16 de fev. de 2009

Relógio biológico

O que faço acordado desde às 6 horas na última segunda-feira de minhas férias? Pergunte a quem bolou o horário de verão.

12 de fev. de 2009

Pedro, Verônica e o sorvete

11 de fev. de 2009

O som do Pasquim

Para quem ainda não o fez, sugiro a leitura de O som do Pasquim (Desiderata, 2009), recém saído do prelo. Resumidamente, o que Tárik de Souza fez foi organizar algumas das entrevistas mais significativas com músicos publicadas pelo Pasquim. Dentre estas, destaco a de Waldik Soriano, pelo grau de animalidade da pessoa em questão; Raul Seixas, pelo nível de delírio do moço; e Chico Buarque de Holanda, pela chatice (a impressão que ficou é que Jaguar, Ziraldo e cia estavam mais afim mesmo era de puxar o saco do bonitão, que, por sinal, exigiu refazer a entrevista porque aquela que ele deu à época do Pasquim estava "defasada". Haja paciência. Li o livro para preparar a disciplina de Técnicas de Reportagem, que leciono na Unisc, mas o conteúdo também se aplica para quem quiser trabalhar entrevista, jornalismo especializado ou pura e simplesmente ter algo de interessante para ler neste finalzinho de férias.

9 de fev. de 2009

Não é bela a minha família?

Almoço em família, ontem, no restaurante do Parque da Gruta, em Santa Cruz do Sul. Ao meu lado, Verônica; a Fabi no canto direito e, ao pé da foto, Pedro. Come-se basicamente carne e saladas por lá. Muito de tudo.

8 de fev. de 2009

Que saco este meu pai!

O dia em que perdi meu primeiro bebê

Verônica, minha filha, está passando o mês de fevereiro de suas férias aqui em Santa Cruz, comigo, a Fabi e o Pedro. Outro dia, na tentativa de tirá-la um pouco da frente do computador (são muitos os afazeres, cês sabem: webnovelas, fakes, orkutes etc.), saímos para caminhar em uma trilha bem bacana do Parque da Gruta dos Índios, aqui perto. Três mil quatrocentos e quarenta e dois queixumes depois, chegamos finalmente no tablado que existe junto a uma pequena cachoeira no parque, onde usualmente alongamos os músculos para a volta. Consta que, no local, um casal estava, digamos assim, transando. De forma discreta, é bem verdade, mas transando. (Usem a imaginação, por favor...). Ao perceber a situação (olhos de jornalistas são complicados, cês sabem; vêem depois da curva), e sem querer cortar o barato de ninguém, pedi a Verônica que parasse e sugeri que fizéssemos o alongamento onde estávamos. Ela, o rosto preocupado, topou na hora.
Tentarei traduzir o diálogo que veio em seguida:
- Pai, tu viu o que eles estavam fazendo?
Me fiz de salame.
- Não. O que era?
- Pai, por favor! Eles estavam t-r-a-n-s-a-n-d-o!!!!!
- Pois, é... Mas tudo bem, né? - Tentei contemporizar. - Eles têm o direito de fazer o que quiserem, ainda que eu não ache o lugar e a hora dos mais adequados...
A moçoila, no alto de seus 13 para 14 anos, ficou quieta por alguns segundos, refletindo. Até sentenciar:
- É, vai ver que eles se excitam fazendo isso no meio do mato.
Não lembro a hora, o dia ou o local, mas o fato é que, em algum lugar do caminho, perdi meu primeiro bebê.

