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7 de set. de 2008

Fausto Wolf e Fernando Barbosa Lima estão mortos

O jornalismo brasileiro sofreu duas baixas consideráveis neste final de semana. Melhor dizendo, na sexta-feira. As passagens: Fernando Barbosa Lima e Fausto Wolff. Fausto Wolff, na verdade o pseudônimo de Faustin von Wolffenbüttel, nasceu em Santo Ângelo, em 1940. Marcou época como um dos editores do O Pasquim, no Rio de Janeiro. Escreveu vários livros, entre estes À mão esquerda, e foi professor no exterior, além de ter trabalhado em grandes jornais brasileiros. Morreu com 68 anos, de insuficiência respiratória aguda.
Já Fernando Barbosa Lima, 74 anos, morreu de falência múltipla dos órgãos. Produziu, nos anos 60, programas que marcaram época, como Jornal de Vanguarda, Preto no Branco e Sem Censura, entre outros. Nos anos 80, ainda sob o domínio da ditadura militar, ele criou e produziu o programa Abertura, no qual apresentava temas e personalidades colocados no index do regime, como o cineasta Gláuber Rocha, que mostrava um personagem popular que atendia pelo nome de Brizola, então um dos políticos mais perseguidos. Era filho de Barbosa Lima Sobrinho.
É bem verdade que não há dia que não chegue, mas, às vezes, quando chegam, os dias são chatos.

17 de jul. de 2008

Cresce campanha em defesa do diploma

Do site da Fenaj: "A campanha em defesa do diploma e pela rejeição do Recurso Extraordinário (RE) 511961 no Supremo Tribunal Federal (STF) intensifica-se em todo o país. Vários estados registraram novos avanços nas últimas semanas. A FENAJ abriu espaço em seu site para manifestações dos jornalistas e da sociedade. E a Coordenação da campanha orienta as entidades que já aderiram ao movimento a intensificarem a busca de apoios. O julgamento do recurso no STF está previsto para o segundo semestre de 2008.Em Pernambuco, o Sindicato dos Jornalistas desenvolve diversas atividades. Além de um ato público que está sendo preparado, a entidade já percorreu as redações distribuindo materiais da campanha e vem agendando visitas a entidades e autoridades. Na semana passada, obteve o apoio do Conselho Estadual de Medicina (Cremepe) e da CUT/PE ao movimento. Já solicitou audiência com o governador Eduardo Campos e aguarda também a definição das datas dos encontros com as presidências da Assembléia Legislativa e Câmara de Vereadores do Recife, além das prefeituras de Recife e Olinda.No dia 4 de julho o Departamento de Jornalismo da UFSC, além de uma moção de apoio ao movimento, definiu um conjunto de ações. Entre elas, a publicação de um anúncio na próxima edição do jornal laboratório “Zero” e a promoção de uma mesa redonda já no reinício das aulas, em agosto.A Câmara de Vereadores de Sorocaba (SP) aprovou por unanimidade, no dia 10 de julho, uma moção em apoio à obrigatoriedade do diploma em Curso Superior de Jornalismo para o exercício da profissão que será encaminhada ao Supremo Tribunal Federal.No RS, professores e estudantes dos cursos de Jornalismo da UFSM, UFRGS, Ulbra, Unisinos, Feevale, Univates, Unifra e UPF, além do Diretório Acadêmico da UFSM, União Estadual dos Estudantes, Unifra e Movimento Jornalistas por Formação reuniram-se no dia 11 de julho, na sede do SJRS, e se engajaram na campanha em defesa do diploma . Na reunião foi definida a redação de um documento que será encaminhado aos reitores das universidades, a participação de dirigentes da FENAJ e do Sindicato em aulas inaugurais e debates entre o final deste mês e 13 de agosto - data em que haverá uma mobilização em defesa da regulamentação da profissão.Em carta ao presidente do STF, o atual e o futuro presidentes da INTERCOM (Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação), José Marques de Melo e Antonio Hohlfeldt, expressaram a posição da entidade sobre o tema. “O diploma de jornalismo, que agora se discute, não constitui uma simples reserva de mercado. Estabelece, isto sim, que o jornalista deve passar pelos bancos da Universidade. Só ali esse agente da informação coletiva pode se qualificar profissionalmente. É onde pode adquirir clara percepção das responsabilidades que tem perante à sociedade”, diz o documento, complementando que “Não se trata de defender uma categoria, mas, acima de tudo, garantir ao conjunto da sociedade brasileira o direito de ser bem, livre e corretamente informada”.A coordenação da campanha do diploma orienta os sindicatos, entidades da sociedade civil e demais entidades do campo do Jornalismo a prosseguirem defendendo o direito da sociedade à informação de qualidade buscando mensagens e moções de apoio ao movimento, como também enviando mensagens para os e-mails dos 11 ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) que julgarão o recurso do Ministério Público Federal e do Sindicato das Empresas de Radiodifusão de São Paulo que tenta desregulamentar a profissão de jornalista no País".

5 de jul. de 2008

Olha o Unicom uma vez mais aí, gente!

