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1 de out. de 2008

"Pede pra sair!"

Chupei da Folha On-line esta.
"O filme "Tropa de Elite", vencedor do Urso de Ouro no Festival de Berlim deste ano e que estreou no último dia 19 em Nova York, ganhará segunda versão para o cinema. O ator Wagner Moura aceitou interpretar outra vez o capitão Nascimento. A informação é da coluna Mônica Bergamo desta quarta-feira. A íntegra da coluna está disponível para assinantes do UOL e do jornal".
Veja a matéria completa aqui.

1 de ago. de 2008

TRE manda recolher jornais de bancas

Fico meio dividido, mas com certeza não muito tranqüilo, quando vejo matérias como esta, que chegou a mim por meio de newsletter do Comunique-se. O estar-se dividido tem a ver com o fato de estarmos em ano eleitoral e serem necessárias, por tabela, regras de conduta, e não apenas a quem tem concessão, caso das rádios e tevês, mas também em relação aos impressos. Mas, ainda assim, será que regramento tem a ver com cerceamento da informação? Sob outro ângulo, o que é mesmo, nos dias que se seguem, uma palavra "de baixo calão"?
Perdoem-me: sou jornalista e não comungo, por questões de ordem atávica, com o que vem dos lados do Judiciário pelo menos desde o século 17, ainda que me esforce para entender a convivência como necessária aqui e ali.
Um trecho da matéria: "O Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina determinou que todos os exemplares de uma edição do jornal semanal Impacto sejam recolhidos. A decisão é do juiz eleitoral Luiz Henrique Martins, que acatou pedido do prefeito de Florianópolis e candidato à reeleição, Dário Elias Berger.
O motivo do pedido foi a publicação de matéria que 'ataca a administração do representante e do atual governador, aliados políticos, numa clara e inequívoca demonstração de abuso e de verdadeiro crime eleitoral, usando palavras de baixo calão', conforme os autores da representação.
A ação se refere à manchete estampada na primeira página do jornal com o título de 'Companheiros da aliança estão cada vez mais atolados na m...!'. O veículo também publicou uma charge, com Dário Berger dizendo: 'Companheiro, nós dois vamos nos afogar na m...'. A matéria se refere a um relatório da CPI da Moeda Verde que 'não deixa dúvidas de que negócios contrários ao interesse público foram promovidos para facilitar determinados segmentos' (...) "

Leia o resto do texto aqui, na matéria assinada por Sérgio Matsuura

30 de jun. de 2008

Descampado

Cheguei ao Blog Descampado - Uma reportagem dos alunos de jornalismo investigativo da Unifersidade Federal de Pernambuco, por meio de um post no Blog do GJol, by Marcos Palácios, que transcrevo:
"Fruto da disciplina Jornalismo Investigativo, que a Profa. Adriana Santana conduziu neste semestre na UFPE, 28 estudantes, em sua maioria do 3º período, o Descampado é uma extensa reportagem, usando o Wordpress como plataforma de publicação. Pauta, apuração, entrevistas, imagens, redação, edição e checagem ficaram dos estudantes, que cumpriram a tarefa de 'radiografar' o campus da Universidade. Tenho usado o Wordpress de maneira semelhante, com ótimos resultados, até mesmo com estudantes de primeiro semestre da FACOM/UFBA. Aqui está um exemplo de trabalho feito por uma dupla de calouros, tendo como tema um bairro pouco conhecido da cidade. O Wordpress enquanto plataforma, pode não ser uma Brastemp, mas sempre é melhor que amaldiçoar a escuridão".
Temos usado, seja na Unisc ou na Univates, universidades que leciono aqui no Sul, não o Wordpress, mas o Blogger, o que ao final das contas pouco importa, mas sim o fato de serem ferramentas bem bacanas não apenas para dar mais cor às aula, mas ajudar a moçadinha a experimentar novos formatos quando o assunto é jornalismo. Leiam o Blog Descampado. Está muito bacana.