6 de fev. de 2009

Introdução às teorias da cibercultura

O fato de eu ter concluído meu doutorado, cês sabem, não significa que se encerrou o trabalho. Pelo contrário: a parte boa começa agora. Considero a titulação uma espécie de momento inicial de pesquisa, evidentemente mais avançado que o mestrado, porque em nível de doutorado, e desta vez livre de constrangimentos tais como prazos a serem cumpridos e pagamentos exorbitantes de mensalidades (estou entre os que pagaram - e caro, R$ 1,2 mil ao mês - seu curso, o que exigiu, entre outros, que eu trabalhasse em três empregos), para ficarmos em dois.
Neste sentido, acabo de ler o Introdução às teorias da Cibercultura, de Francisco Rüdiger (Sulina, 2004). A leitura está inserida em um projeto cujo conteúdo eu adiantarei assim que estiver mais formatado. Bueno, por hora posso dizer que se trata de um livro essencial para que quiser compreender um pouco mais o que significa cibercultura, em especial no que a compreensão têm de revisão bibliográfica. Digo essencial porque o autor consegue se desvincilhar dos determinismos e avançar no sentido de entender o fenômeno da cibercultura como de natureza cultural, portanto complexo. Penso que Rüdiger peca, no entanto, à medida que observa a cibercultura em si, ou seja, não propõe cruzamentos com teorias coevas a ela, ainda que o faça com as que lhe deram origem. Refiro-me à midiatização, por exemplo, ou a instauração de uma nova ambiência a partir de uma profunda imersão tecnológica da sociedade.
Em tempo: "A cibercultura, vale lembrar, não é uma coisa, uma emanação da máquina, nem a totalidade dos conteúdos agenciada pelos maquinismos informacionais de vanguarda. O entendimento esclarecido da coisa se encontra quando a vemos como uma realação entre nossa capacidade criadora e sua materialização tecnológica em operações e maquinismos. A cibercutura é o movimento histórico, a conexão dialética, entre o sujeito humano e suas expressões tecnológicas, através da qual transformamos o mundo, e, assim, nosso próprio modo de ser interior e em dada direção (cibernética)". (RÜDIGER, 2004, p. 71).

4 de fev. de 2009

Desventuras do bebê-aranha

Se eu (ainda) acreditasse em Deus, diria que ontem ele deu uma força ao Pedro. Ocorre que o moçoilo, no alto de seus seis meses, - e não obstante o mundaréu de travesseiros e cobertores que o cercavam sobre a cama -, conseguiu despencar de uma altura de uns 70, 80 centrímetros; talvez mais. Foi assim: eu e a Fabi estávamos no escritório quando ouvimos um barulho estranho no quarto. Como 1 + 1 geralmente redunda em 2, voamos para lá. Eis que encontramos o rapazinho de bruços sobre o travesseiro, no chão. Rindo. Tenho cá comigo que o moleque gostou da brincadeira. E sinceramente duvido que este evento tenha alguma relação com o fato de ele estar vestido de homem-aranha. Neste caso, bebê-aranha.

3 de fev. de 2009

E lá se foram três quilos...

Boas e más notícias: acabo de voltar da nutricionista, passados 15 dias desde a primeira consulta. Houve evoluções evidentes, a saber:
1 O peso passou de 102,89 para 99,81 quilos.
2 A cintura reduziu de 107 para 102 centímetros.
3 O quadril baixou de 107 para 104 centímetros.
Ou seja, estamos evoluindo. Esperava chegar a 95 quilos, mas a Viviane, minha nutri, disse que podemos chegar a 90 quilos sem problemas. Então tá. Esta é a boa notícia.
A notícia ruim é que a etapa de desintoxicação da reeducação alimentar, onde me encontro neste momento, segue por mais 15 dias. Assim, vocês vão me dar licença, mas preciso fazer meu chá de casca de noz pecã.

MBA em mídias digitais

De meu amigo Rogério Christofoletti, da Univali, por e-mail: "Gente, estão abertas as inscrições para o MBA em Mídias Digitais. O curso é de pós-graduação e deve começar em abril. Alunos e ex-alunos da Univali têm descontos especiais". O MBA possui uma comunidade do orkut. Entre por aqui.

