segundo semestre de 2008.Em Pernambuco, o Sindicato dos Jornalistas desenvolve diversas atividades. Além de um ato público que está sendo preparado, a entidade já percorreu as redações distribuindo materiais da campanha e vem agendando visitas a entidades e autoridades. Na semana passada, obteve o apoio do Conselho Estadual de Medicina (Cremepe) e da CUT/PE ao movimento. Já solicitou audiência com o governador Eduardo Campos e aguarda também a definição das datas dos encontros com as presidências da Assembléia Legislativa e Câmara de Vereadores do Recife, além das prefeituras de Recife e Olinda.No dia 4 de julho o Departamento de Jornalismo da UFSC, além de uma moção de apoio ao movimento, definiu um conjunto de ações. Entre elas, a publicação de um anúncio na próxima edição do jornal laboratório “Zero” e a promoção de uma mesa redonda já no reinício das aulas, em agosto.A Câmara de Vereadores de Sorocaba (SP) aprovou por unanimidade, no dia 10 de julho, uma moção em apoio à obrigatoriedade do diploma em Curso Superior de Jornalismo para o exercício da profissão que será encaminhada ao Supremo Tribunal Federal.No RS, professores e estudantes dos cursos de Jornalismo da UFSM, UFRGS, Ulbra, Unisinos, Feevale, Univates, Unifra e UPF, além do Diretório Acadêmico da UFSM, União Estadual dos Estudantes, Unifra e Movimento Jornalistas por Formação reuniram-se no dia 11 de julho, na sede do SJRS, e se engajaram na campanha em defesa do diploma . Na reunião foi definida a redação de um documento que será encaminhado aos reitores das universidades, a participação de dirigentes da FENAJ e do Sindicato em aulas inaugurais e debates entre o final deste mês e 13 de agosto - data em que haverá uma mobilização em defesa da regulamentação da profissão.Em carta ao presidente do STF, o atual e o futuro presidentes da INTERCOM (Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação), José Marques de Melo e Antonio Hohlfeldt, expressaram a posição da entidade sobre o tema. “O diploma de jornalismo, que agora se discute, não constitui uma simples reserva de mercado. Estabelece, isto sim, que o jornalista deve passar pelos bancos da Universidade. Só ali esse agente da informação coletiva pode se qualificar profissionalmente. É onde pode adquirir clara percepção das responsabilidades que tem perante à sociedade”, diz o documento, complementando que “Não se trata de defender uma categoria, mas, acima de tudo, garantir ao conjunto da sociedade brasileira o direito de ser bem, livre e corretamente informada”.A coordenação da campanha do diploma orienta os sindicatos, entidades da sociedade civil e demais entidades do campo do Jornalismo a prosseguirem defendendo o direito da sociedade à informação de qualidade buscando mensagens e moções de apoio ao movimento, como também enviando mensagens para os e-mails dos 11 ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) que julgarão o recurso do Ministério Público Federal e do Sindicato das Empresas de Radiodifusão de São Paulo que tenta desregulamentar a profissão de jornalista no País".

E Pedro que não chega?

E o Pedro que não chega? Está tudo pronto: quarto, berço, as dezenas de milhares de fraldas. Já não aguento mais explicar, a cada telefonema, que não; que ele não nasceu ainda, mas que nascerá até sábado, 19, seu dead line. Mas fica uma sensação meio estranha. Tipo: "Mas não era para dia tal?! Tu vês, eu havia me programado para ir até aí..." Desculpe aí, mas o malandro já mostra personalidade; virá quando entender que terá chegado a hora de vir. E ponto. Até porque, vamos combinar: pra que pressa? A real é que vai deixar pra última hora, o moleque... E não há quem possa lhe tirar a razão.