16 de abr. de 2008

Rei morto, rei posto

Rei morto, rei posto. Segundo matéria da Folha Online, a partir da Folha de São Paulo, o jornalista Carlos Eduardo Lins da Silva, 55, será o novo ombudsman da Folha. Ele passa a atender os leitores na próxima terça-feira, dia 22 de abril. Sua coluna dominical estréia no dia 27. Lins da Silva será o nono profissional a ocupar o cargo de ombudsman na Folha. O jornal foi o primeiro a adotar tal função no Brasil, em 1989. Antes dele, Caio Túlio Costa, Mario Vitor Santos, Junia Nogueira de Sá, Marcelo Leite, Renata Lo Prete, Bernardo Ajzenberg, Marcelo Beraba e Mário Magalhães atuaram como representantes dos leitores. Magalhães pediu demissão porque a direção da empresa pediu que ele não publicizasse mais a crítica interna. Esta, por sua vez, alega que isso foi feito porque "(...) a crítica interna vinha sendo utilizada pela concorrência e instrumentalizada por jornalistas ligados ao governo federal ". Veja aqui a matéria na íntegra.

10 de abr. de 2008

Impressos x on-line: mais do mesmo

Esta é de Luiz Weis, veiculada no Observatório de Imprensa.
Um trecho:
"Eric Alterman, o repórter de mídia da revista semanal New Yorker, escreveu um dos melhores artigos concebíveis sobre a disputa entre jornalismo impresso e jornalismo online nos Estados Unidos – e olhe que o que o assunto já rendeu não está escrito, como se diz. Na linha das matérias de fundo da revista, o artigo é grande em sentido literal também: tem 6.600 palavras, ou 10 telas em Times New Roman 12.
Chama-se “Out of print” (fora de circulação, ou esgotado), com o sub-título esperto “The death and life of the American newspaper” (a morte e a vida do jornal americano). Pode ser lido em
http://www.newyorker.com/reporting/2008/03/31/080331fa_fact_alterman. (...)".
Veja aqui o texto na íntegra.

Eu também quero ser indenizado

Deu no Comunique-se: o Ziraldo mereceu ter ganho R$ 1 milhão a título de indenização pelos anos, digamos assim, hard da ditadura. Trecho da matéria: "É assim que o jornalista responde às críticas quanto ao recebimento de indenização – são R$ 1 milhão – que tanto o jornalista quanto Sérgio de Magalhães Gomes Jaguaribe, o Jaguar, tem a receber do Ministério da Justiça pela anistia (perdão de crime político) durante a ditadura militar. O documento está no blog do jornalista Ricardo Noblat.
No abaixo-assinado a ser encaminhado ao ministro da Justiça, Tarso Genro, pede-se para reavaliar o valor, algo em torno de R$ 1 milhão a ser recebido em precatórios. O documento anônimo diz ainda: “(Ziraldo e Jaguar) transformaram em negócio o que pensávamos ter sido feito por dignidade pessoal e bravura cívica.”
“A ditadura não só não provocou danos terríveis a Ziraldo e Jaguar, como agora os enriquece e os torna milionários à custa de um país de miseráveis e doentes”, diz o texto.
Ziraldo pergunta se as pessoas que estão assinando este abaixo-assinado hoje colocaram a cara para bater na época da ditadura. O jornalista conta ter sido preso por três vezes. “Fui seqüestrado em casa na frente dos meus filhos.”
Diz ainda que os veículos Saci Pererê, com 150 mil exemplares, Cartum JS foram fechados. E que o jornal Pasquim recebera um atentado à bomba. "As ações da ditadura que sofreu justificam as indenizações", afirma Ziraldo. E conta mais: “Nenhum de nós contou o que aconteceu direito na ditadura porque na época os jornais eram todos de direita.”

