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15 de set. de 2010

Pré-lançamento da Seacom na Unisc


O pré-lançamento da Semana Acadêmica da Comunicação (XV Seacom) da Unisc se realiza a partir das 8h30 de terça feira, dia 21 de setembro, com palestra da jornalista Bárbara Nickel, editora de redes sociais do Grupo RBS.

No auditório dos Mestrados, sala 5328.

Todos estão convidados.

25 de jul. de 2010

Quando pouco parece muito

O site do Instituto Humanitas Unisinos (IHU) informa, via twitter - @_ihu - uma interessante análise de Umair Haque, diretor do Havas Media Lab e fundador da Bubblegeneration, uma agência de consultoria para estratégia e inovação.

O artigo, traduzido por Moisés Sbardelotto, foi publicado em seu blog na página da revista Harvard Business Review, a 23 de março do corrente.

Refere-se à "inflação de relacionamentos", ou seja, quando "você tem muito mais relacionamentos – mas, na realidade, poucos, se é que há, são realmente valiosos. Assim como a inflação da moeda deprecia o dinheiro, a inflação social degrada os relacionamentos."

A hipótese que Umair Haque propõe é que, apesar de toda a empolgação em torno das mídias sociais, a Internet não está nos conectando tanto quanto nós pensamos que ela esteja.

"Ela é, em grande parte, o lar para conexões fracas e artificiais, o que eu chamo de relacionamentos tênues [thin relationships]."

Isso afeta, sob esta perspectiva, a confiança - cresce o número de relacionamentos, mas não sua qualidade -, a exclusão social, a noção de valor e assim sucessivamente.

Para quem já leu Andrew Keen, ou, antes dele, Jean Baudrillard, o ponto de vista não é dos mais originais, mas traz consigo uma questão de fundo aos meus olhos interessante.

Ou seja, a reconfiguração de um determinado modelo de sociedade por meio da realocação do papel que a tecnologia exerce nela quando deixa de se estabelecer como suporte à atividade humana e se posiciona como ambiente desta, sem a qual a vida social ficaria bem (mais) complicada.

Penso que Umair Haque não está equivocado em sua análise: o mundo está se fragmentando; os valores a partir dos quais nos estabelecemos socialmente servem cada vez menos neste cenário de tantas e tão rápidas mudanças em que nos encontramos.

O problema é que o horizonte que se avizinha exige novas gramáticas explicativas, sem as quais seguiremos eternamente presos ao passado, como se nada mais houvesse pela frente.

28 de ago. de 2009

Uns fakes são mais fakes que outros

Tenho dito, aqui e ali, sem pretensões totalizantes, que o uso reconfigura a forma, particularmente nas redes sociais. É o que ocorre, por exemplo, com o fenômeno fake, comum em locais como orkut, twitter, facebook, myspace etc.

No orkut, por exemplo, o fake é geralmente bem visto. Com uma condição: que seja absolutamente fake. Aprendi isso com Verônica, minha filha, que logo ali fará 14 anos.

Trata-se de uma brincadeira muito parecida com o que os escritores fazem com suas criações.

Em se tratando de fake no orkut, sai do jogo (na verdade, nem entra) quem for de verdade, ou parecer de verdade. Neste sentido, a rede social se transforma em suporte/dispositivo para uma nova rede que se estabelece, claro, a partir do orkut, mas que se reconfigura identitáriamente tendo como ponto de partida personagens de natureza ficcional. O usuário, neste caso, transforma-se em narrador, e o ambiente adquire nuanças de diegese.

No twitter, por sua vez, parece ocorrer exatamente o contrário.

Nele, as identidades fakes são vistas como intromissoras e tendem a ser deletadas e/ou denunciadas quando descobertas. Os fakes, aqui, podem ser tanto famosos quanto ilustres desconhecidos. Não importa: o perfil de uso do twitter parece não admitir este tipo de comportamento.

