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22 de jul. de 2010

EDUFBA disponibiliza on-line seu acervo

Via Blog do GJol, mais uma notícia dando conta de uma editora que abre acesso às suas publicações.

Desta vez é a Editora da Universidade Federal da Bahia (EDUFBA) que está disponibilizando on-line o seu acervo no Repositório Institucional da UFBA.

Segundo o post de Marcos Palácios, a transposição para a Web, em regime de livre acesso, está sendo gradual, mas já estão disponíveis mais de 100 livros em diversas áreas de conhecimento, dentre estas Ciências Sociais Aplicadas.

17 de jul. de 2010

60 livros sobre comunicação para dowload

Via twitter, by @palacios49, chega uma notícia auspiciosa: 60 livros em português sobre comunicação para download livre.

É o Projecto Livros LabCom.

23 de dez. de 2009

Livro discute comunicação e mobilidade

Repico, por relevante, post do Jornalismo Móvel, que por sua vez havia repicado do Carnet de Notes. Sobre o lançamento do livro "Comunicação e Mobilidade. Aspectos socioculturais das tecnologias móveis de comunicação no Brasil". (Salvador, 2009)

O livro é organizado por André Lemos e Fabio Josgrilberg, e traz textos de Eduardo Pellanda, Sérgio Amadeu, Gilson Schwartz, Fernando Firmino, Lucas Bambozzi, Lucia Santaella, Fernanda Bruno, além dos organizadores.

Assim que tiver lido, comento o texto. A editora é a EDUFBA.

Abaixo texto da orelha:

O livro Comunicação e Mobilidade - Aspectos Socioculturais das Tecnologias Móveis no Brasil, organizado por André Lemos (UFBA/CNPq) e por Fábio Josgrilberg (Metodista, SP), oferece ao leitor uma coleção de artigos que traçam um panorama completo e atual da comunicação móvel no Brasil. Os artigos abordam diversas temáticas relevantes para a compreensão complexa do fenômeno, como a relação das tecnologias móveis de comunicação com o corpo, a cidade, a vigilância, a arte, o jornalismo, as mídias locativas e a inclusão digital. Os artigos foram originalmente publicados em inglês na revista eletrônica canadense "Wi - Journal of Mobile Media" (http://wi.hexagram.ca), em julho de 2009, e é a primeira contribuição brasileira no campo a ter uma projeção internacional.

A obra está inserida no contexto atual da computação móvel e ubíqua, oferecendo ao leitor uma visão geral do impacto das redes sem fio e dos telefones celulares no Brasil. Escrito pelos mais importantes pesquisadores do tema na área das ciências sociais aplicadas no país, o livro faz uma radiografia das múltiplas apropriações dos dispositivos móveis mostrando a sua influência nas relações sociais, econômicas, políticas e culturais. Comunicação e Mobilidade é leitura obrigatória para pesquisadores, estudantes de graduação e interessados em compreender os rumos e as perspectivas das tecnologias de comunicação móvel e seus usos no Brasil.

17 de mai. de 2009

O culto ao amador

A Jorge Zahar acaba de lançar um livro muito interessante, O Culto ao Amador, de Andrew Kenn. A linha de apoio explica de saída do que estamos falando: "Como blogs, MySpace, YouTube e a pirataria digital estão destruindo nossa economia, cultura e valores". Uma leiura apressada sugere um libelo contra o atual momento evolutivo que nos encontramos, de profunda imersão tecnológica, onde as grandes metanarrativas, para ficarmos em uma, são implodidas em prol daquilo que o autor chama de o "culto ao amador". Ou seja, um tempo em que, graças à web principalmente, todos têm voz e razão, sem maiores aprofundamentos conceituais. E onde, paradoxalmente, somos engolidos por tsunamis de voz ao razão possibilitados pela web, ao ponto de não nos reconhecermos mais em termos de indivíduos criadores que somos. Isso em uma leitura mais linear, ainda que haja um eco de Baudrillard em cada uma das linhas de Kenn redige.

Se observarmos com mais atenção, no entanto, veremos que o livro representa, na verdade, um registro relevante desta nova ordem comunicacional, onde lugares secularmente instituidos - e aqui me refiro especificamente à mídia - passam a ser tão somente nós e conexões de um sistema mais amplo, o midiático, agora amalgamado em rede. Ocorre que esta condição, a de um sistema midiático-comunicacional autônomo em relação aos demais sistemas, interferindo e sendo interferido pelo ambiente em que se encontra, neste caso a sociedade, acaba por implodir as, digamos assim, noções de civilidade que construímos ao longo dos séculos. Quando isso ocorre, questões como autoria, identidade e valores perdem o sentido, caso sejam olhadas com os mesmos olhos que sempre olhamos, modernos.