5 de abr. de 2008

Ziraldo e Jaguar são os mais indenizados

Segundo Marcelo Tavela, do Comunique-se, Ziraldo e Jaguar receberão as maiores indenizações na Sessão Especial da Comissão da Anistia do Ministério da Justiça, promovida na sexta-feira (04/04) na Associação Brasileira de Imprensa (ABI), no Rio, que julgou o processo de 20 jornalistas.
Diz a matéria: "Jaguar receberá uma pensão mensal de 4.375,88 e um retroativo de R$ 1.027.383,29. Ziraldo terá direito ao mesmo valor, e retroativo de R$ 1.000.253,24. Ambos podem recorrer da decisão. Os dois, fundadores do Pasquim e colaboradores de diversos veículos da imprensa brasileira nos últimos 40 anos, foram indenizados por serem vítimas da opressão do Estado na ditadura militar. Jaguar não esteve presente. Já Ziraldo fez questão de abraçar o conselheiro Egmar José de Oliveira, e depois afirmou que recebe uma aposentadoria de R$ 1 mil.
Todos os 20 jornalistas foram anistiados. O valor da indenização é relativo ao cargo máximo que ocuparam durante o regime em equivalência com os salários atuais, de acordo com as tabelas da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj). Os valores retroativos contam a partir da entrada do requerimento na Comissão da Anistia, adicionada de uma “retroatividade qüinqüenal”, ou seja, incluindo os cinco anos anteriores na conta. Jaguar e Ziraldo receberam um valor acima dos demais por já terem processo encaminhado no Ministério do Trabalho.
Tarso Genro terá que autorizar as indenizaçõesOutros jornalistas de renome estão entre os anistiados. Reynaldo Jardim, ex-diretor de jornalismo da Rede Globo, ex-diretor do Jornal do Brasil e fundador do jornal O Sol, receberá também a pensão mensal de R$ 4.375,88 e retroativo de R$ 373.040,77. Rosa Gomes Malta receberá a indenização post morten de seu marido, Otávio Malta, editor-geral e colunista do Última Hora, no valor de R$ 360.134,42, além de pensão de R$ 4.375,88. Já Ricardo de Moraes Monteiro, ex-editor regional da Gazeta Mercantil e atual assessor especial de comunicação do Ministério do Planejamento, receberá a pensão de R$ 4.375,88 e indenização retroativa de R$ 590.014,59. Sinval Leão, diretor da Revista Imprensa, foi contemplado também com R$ 4.375,88 mensais e um retroativo de R$ 572.438,04. Cabe recurso a todos os processos. As indenizações serão pagas a partir de portaria assinada pelo ministro da Justiça e publicada no Diário Oficial".
Confira aqui os nomes dos demais contemplados.

12 de fev. de 2008

A bruxa está solta no Planalto Central

A bruxa está solta no Planaldo Central. Segundo notícia do Sindicato dos Jornalistas do Distrito Federal, que chega por meio da newsletter do site O Jornalista, o Jornal de Brasília demitiu na terça, 12, 43 jornalistas. Limpeza, telemarketing, comercial e infra-estrutura tambpem demitiram. Ainda de acordo com a matéria do site do sindicato, "foi solicitada uma reunião com o novo proprietário do jornal, Marco Antonio Lombardi, para discutir os desdobramentos da crise. A Diretoria do Sindicato dos Jornalistas protesta contra a medida que restringe ainda mais o nível de emprego no Distrito Federal e exige cumprimento da legislação e da Convenção Coletiva de Trabalho. A empresa se compromete a pagar as verbas rescisórias, mas o Sindicato informa que o Departamento Jurídico está à disposição de todos os que se sentirem prejudicados no acerto de contas". Leia o texto na íntegra.

28 de dez. de 2007

Band diz não para o Comando da Madrugada

Pegue esta do Comunique-se, a partir de matéria de Miriam Abreu: "Problemas de faturamento fizeram com que a direção da Band decidisse tirar do ar o programa semanal Comando da Madrugada. O apresentador Goulart de Andrade afirma que não está “ofendido, nem aborrecido, nem magoado” com a emissora, mas lamenta que hoje a televisão seja uma “vitrine de celebridades”, palavra que, aliás, ele detesta. O jornalista recebeu propostas e deve continuar no Grupo Bandeirantes.
Considerado o repórter com mais tempo de atividade em televisão, Goulart de Andrade comemora 52 anos no meio que, para ele, tem muitas definições, como "circuito antropológico". “Acho que esse modelo de correr atrás de patrocínio e ter comerciais de 30 segundos está falido”, analisa.
Ele confessou ao Comunique-se que sente falta de um perfil "mais comunicativo com a sociedade”, como na época em que trabalhou para a TV Rio, quando havia um “conteúdo a oferecer muitíssimo mais interessante”, embora a estética ficasse devendo. “Mas era algo mais romântico, não no sentido pejorativo da palavra”. “Somos responsáveis pela formação da opinião.”