2 de fev. de 2009

Seis revelações sobre mim

Esta brincadeira chegou a mim por meio de minha amiga Tattiana Teixeira, do Almanaque, e eu agora repasso. A idéia é tornar público seis revelações de cunho pessoal. Vamos lá:
1 No dia seguinte ao primeiro beijo, lá pelos 13, tive aftas. Por um bom tempo segui acreditando que a culpa foi da menina.
2 À época teria sido mais fácil fazer um camelo passar pelo buraco de uma agulha que eu aprender, ainda no colégio, que antes de P e B vai M e não N.
3 Descendente de italianos por parte de pai, já matei muitos passarinhos em minha infância e parte da adolescência. E os devorei com polenta. Uma delícia.
4 Adorava esmagar pintinhos quando era pequeno.
5 O primeiro filme que assisti na televisão foi Tarzan. A televisão, em PB, era uma Caravele.
6 Uma vez tomei um porre e enfiei o pé em um buraco. Segundo amigos que estavam comigo, passei o resto da noite gritando que havia perdido o pé.
Tendo de passar a outros blogueiros, faço-o à Fabiana Piccinin (De Esperanças); ao Guilherme Póvoas (Blog do Póvoas); e à Júlia Sizinando, (Resto de Toco).

31 de jan. de 2009

Sobre a máfia napolitana

Comecei a ler ontem Gomorra - A história real de um jornalista infiltrado na violenta máfia napolitana, de Roberto Saviano (Bertrand Brasil, 2006). Peguei o livro por se tratar de jornalismo, em primeiro lugar, mas também porque trata de jornalismo feito da Itália, que a gente pouco conhece por estes lados. Assim que tiver lido comento ele.

29 de jan. de 2009

De tudo o que eu gosto

Hoje é o décimo dia de minha dieta, e tudo o que comi - incluindo a fatia de melancia que não estava prevista no cardápio da nutricionista - cabe na palma de uma das mãos. A Fabi jura que está dando certo, eu não tenho tanta certeza. Também hoje quebrei a terceira (ou será a quarta?) garrafa térmica desde o ano passado, o que representa um prejuízo considerável; dei-me conta que preciso escrever pelo menos dois artigos nos próximos dias, preparar aulas, fazer o plano de vôo do livro que escreverei este ano, tocar alguns projetos, e, no meio disso tudo, ser pai e marido. Gosto disso tudo.

28 de jan. de 2009

Ontem eu não me comportei

Não vou seguir lhes chateando com meu calvário pessoal. Mas o fato é que ontem não me comportei: fomos jantar na casa de amigos. O resultado da "ingesta": uma porção de massa com camarão na entrada; um molho supimpa sobre tudo isso. Depois, saladas as mais diversas. Na verdade, uma monte de saladas. Na seqüência, congro. M-a-r-a-v-i-l-h-o-s-o. Comi dois pedaços. E uma taça de suco de uva. Como sobremesa, morangos orgânicos. Mandei ver uns sete, acho. Na volta, chá de boldo. Minha consciência pesa uma tonelada e ainda tenho um dia inteiro pela frente.

27 de jan. de 2009

Teoria e crítica do discurso noticioso em livro

Por e-mail recebo notícias de Portugal, dando conta de mais um título da Editora LabCom disponível em PDF. Diz o texto de João Carlos Correia, na língua vernácula: "A Editora LabCom tem a honra de apresentar mais um livro da sua colecção Estudos em Comunicação: Teoria e Crítica do Discurso Noticioso: Notas sobre Jornalismo e Representações Sociais, João Carlos Correia, 2009. Este livro ensaia a possibilidade de um diálogo entre conceitos sociofenomenólógicos e a Análise Crítica do Discurso, ambas aplicadas ao campo do texto jornalístico. Assim, inscreve-se na área dos estudos jornalísticos, mais particularmente da Teoria da Notícia. Destaque-se que "Teoria e Crítica do Discurso Jornalístico" é o resultado de um trabalho pós-doutoral efectuado na sua maioria na Universidad Pompeu
Fabra, em Barcelona, com a inspiração de Teun van Dijk e de Miquel Rodrigo
Alsina.O livro pode ser descarregado em: http://www.livroslabcom.ubi.pt" Abraço a todos.