16 de jul. de 2008

Considerações a respeito de O Mago

Se você é daqueles que, como eu e a torcida do Flamengo, encantaram-se com versos tipo "enquanto você se esforça pra ser/um sujeito normal/e fazer tudo igual", ou, "se você quer tomar banho de chapéu/ou esperar papai-noel/ou discutir/carlos gardel/então vá:/faça o que tu queres, pois é tudo da lei", - e, por outro lado, acham livros como Brida, O Alquimista e O Diário de um Mago muito mal escritos, apesar das histórias - então não pode deixar de ler O Mago - a biografia de Paulo Coelho, escrita por Fernando Morais e publicada pela editora Planeta neste 2008. Um tijolaço: e lã se vão mais de 600 páginas!!!! A verdade é que, poucas vezes em toda a minha vida (ando superlativo ultimamente, não liguem), um livro deste gênero foi tão capaz de desfazer encantos como este que vos descrevo, ainda que apressadamente. Não por cruel, haja vista que ao fazê-lo, não faz mais que cumprir - e bem - sua função de biografia. A má notícia é a seguinte: Paulo Coelho - e Raul Santos Seixas - são seres humanos. Como tal, capazes de babaquices as mais diversas, mas também de coisas bem legais. Claro que, no caso dos dois, em especial do "Mago", as babaquices parecem disputar espaço entre si, de tantas e tão expressivas (plágios, tropeços de caráter, ambição desmedida etc.). Mas, no cômputo final, trazem o perfil de um personagem rico, portanto interessante. O livro foi construído tendo como eixo principal os diários de infância de Paulo Coelho, entrecortado com entrevistas aqui e ali. Eu gostei, ainda que não tenha entendido, ainda, como este sujeito foi capaz de vender, até aqui, mais de cem milhões de livros.

Finalmente um filme

Eis que, passados alguns séculos do mais absoluto silêncio em minhas retinas, finalmente surge um filme digno de nota. Refiro-me ao "Na natureza selvagem", dirigido pelo Sean Penn. O enredo é o seguinte: um garoto chamado Christipher McCandless (Emile Hirsch), já formado, lá pelos 90, decide dar um basta geral, inclusive em sua família, e sai em busca de suas concepções de mundo, formadas, entre outros, a partir de leituras como Henry David Thoreau (recomendo Desobedecendo e Walden, ou a vida nos bosques), que cita o tempo inteiro. O objetivo é chegar ao Alasca. Na verdade, dar um tempo longe de tudo e de todos, em especial de sua família. Eis que, em uma empreitada meio hippie, meio beatnick, meio, o garoto sai por estão mundão afora até finalmente chegar ao seu destino. No caminho, conhece uma porrada de gente interessante. Dizem, ao final, que a história se baseia na aventura vivida por um sujeito realmente chamado Christopher McCandless. Também afirmam que Sean Penn demorou dez anos para terminar o filme, do que eu também não tenho porque duvidar. A verdade é que a história é muito porrada. Não vou contar o fim, mas adianto que não segue a cartilha. Apenas sigo sem entender como, afinal de contas, um bendito de um ônibus (sem motor) foi parar no meio do Alasca, onde o diabo perdeu as botas. Licença poética? Que o seja, então.

Decifra-te

O que é pior: a insônia ou não saber desde quando estamos de fato acordados nesta looooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooga noite de Santa Cruz?

5 de jul. de 2008

Olha o Unicom uma vez mais aí, gente!

O semestre na Unisc, by Santa Cruz do Sul, onde também leciono, se encerrou com duas edições do Unicom, nosso jornal-laboratório, sendo que a mais recente ficou pronta na semana passada. Diferentemente da anterior, desta vez o conteúdo foi livre do ponto de vista temático. O que também rendeu bons achados, como, por exemplo, o mapa da prostituição de Santa Cruz do Sul e o consumo do LSD nas baladas santa-cruzenses, para ficarmos em duas. Mas não foi só isso: ao longo do semestre, a turma dialogou por meio de um blog - o Blog do Unicom -, onde fizemos telewebjornais, podcasts e o que mais foi possível fazer, além de um site. Vão lá. Vejam com seus próprios olhos. Nos visitem.

A ficha técnica está aí embaixo.

Editor: Letícia Mendes
Sub-edição: Cláudio Froemming, Guilherme Mazui e Marisa Lorenzoni
Produção: Daiane Balardin, Luciana Mandler e Roseane Bianca
Reportagem: Cláudio Froemming, Daiane Balardin, Daniel Rech, Débora Nunes, Guilherme Mazui, Josiléri Cidade, Josué Dalla Lasta, Letícia Mendes, Luciana Mandler, Marisa Lorenzoni, Rodrigo Nascimento, Roseane Bianca, Rozana Ellwanger, Sancler Ebert e Simone Cardoso
Revisão: Daniel Rech, Fernanda Almeida, Greice Guilhermano e Josiléri Cidade
Diagramação: Gelson Pereira
Direção de arte: Gelson Pereira e Lázaro Fanfa
Ilustrações: Giusepe Fontanari
Fotos: Cláudio Froemming, Daniel Rech, Débora Nunes, Márcia Melz, Marisa Lorenzoni, Rozana Ellwanger
Logotipo: Samuel Heidemann
Impressão: Graphoset
Tiragem: 500 exemplares