18 de set. de 2007

Acusação de oligopólio em Santa Catarina

Chupei esta do site da Coletiva.net. Por pura preguiça, transcrevo na íntegra: "A Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão de Santa Catarina acusa o Grupo RBS de praticar oligopólio, por ter o controle de seis emissoras de TV no estado, enquanto a legislação limita esse número a duas. Os procuradores da República anunciaram que vão entrar com ação na Justiça Federal contra as empresas do grupo que, segundo eles, também não reservam um tempo mínimo para as produções locais na programação. O procurador Celso Três, da cidade de Tubarão, relata que a idéia surgiu após a empresa comprar o jornal A Notícia. O veículo era impresso há mais de um século e tinha circulação estadual. O procurador alega que, com a aquisição, a RBS passou a dominar ainda mais o mercado de jornais do estado, onde já atuava com o Diário Catarinense, Jornal de Santa Catarina e A Hora.
“O oligopólio é terrível, traz danos ao consumidor. Quando falamos em mídia, a situação é pior ainda, já que tratamos do princípio da pluralidade que está na Constituição”, disse a Coletiva.net. Na ação, os procuradores querem que a compra de A Notícia seja anulada, voltando ao antigo proprietário ou sendo vendida a terceiros. Os procuradores também pedem alterações no sistema de televisão da RBS: querem que o número de emissoras da empresa seja reduzido e que cedam 30% do espaço a programas estaduais, sendo 10% desses por região.
A expectativa é de que a ação seja enviada à Justiça ainda este mês. Apesar de uma ação contra o oligopólio da mídia ser algo novo no Judiciário, Celso Três se diz confiante: “Na verdade, o que acontece é que o Judiciário é pouco provocado por essa matéria. Ainda não encontrei nenhum precedente desse tipo de ação, o que já deveria ter acontecido. E isso é uma autocrítica ao próprio Ministério Público, que deveria ter provocado a questão”. Também assina a ação, entre outros, o procurador regional dos Direitos do Cidadão, Marcelo Motta, de Itajaí".

7 de set. de 2007

Mais uma vitória nos tribunais

Aos poucos vamos indo também em termos de reconhecimento profissional. Transcrevo matéria veoculada no site do Sindicato dos Jornalistas do Rio Grande do Sul, que chegou a mim por meio do Jorge Corrêa, amigo e membro da direção do sindicato:

"Para o reconhecimento da condição de jornalista, é necessário que o trabalhador comprove o preenchimento das formalidades legais que a profissão exige para seu desempenho: o prévio registro no órgão regional do Ministério do Trabalho e o diploma do curso superior de Jornalismo ou de Comunicação Social com habilitação em Jornalismo. Seguindo este entendimento, a Terceira Turma do Tribunal Superior do Trabalho rejeitou (não conheceu) recurso de revista de uma ex-empregada da produtora X-Virtual S/A que pedia reconhecimento de vínculo de emprego na condição de jornalista. O relator da matéria foi o ministro Carlos Alberto Reis de Paula.
A empregada foi admitida em abril de 2002 como jornalista, mas, segundo informou na inicial, não houve anotação na carteira de trabalho. Recebia os salários por meio de nota fiscal, embora, conforme alegou, não possuísse empresa constituída ou inscrição como autônoma: o pagamento era efetuado por meio de uma segunda empresa, procedimento adotado também em relação a outros empregados, que recebiam por empresas diversas. Em fevereiro de 2004, a produtora deixou de efetuar os pagamentos, alegando falta de condições financeiras.
Ainda conforme narrado na inicial, a empregada atuava como repórter e editora de alguns programas e, nessa condição, afirmou ser responsável pelo roteiro de programas de viagem veiculados na Net, operadora de TV a cabo, desde a redação até a edição final, passando pelas demais etapas da produção. Na reclamação, pediu o reconhecimento de vínculo, a aplicação de reajustes salariais referentes aos jornalistas, horas extras além da quinta diária (uma vez que a legislação prevê, para os jornalistas, jornada de cinco horas), indenização por danos morais pelo uso indevido de sua imagem em material promocional e rescisão indireta do contrato de trabalho.
A empresa, na contestação, afirmou que a jornalista era "mera prestadora de serviços". Quanto às diferenças salariais, alegou que a repórter "em nenhum momento juntou aos autos sua carteira profissional registrada no Ministério do Trabalho e exigida pela Federação Nacional dos Jornalistas para o exercício da profissão". O juiz da 51ª Vara do Trabalho de São Paulo converteu então o julgamento em diligência e concedeu prazo de 48h para que a trabalhadora juntasse aos autos cópia do diploma de curso superior e o comprovante do registro no Ministério do Trabalho. O que chegou aos autos, porém, foi o histórico escolar com a data de conclusão do curso e da colação de grau, junto com a informação de que, embora a repórter tivesse concluído o curso em 2002, a universidade, até então, não havia providenciado a emissão do diploma no MEC. Diante disso, a reclamação foi julgada improcedente, decisão mantida pelo TRT/SP.
No recurso de revista ao TST, a repórter alegou que o Decreto Lei nº 972/69, que regulamenta o exercício da função de jornalista, seria inconstitucional, pois cercearia a liberdade "de expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença".
O ministro Carlos Alberto, ao relatar o recurso, explicou os vários aspectos da legislação pertinente observando que, apesar das várias modificações introduzidas no Decreto-Lei nº 972/69, manteve-se a obrigatoriedade do prévio registro no Ministério do Trabalho e a necessidade do diploma. "Conforme o exposto no acórdão regional, não há como se reconhecer a condição de jornalista porque a reclamante não preenche nenhum dos requisitos para o exercício da profissão regulamentada", ressaltou. "O fato de a trabalhadora ter exercido funções compatíveis com a de jornalista profissional, por si só, não dá ensejo à procedência".
O relator destacou, ainda, que o princípio da primazia da realidade sobre a forma não tem aplicação porque, no caso, "a forma é imperativo da lei e, portanto, essência do ato". (RR 1150/2004-051-02-00.4)* Carmem Feijó, ASCS/TST"