O semestre na Unisc, by Santa Cruz do Sul, onde também leciono, se encerrou com duas edições do Unicom, nosso jornal-laboratório, sendo que a mais recente ficou pronta na semana passada. Diferentemente da anterior, desta vez o conteúdo foi livre do ponto de vista temático. O que também rendeu bons achados, como, por exemplo, o mapa da prostituição de Santa Cruz do Sul e o consumo do LSD nas baladas santa-cruzenses, para ficarmos em duas. Mas não foi só isso: ao longo do semestre, a turma dialogou por meio de um blog - o Blog do Unicom -, onde fizemos telewebjornais, podcasts e o que mais foi possível fazer, além de um site. Vão lá. Vejam com seus próprios olhos. Nos visitem.

A ficha técnica está aí embaixo.

Editor: Letícia Mendes
Sub-edição: Cláudio Froemming, Guilherme Mazui e Marisa Lorenzoni
Produção: Daiane Balardin, Luciana Mandler e Roseane Bianca
Reportagem: Cláudio Froemming, Daiane Balardin, Daniel Rech, Débora Nunes, Guilherme Mazui, Josiléri Cidade, Josué Dalla Lasta, Letícia Mendes, Luciana Mandler, Marisa Lorenzoni, Rodrigo Nascimento, Roseane Bianca, Rozana Ellwanger, Sancler Ebert e Simone Cardoso
Revisão: Daniel Rech, Fernanda Almeida, Greice Guilhermano e Josiléri Cidade
Diagramação: Gelson Pereira
Direção de arte: Gelson Pereira e Lázaro Fanfa
Ilustrações: Giusepe Fontanari
Fotos: Cláudio Froemming, Daniel Rech, Débora Nunes, Márcia Melz, Marisa Lorenzoni, Rozana Ellwanger
Logotipo: Samuel Heidemann
Impressão: Graphoset
Tiragem: 500 exemplares

16 de abr. de 2008

Rei morto, rei posto

Rei morto, rei posto. Segundo matéria da Folha Online, a partir da Folha de São Paulo, o jornalista Carlos Eduardo Lins da Silva, 55, será o novo ombudsman da Folha. Ele passa a atender os leitores na próxima terça-feira, dia 22 de abril. Sua coluna dominical estréia no dia 27. Lins da Silva será o nono profissional a ocupar o cargo de ombudsman na Folha. O jornal foi o primeiro a adotar tal função no Brasil, em 1989. Antes dele, Caio Túlio Costa, Mario Vitor Santos, Junia Nogueira de Sá, Marcelo Leite, Renata Lo Prete, Bernardo Ajzenberg, Marcelo Beraba e Mário Magalhães atuaram como representantes dos leitores. Magalhães pediu demissão porque a direção da empresa pediu que ele não publicizasse mais a crítica interna. Esta, por sua vez, alega que isso foi feito porque "(...) a crítica interna vinha sendo utilizada pela concorrência e instrumentalizada por jornalistas ligados ao governo federal ". Veja aqui a matéria na íntegra.

9 de abr. de 2008

Sobre vagas na comunicação

Repercuto e-mail que recebi de Marcos Palácios, por meio da lista de sócios da SBPjor:
"Os recentes anúncios de abertura de concursos nas universidades federais estão marcados por um viés que me parece muito preocupante: um foco por demais estreito na formação de origem dos possíveis candidatos aos concursos. Como o Reuni (Programa de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais) deve gerar um considerável número de vagas para a área de Comunicação, acredito que o assunto mereça imediata discussão.Explico-me: para literalmente todas as vagas abertas em concursos recentes nas universidades federais brasileiras para Área de Comunicação, os editais trazem a exigência de Bacharelado em Comunicação como condição de inscrição.É o caso, só para citar o mais recente exemplo, das duas vagas oferecidas para Teoria da Comunicação na Universidade Federal da Paraíba. O edital estabelece:*Área de conhecimento objeto do concurso: Teorias da Comunicação*Áreas conexas: Ciências Sociais, Sociologia Artes, Ciência da Informação, Educação,História, Letras, Antropologia.*Requisitos Mínimos: Mestrado em Comunicação ou áreas conexas; com Bacharelado em Comunicação Social.*Numero de vagas: 02 (duas)Reparem que são mencionadas - de maneira bastante ampla - as "áreas conexas", mas ao final vem a condição excludente: somente serão aceitos candidatos "com Bacharelado em Comunicação Social".Que em concursos para matérias diretamente relacionadas à prática profissional de Jornalismo seja exigida - por força de lei e do corporativismo vigentes - graduação com habilitação na área específica, é algo compreensível, ainda que discutível. Mas quando um concurso para Teorias da Comunicação fecha o foco exclusivamente em candidatos com "Bacharelado em Comunicação Social" o alarme deve soar. Afinal, temos hoje no Brasil 27 Programas de pós-graduação stricto senso (Mestrados e Doutorados) em Comunicação. Nenhum deles faz restrições à área de formação dos candidatos para admissão. É de se esperar que os Mestres e Doutores formados por tais Programas possam atuar como docentes e pesquisadores na área de Comunicação Social, independentemente de seu título de Bacharel. Se assim não for, melhor que os cursos passem a exigir Bacharelado em Comunicação como condição de entrada paras seus Mestrados e Doutorados. Apesar do absurdo, pelo menos a coerência seria maior".