30 de jun. de 2008

Meu tempo não parou

Repico, por boa, a nova que recebi do colega Jair Giacominni, da Unisc, sobre o documentário "Meu tempo não parou", dirigido por ele e por Silvio Barbizan, também amigo; também colega.
O lançamento será nesta sexta, dia 4 de julho, às 19 horas, na Sala Redenção, Câmpus Central da UFRGS, Porto Alegre.
O documentário traz a memória de sete personagens que viveram os tempos pré-Aids nos 1970, o impacto da chegada da doença desconhecida nos anos 1980 e os novos tempos nos anos 1990, agora de esperanças e superações.
O documentário é uma realização da ONG Nuances e contou com o patrocínio da Unesco, do Ministério da Saúde e da Secretaria de Saúde do Estado do RS.
A ficha técnica:
Documentário, Roteiro e Direção: Sílvio Barbizan + Jair Giacomini
Argumento: Célio Golin
Depoimentos de: Bento Rocha, Dheyser Veiga, Dirnei Messias, Edna Keitel, Gerson Winkler, Marcelly Malta e Veruska
Produção: Vanessa Coimbra, Sílvio Barbizan, Jair Giacomini, Célio Golin
Câmera e Fotografia: Giovani Borba
Som Direto: Gabriela Bervian
Edição: Giovani Borba, Sílvio Barbizan, Jair Giacomini
Mixagem e Finalização: Giovani Borba
Produção Executiva: Sílvio Barbizan, Jair Giacomini
Uma produção J.M Giacomini
Foto jornalística da capa: Carlos da Silva Rodrigues

Descampado

Cheguei ao Blog Descampado - Uma reportagem dos alunos de jornalismo investigativo da Unifersidade Federal de Pernambuco, por meio de um post no Blog do GJol, by Marcos Palácios, que transcrevo:
"Fruto da disciplina Jornalismo Investigativo, que a Profa. Adriana Santana conduziu neste semestre na UFPE, 28 estudantes, em sua maioria do 3º período, o Descampado é uma extensa reportagem, usando o Wordpress como plataforma de publicação. Pauta, apuração, entrevistas, imagens, redação, edição e checagem ficaram dos estudantes, que cumpriram a tarefa de 'radiografar' o campus da Universidade. Tenho usado o Wordpress de maneira semelhante, com ótimos resultados, até mesmo com estudantes de primeiro semestre da FACOM/UFBA. Aqui está um exemplo de trabalho feito por uma dupla de calouros, tendo como tema um bairro pouco conhecido da cidade. O Wordpress enquanto plataforma, pode não ser uma Brastemp, mas sempre é melhor que amaldiçoar a escuridão".
Temos usado, seja na Unisc ou na Univates, universidades que leciono aqui no Sul, não o Wordpress, mas o Blogger, o que ao final das contas pouco importa, mas sim o fato de serem ferramentas bem bacanas não apenas para dar mais cor às aula, mas ajudar a moçadinha a experimentar novos formatos quando o assunto é jornalismo. Leiam o Blog Descampado. Está muito bacana.

29 de jun. de 2008

O Blog do Dodô

Galera, sugiro uma visita ao Blog do Dodô, by Marcos Palácios. Espaço pra lá de bacana, não fica apenas no resgate de curiosidades de tempos idos, tipo figurinhas antigas de chiclete; fotos da revolução mexicana e o primeiro jogo feito para computador, para ficarmos em alguns e ainda que o faça à farta: cada post remete a um site específico, claro que ligado ao assunto, o que nos permite ir mais adiante na pesquisa. É o caso, por exemplo, do post Todas as colunas do Castello, sobre o colunista Carlos Castello Branco e que reúne textos do colunista 1963 a 1993, além de entrevistas, discursos e correspondências do próprio. Vão lé e confiram. Eu recomendo.

20 de jun. de 2008

Melhores do Mundo - O Assalto

Ok, ando sumido. Mas quem, vez que outra, não dá sua sumidinha? Faz assim: relaxa com este vídeo que a moçada de Fundamentos de Jornalismo Impresso apresentou este semestre. Bom demais.