8 de ago. de 2007

Meninos e meninas são diferentes II

A Gazeta do Sul publicou hoje mais uma matéria, assinada pelo Guilherme Mazuí, sobre a segunda edição do Unicom deste ano, desenvolvida sob minha orientação pela turma de Produção em Mídia Impressa da Unisc. Reproduzo um trecho: "O trabalho de um semestre exposto em oito páginas. Parece pouco. Nem tanto. Os alunos da disciplina de Produção em Mídia Impressa do último semestre do curso deJornalismo da Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc) ralaram para dar conteúdo com fôlego nestas oito páginas. Foi preciso pesquisar, entrevistar, revisar para mostrar que Meninos e Meninas São Diferentes. A manchete do último Unicom – jornal laboratório do curso de Jornalismo da Unisc – dá as caras da publicação. Polêmica, por sinal. Abordar as peculiaridades entre os sexos sempre causa discussão. Ciúmes, preferências, primeiros beijos, casamentos, jogos de sedução. A edição está recheada de temas quentes. E de curiosidades também. Você sabia que nas relações sexuais os homens agem como esquilos? Um estudo da Universidade de Louisville, nos EUA, diz que as fêmeas dos esquilos preferem machos recém-saídos de uma cópula. Aí a história de que homem comprometido é mais atraente ganha comprovação científica. Todas as matérias focam o lado humano dessas diferenças, com experiências de vida. O texto tem apoio literário, acompanhado de perto pelo professor Demétrio de Azeredo Soster, responsável pela publicação." Bem bacana. Leiam. Opinem.

7 de ago. de 2007

Versão digital de Zero Hora será atualizada

Interessante esta notícia do Coletiva: Zero Hora está contratando a roldo - são 30 jornalistas, informa a matéria - para atualizar a versão digital do jornal. Os tempos da transposição, nem tão distantes assim, estão ficando rapidamente para trás.

5 de ago. de 2007

Estamos em quinto no ranking dos blogueiros

Notícia quentinha: segundo o site Computerworld, o Brasil é muito blogueiro: estamos em quinto lugar no mundo. No planeta, são 170 milhões de usuários de blogs. Por estes lados, 5,9 milhões. A pesquisa foi realizada com 10 mil pessoas. Leia a dita.

4 de ago. de 2007

Meninos e meninas são diferentes

O segundo número do Unicom - o jornal-laboratório da Unisc, by Santa Cruz - continua dando o que falar. Confira a matéria veiculada à página 2 do Caderno Magazine na edição da Gazeta deste sábado sobre o assunto, intitulada "Recreio no câmpus":

"Esta foi o Guilherme “Sagu” Mazui quem soprou: “A turma de Produção em Mídia Impressa do último semestre da Unisc produziu mais um Unicom, o jornal experimental do curso de Comunicação Social da universidade. Reformulada, a publicação veio temática. E polêmica. Meninos e Meninas São Diferentes é a manchete da edição. O visual e o conteúdo chamam a atenção. Uma matéria afirma que as mulheres disfarçam os ciúmes melhor do que os homens, outra que elas preferem os caras mais velhos e por aí vai. Gostou? Então vá ao bloco 15 da Unisc e pegue o seu ali no Departamento de Comunicação Social. O Unicom é gratuito.” Na próxima quarta o Mix da Hora, do Gazeta Mix, dará maiores detalhes sobre essa publicação que tem ainda uma matéria sobre uma tal listinha que os garotos fizeram, num dos banheiros do campus, com os nomes das 10 meninas mais bonitas do curso. Tem gente – que não está na lista – que não gostou."