Tudo isso acaba por fazer com que o fenômeno fake seja alvo de ações mais pontuais na web 2.0, como bem aponta Alex Primo ao se referir, em post, ao Fakeland. Ou a preocupações específicas sobre a segurança nestes ambientes.

Não se trata de discutir a forma certa ou errada; o comportamento mais adequado, mas de observar que, em se tratando de redes sociais, a forma de uso reconfigura o perfil do dispositivo.

Compreender o que isso significa é o desafio que se apresenta.

5 de ago. de 2009

Twitter ultrapassa o Orkut

Leio no Coletiva.net notícia dando conta que o Twitter acaba de ultrapassar o Orkut em número de usuários. Segundo a matéria, a partir de dados divulgados pela empresa de estatísticas comScore, "(...) a rede de microblog possui 44,5 milhões cadastrados. O site de relacionamentos, segundo números do Google, conta com a participação de 35 milhões de pessoas".

Equivale a dizer que o Twitter está em 52º lugar na classificação dos maiores sites do planeta. A marca dos 44,5 milhões teria sido alcançada em julho, de acordo com a mesma fonte, depois de 7 milhões de novos usuários se associaram ao serviço.

Estatísticas à parte, olho com especial interesse o Twitter por pelo menos quatro motivos, para além daquilo que eu já havia dito em outro momento:

1 A moçada mais jovem - e Raquel Recuero está escrevendo sobre isso, segundo informa pelo próprio twitter (@raquelrecuero) - parece não ter se interessado muito pela novidade. Prefere o Orkut ou sua variação, o fake.

2 A forma como o twitter vem sendo utilizado está reconfigurando seu uso; o que, aliás, parece ser uma característica dos dispositivos 2.0, haja vista que com os blogs ocorre o mesmo, ainda que de forma mais lenta, digamos assim. Ou seja, o espaço de registro - What are you doing? - não raro toma feições de chat e abre espaço para conversações entre seus usuários.

3 Trata-se de um dispositivo que, por sua versatilidade, contribui de forma mais eficiente para o que eu chamo de amalgamento do sistema midiático-comunicacional. Ou seja, por meio do Twitter os jornais, revistas, rádios, televisões, sites e blogs estabelecem conexões com mais rapidez, contribuindo, desta forma, para a autonomização do referido sistema.

4 Ato contínuo, as operações do twitter parecem ser (é preciso checar isso melhor) hegemonicamente auto-referenciais. Ou seja, voltam-se para o interior do sistema em que se inserem, e não necessáriamente para o ambiente onde este se localiza.

Brinquedinho interessante este tal de Twitter.

Meu endereço, nele, é: @dsoster

24 de mai. de 2009

Rede sociais na internet

Recebo newsletter da Editora Sulina dando conta de um lançamento muito importante, o Redes Sociais na Internet (Sulina, 2009), de Raquel Recuero. Transcrevo trecho da newsletter: "O livro de Raquel Recuero trata de um fenômeno que toca milhares de usuários ao redor do mundo, as redes sociais na Internet. Se você tem um perfil no Orkut ou no Facebook, se lê ou produz um blog, se coloca pílulas de seu quotidiano no Twitter, se lança fotos no Flickr ou em Fotologs ou vídeos no YouTube, se acessa redes profissionais no LinkedIn ou participa de fóruns ou grupos de discussão, a leitura deste livro é imprescindível".

A ficha do livro
Preço de Capa: R$ 30,00
Nº de páginas: 191
ISBN: 978-85-205-0525-0

Raquel Recuero é jornalista, doutora em Comunicação e Informação (UFRGS) e professora do Programa de Pós-Graduação em Letras e da faculdade de Comunicação Social da Universidade Católica de Pelotas. É também pesquisadora vinculada ao CNPq, trabalhando com redes sociais na Internet desde 2002.

Por fim, vale lembrar que Raquel Recuero estará conosco no livro Metamorfoses Jornalísticas 2: a reconfiguração da forma, que eu e o amigo e colega Fernando Firmino da Silva estamos organizando e que pretendemos lançar no final do ano.