Mais do que afirmar que isso é certo ou errado; se é catastrófico ou não, como sugere Keen, - e ele efetivamente acredita que é o final dos tempos -, penso que o fenômeno exige novas gramáticas de reconhecimento, ainda por serem criadas. Estamos falando, portanto, de midiatização, ou seja, de uma nova ambientação onde a mídia, mais que suporte, opera como uma espécie de reguladora da sociedade, com tudo o que isso possa significar, interferindo e sendo interferida por esta em suas operações. O texto de Keen ganha mais relevância à medida que o autor não é um corpo estranho à tecnologia, haja vista que, logo na saída, diz de onde veio: em 1990, fundou o Audiocafe.com, um dos primeiros sites a disponibilizar música digital. Faz parte, portanto, da moçada do Vale do Silício.

25 de fev. de 2009

Falcão: Mulheres e o Tráfico

MV Bill e Celso Athayde fizeram bonito com Falcão: Mulheres e o Tráfico (Objetiva, 2007). O tema geral ainda segue sendo o tráfico de drogas nas favelas do Brasil, a exemplo do que ocorreu com Falcão: Meninos do Tráfico, mas, como o nome sugere, o foco desta vez recai sobre as mulheres que, de uma forma ou de outra, estão ligadas à vida deste meninos. É muito parecido como a cobertura que Eliane Brum fez pela Época, não lembro quando, ao escrever sobre o sofrimento das mães dos pequenos traficantes de drogas, com uma diferença: o novo livro de MV Bill e Celso Athayde entrevista, também, prostitutas, mulheres que assumem o controle do tráfico porque seus maridos estão presos, e por aí em diante. O livro é de leitura rápida (li no carnaval), mas deixa cicatrizes profundas. Eu recomendo.

24 de fev. de 2009

Insular lança série Jornalismo a Rigor

Recebo, via SBPJor, o seguinte e-mail de Eduardo Meditsch, amigo, colega e professor da Federal de Santa Catarina, também diretor da Série Jornalismo a Rigor, da Editora Insular. Transcrevo na íntegra, por relevante:
“Se a teoria na prática é outra, então há algo errado na teoria.” Com esta constatação, feita há duas décadas, Adelmo Genro Filho nos desafiou a construir uma autêntica Teoria do Jornalismo. Mas, como na mesma época observou Nilson Lage, essa seria uma tarefa para mais de uma geração. A Série Jornalismo a Rigor é uma iniciativa da Editora Insular, em parceria com o Programa de Pós-Graduação em Jornalismo da UFSC, que vem se somar a este esforço coletivo que já tem história no campo. Objetiva publicar reflexões acadêmicas de alto nível que contribuam para elevar o senso crítico e a qualidade da prática do Jornalismo como atividade intelectual.
Com vocação multidisciplinar, a Série aponta, no entanto, para a construção de uma Teoria do Jornalismo de direito próprio, que responda às questões suscitadas de dentro desta importante prática cultural. Procura assim ajudar na superação do complexo de inferioridade de uma área que se deixou colonizar intelectualmente. Não deixa, com isso, de agregar as contribuições das áreas vizinhas, mas, como propunha Otto Groth, as situa sempre como “ciências auxiliares” da nova disciplina. Busca também enfrentar os muitos preconceitos contra o Jornalismo, gerados em setores acadêmicos e campos sociais outros, e tantas vezes internalizados de forma a-crítica pelas escolas de comunicação.
A Série Jornalismo a Rigor entende a Teoria como um percurso que necessariamente se distancia da prática, mas apenas para vê-la de um outro modo. Objetiva voltar a ela para transformá-la, e perde o sentido se ficar no meio do caminho: Paulo Freire advertia que o mero “balé dos conceitos” vira uma atividade supérflua que distrai a vida acadêmica e a afasta da realidade. Como nas Teses sobre Feuerbach, a práxis aqui é vista como fundamento autêntico e finalidade de toda a teoria. A práxis em que está focada a Série é a que ocorre no Jornalismo, produção social de conhecimento diferenciada, estratégica e imprescindível para a sociedade contemporânea. Que, por tudo isso, precisa sempre ser melhor pensada.

Abaixo, referências do primeiro livro da série Jornalismo a Rigor
JORNALISMO, FATOS E INTERESSES: Ensaios de teoria do jornalismo
de Wilson Gomes
Série Jornalismo a Rigor - Volume 1
Florianópolis, Posjor/UFSC-Insular, 2009
ISBN: 978-85-7474-422-3
R$21,00
Dizer que a objetividade no Jornalismo não existe vem se tornando uma afirmação tão simplória quanto a crença em contrário que pretende criticar. Ao nos determos com mais atenção sobre o os conceitos de fato, de verdade, de perspectiva e de interesse, nos damos conta da complexidade destas questões que são centrais para a Teoria do Jornalismo. É o que faz este conjunto de textos do professor de Wilson da Silva Gomes, titular da Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia. Aliando uma sólida formação filosófica com o bom senso de quem se debruça sobre o objeto de estudo sem preconceitos, este conjunto de ensaios avança em questões como os fundamentos morais da profissão, a ética jornalística e a opinião pública. São textos indispensáveis para quem procura superar as simplificações que tendem a povoar os imaginários profissional e acadêmico sobre o Jornalismo e a Mídia.
Pedidos podem ser feitos Pedidos por meio do email:
editora@insular.com.br ou pelo site www.insular.com.br