2 de ago. de 2007

A invenção da crise

Marilena Chauí, filósofa, desce a lenha, no site Conversa Afiada, na postura da mídia por ocasião do acidente da TAM. O que mais lhe impressionou foi "(...) a velocidade com que a mídia determinou as causas do acidente, apontou responsáveis e definiu soluções urgentes e drásticas!" Trata-se de um ponto de vista que causa desassossegos os mais diversos para nós, jornalistas, mas que deve ser respeitado, em primeiro lugar, por vir de uma intelectual do porte de Chauí, cujo currículo dispensa comentários. Mas também por se tratar de uma perspectiva alheia ao que é jornalístico-comunicacional em sua especificidade, se é que vocês me entendem. Por este ângulo, o que me parece se evidenciar neste comentário é o reconhecimento da midiatização como vetor de novas ambientações sociais, inclusive jornalísticas. Este é, aliás, o tema de minha tese, que está em construção. Leia a matéria de Marilena Chauí. Opine. Também aqui, entrevista feita pela moçada do portal da Agência Experimental de jornalismo da Unisinos sobre o assunto.

1 de ago. de 2007

Autoridades russas internam jornalista a força

Reproduzo trecho da matéria do Comunique-se, morrendo de medo que o Lula fique sabendo e resolva fazer o mesmo. Para tê-la por inteiro, entre aqui .

"A jornalista russa Larissa Arap, 48 anos, foi internada a força em um hospital psiquiátrico pela polícia após escrever uma reportagem com críticas ao tratamento de doentes mentais no país. Larissa também é ativista da Frente Cívica Unida (FCU), movimento liderado pelo ex-campeão mundial de xadrez Garry Kasparov, que acusa o presidente russo Vladimir Putin de “matar a democracia” da Rússia.
De acordo com Yelena Vasiliyeva, chefe regional da FCU, a internação foi um “ato de vingança” das autoridades russas. Ela informou à agência Reuters que Larissa foi obrigada pela polícia a entrar em uma ambulância no dia 05/07 que a levou para um hospital em Murmansk, região russa próxima à Finlândia. Ela tinha ido buscar um certificado em um posto de saúde para renovar sua carteira de habilitação quando um médico perguntou se ela era a autora do artigo e, em seguida, chamou a polícia.(...)"

31 de jul. de 2007

Norte-americanos preferem revistas on-line

Mais uma pesquisa, desta vez do Nielsen/ NetRatings, comparando índices de leituras de notícias entre analógicos e digitais, veiculada em matéria do IDG Now! Em média, 83% dos adultos norte-americanos que acessam sites de revistas do país lêem apenas o conteúdo on-line. Segue a matéria: "A avaliação envolveu as 23 revistas impressas - e seus respectivos sites - de maior circulação nos Estados Unidos. Quando consideradas individualmente, a leitura apenas da versão online das revistas fica entre 65% e 96%. A pesquisa mostrou que os homens são mais adeptos da leitura online, com 90% acessando apenas o conteúdo disponível na rede, enquanto no caso das mulheres, o total é de 83%. Houve pouca diferença de acordo com a faixa etária. Entre os adultos com idade entre 18 e 44 anos, 82% optam somente pela leitura na web, enquanto 85% dos leitores, com 45 anos de idade ou mais, preferem ler somente o conteúdo dos sites das publicações."

Leitores de jornais digitais lêem mais que os de impressos

Segundo pesquisa realizada pelo Instituto Poynter em quatro cidades norte-americanas e com uma amostra de 600 pessoas, cai por terra a idéia de que os leitores de jornais digitais não lêem por inteiro seus textos, enquanto que os de jornais impressos sim. Transcrevo abaixo a matéria do Comunique-se sobre o assunto.

"O instituto norte-americano Poynter avaliou 600 pessoas para estudar a forma como lemos matérias jornalísticas. O resultado aponta que leitores de veículos de web na verdade lêem mais textos até o final do que leitores de impressos, contrariando o senso comum de que os usuários de internet lêem mais superficialmente e com menos atenção do que os de impressos. O Poynter desenvolveu o eyetrack, um óculos acoplado com câmeras que acompanham o movimento dos olhos em relação ao que se está lendo. Cada pesquisado leu por cerca de 20 minutos e foi analisado em mais de 150 variáveis levantadas pelo Poynter, determinando o ritmo de sua leitura, elementos que mais lhe chamaram a atenção na página e o percurso percorrido por seus olhos, entre outros quesitos. A proposta do instituto é oferecer a jornalistas e editores um maior conhecimento sobre como se comportam seus leitores, aperfeiçoando assim a produção de conteúdo.
O resultado da pesquisa mostra que leitores online lêem em média 77% de todos os textos começados, contra 62% em jornais convencionais e 57% em tablóides. Ademais, cerca de dois terços dos leitores de Internet finalizam os textos uma vez que comecem a lê-lo.
Outra quebra de paradigma levantada pelo estudo diz respeito à forma do texto. Textos contendo as mesmas informações foram redigidos no formato tradicional do jornalismo, capitaneados pelo lide, e também com narrativas alternativas. O resultado mostra que não só o interesse por textos escritos de forma criativa é maior, mas que também a retenção das informações nele contidas superam a do texto tradicional.
FotojornalismoA atenção dos leitores de impressos é mais atraída para fotos e títulos grandes, sendo que elementos gráficos de maior tamanho chamaram drasticamente mais atenção do que os menores. De fato, grandes fotos são o elemento que mais chamam a atenção em um jornal impresso e as pequenas, como o rosto de colunistas, foram quase completamente ignoradas. Na web, os olhos dos pesquisados se voltaram mais para elementos gráficos pequenos, destinados a chamar a atenção e dar prosseguimento à navegação dos usuários.
Ainda sobre fotojornalismo, foi levantado que imagens não-encenadas de pessoas em movimento no mundo em que vivem receberam atenção muito maior do que fotos montadas em estúdio ou elementos gráficos construídos por computador. Além disso, foi reafirmada a superioridade de conquistar um leitor das fotos coloridas sobre as em preto e branco."

30 de jul. de 2007

Estudo europeu indica mais censura na internet

Esta é do Comunique-se. Caiu na minha caixa de mensagens há pouco. Sobrou até para o demente do Borat...

"A Organização para Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) apresentou uma pesquisa intitulada "Governing the Internet" (Governando a Internet, em inglês) que aponta para um aumento de mecanismos censores no meio digital. Mais de 20 países empregam leis e medidas para suprimir oposição política e dificultar o acesso digital.
A tendência está concentrada em países como Cazaquistão e Geórgia. “Medidas recentes contra a liberdade de expressão na internet, tomadas por diversos países, servem como um amargo lembrete da facilidade com que alguns regimes, tanto democracias quanto ditaduras, buscam suprimir as formas de expressão que eles desaprovam ou simplesmente temem”, afirma o relatório da OSCE, que possui 212 páginas.
As restrições estatais também chegam à China, Irã, Sudão e Belarus. “A expressão pessoal nunca foi mais fácil do que na web. Mas, ao mesmo tempo, estamos acompanhando a difusão da censura na rede”, explica o estudo.
Cazaquistão e BoratUm dos fatos pesquisados ocorreu em 2005, quando o Cazaquistão passou a ter o controle de todos os domínios “.kz”. Em seguida, um site do comediante britânico Sacha Baron Cohen foi considerado ofensivo e fechado. Cohen protagonizou o filme "Borat", um pseudodocumentário que satiriza o país.
O relatório indica que o Cazaquistão possui regras sobre o uso de internet que são imprecisas e politizadas para admitirem interpretações que permitam “uma mania de espionagem ao estilo soviético”, onde qualquer um ou qualquer organização pode ser classificada como ameaça e ser silenciada. Em relação ao estudo, Yermukhamet Yertysbayev, ministro da informação do Cazaquistão, afirmou que seu país visa cada vez mais a consolidar a democracia e expandir o uso da internet para que a mídia se torne "mais livre, contemporânea e independente".
A pesquisa não chegou a abordar casos recentes como o da Malásia e sua relação com blogueiros. Na semana passada, o governo Malaio
anunciou a criação de uma lei que tem como objetivo controlar o conteúdo divulgado em blogs."