11 de fev. de 2009

O som do Pasquim

Para quem ainda não o fez, sugiro a leitura de O som do Pasquim (Desiderata, 2009), recém saído do prelo. Resumidamente, o que Tárik de Souza fez foi organizar algumas das entrevistas mais significativas com músicos publicadas pelo Pasquim. Dentre estas, destaco a de Waldik Soriano, pelo grau de animalidade da pessoa em questão; Raul Seixas, pelo nível de delírio do moço; e Chico Buarque de Holanda, pela chatice (a impressão que ficou é que Jaguar, Ziraldo e cia estavam mais afim mesmo era de puxar o saco do bonitão, que, por sinal, exigiu refazer a entrevista porque aquela que ele deu à época do Pasquim estava "defasada". Haja paciência. Li o livro para preparar a disciplina de Técnicas de Reportagem, que leciono na Unisc, mas o conteúdo também se aplica para quem quiser trabalhar entrevista, jornalismo especializado ou pura e simplesmente ter algo de interessante para ler neste finalzinho de férias.

6 de fev. de 2009

Introdução às teorias da cibercultura

O fato de eu ter concluído meu doutorado, cês sabem, não significa que se encerrou o trabalho. Pelo contrário: a parte boa começa agora. Considero a titulação uma espécie de momento inicial de pesquisa, evidentemente mais avançado que o mestrado, porque em nível de doutorado, e desta vez livre de constrangimentos tais como prazos a serem cumpridos e pagamentos exorbitantes de mensalidades (estou entre os que pagaram - e caro, R$ 1,2 mil ao mês - seu curso, o que exigiu, entre outros, que eu trabalhasse em três empregos), para ficarmos em dois.
Neste sentido, acabo de ler o Introdução às teorias da Cibercultura, de Francisco Rüdiger (Sulina, 2004). A leitura está inserida em um projeto cujo conteúdo eu adiantarei assim que estiver mais formatado. Bueno, por hora posso dizer que se trata de um livro essencial para que quiser compreender um pouco mais o que significa cibercultura, em especial no que a compreensão têm de revisão bibliográfica. Digo essencial porque o autor consegue se desvincilhar dos determinismos e avançar no sentido de entender o fenômeno da cibercultura como de natureza cultural, portanto complexo. Penso que Rüdiger peca, no entanto, à medida que observa a cibercultura em si, ou seja, não propõe cruzamentos com teorias coevas a ela, ainda que o faça com as que lhe deram origem. Refiro-me à midiatização, por exemplo, ou a instauração de uma nova ambiência a partir de uma profunda imersão tecnológica da sociedade.
Em tempo: "A cibercultura, vale lembrar, não é uma coisa, uma emanação da máquina, nem a totalidade dos conteúdos agenciada pelos maquinismos informacionais de vanguarda. O entendimento esclarecido da coisa se encontra quando a vemos como uma realação entre nossa capacidade criadora e sua materialização tecnológica em operações e maquinismos. A cibercutura é o movimento histórico, a conexão dialética, entre o sujeito humano e suas expressões tecnológicas, através da qual transformamos o mundo, e, assim, nosso próprio modo de ser interior e em dada direção (cibernética)". (RÜDIGER, 2004, p. 71).

31 de jan. de 2009

Sobre a máfia napolitana

Comecei a ler ontem Gomorra - A história real de um jornalista infiltrado na violenta máfia napolitana, de Roberto Saviano (Bertrand Brasil, 2006). Peguei o livro por se tratar de jornalismo, em primeiro lugar, mas também porque trata de jornalismo feito da Itália, que a gente pouco conhece por estes lados. Assim que tiver lido comento ele.

18 de jan. de 2009

O olho da rua de Eliane Brum

Esperei para comentar o novo livro de minha amiga Eliane Brum - O Olho da Rua (Globo, 2008) - depois que eu tivesse lido, o que ocorreu ontem à noite. Bueno, eis aí mais uma leitura indispensável quando o assunto é jornalismo. Grosso modo, o conteúdo - dez matérias, mais prefácio e apresentação - diz respeito aos textos que a moçoila escreveu na Revista Época, onde trabalha. Trata-se, portanto, de jornalismo de primeira qualidade, com tudo o que isso possa vir a significar. Mas não apenas. Após a transcrição de cada um dos textos, ilustrados com fotos de seus parceiros de trabalho, Eliane comenta as suas matérias. Para além da mera descrição de como tudo se deu. Isso faz com que o livro ganhe uma amplitude sem precedentes, porque honesto; real, permitindo ao leitor um nível de conhecimento que usualmente lhe é negado. Recomendo a todos a leitura. Custa uns R$ 42,00, mais ou menos.