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3 de ago. de 2009

Chamada para Prêmio Adelmo Genro Filho


Repasso e-mail do amigo e colega Rogério Christofoletti, por relevante, relativo ao Prêmio Adelmo Genro Filho de Pesquisa em Jornalismo:

"Restam apenas sete dias para o final do prazo de inscrição para a quarta edição do Prêmio Adelmo Genro Filho de Pesquisa em Jornalismo. A premiação é concedida pela Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo (SBPJor) e é voltada a trabalhos que tenham sido elaborados durante o ano de 2008.

São três categorias: Iniciação Científica, Mestrado e Doutorado. Uma quarta categoria (Sênior) é atribuída a pesquisadores com reconhecida trajetória no campo do Jornalismo.

O regulamento e a ficha de inscrição estão disponíveis no site da SBPJor, e os trabalhos devem ser enviados para o email premiosbpjor@yahoo.com.br Entre as novidades deste ano está a composição das comissões avaliadoras por três membros, e a possibilidade de envio de trabalhos de iniciação científica em co-autoria.

Os resultados têm anúncio previsto para 6 de outubro. Os vencedores de cada categoria e seus respectivos orientadores recebem seus diplomas de mérito durante o 7º Encontro Nacional de Pesquisadores de Jornalismo, em novembro em São Paulo.

Mais informações: http://www.sbpjor.org.br/sbpjor/?page_id=421

Reforçando: inscrições no PAGF 2009 até 10 de agosto!!!"

12 de jun. de 2009

Gira mondo, gira

Recebi este texto de Flávio Gomes, colunista do IG, por e-mail. Sobre o que se faz com o jornalismo, com tudo o que isso possa significar. Leiam até o fim. Vale a pena.
Chama-se Gira Mondo, Gira.

SÃO PAULO (triste fim) - Trabalhei na “Folha de S.Paulo” de 1986 a 1994. Peguei os primeiros anos do “Projeto Folha”, um ambicioso plano de reforma do jornal e do fazer jornalismo, levado a cabo por um então jovem e impetuoso diretor de Redação, Otavio Frias Filho. Nossa turma era muito boa. Matinas Suzuki Jr., Leão Serva, Caio Túlio Costa, Marcelo Beraba, Carlos Eduardo Lins da Silva, Alon Feuerwerker, Mário Vitor Santos, Nilson Camargo, Edgard Alves, esquecerei muitos dos meus vários mestres do ofício, que me perdoem.

Cheguei muito novo, tinha 22 anos, e muito cedo assumi funções de chefia, num período histórico do país em que jornais tinham muita importância, bem mais do que hoje. Deixei amigos, dezenas deles, e se tem uma coisa de que me orgulho na profissão é de ter feito parte desse momento muito especial do jornalismo brasileiro.

Nesses anos todos, desde que saí do velho prédio da Barão de Limeira pela última vez, em maio de 1994, nunca deixei de ler a “Folha”. A relação de um leitor com seu jornal é muito especial, você gosta dele, se irrita às vezes, admira-o, odeia-o. Mas continua lendo. É hábito, o companheiro do café da manhã, o papel que te informa, por mais que a internet avance, sempre tenho a sensação de que jamais deixarei o jornal de lado, não me vejo passando requeijão na bolacha água-e-sal com um laptop na minha frente.

Hoje, porém, quando abri a porta de casa pontualmente às seis e meia da madrugada, tive pela primeira vez vontade de cancelar minha assinatura, mas teria de ser algo menos impessoal do que um telefonema para uma atendente que iria me dizer vamos estar verificando.

Tive vontade de ligar para meus tantos amigos que ainda labutam no palácio das pastilhas e perguntar, puta que pariu, o que vocês estão fazendo com meu jornal?

“Brasil está em recessão” foi a manchete da “Folha” hoje. Quatro palavras, em corpo grande, coisa rara, uma manchete tão curta e definitiva. A impressão que tive, sabendo como se faz um jornal, como se fecha uma Primeira Página, foi de que por muito pouco não colocaram um ponto de exclamação ao fim da sentença, algo que só não foi feito porque as regras do Manual de Redação são claras quanto a títulos, elas não permitem pontuação final, no máximo vírgulas e ponto-e-vírgulas na “Folha”, nem mesmo dois pontos.

Poderiam, também, colocar um “Ufa!” antes de “Brasil está em recessão”, mas o Manual, igualmente, não aceita. Porque a “Folha”, de alguns bons anos para cá, esqueceu todos seus princípios de jornalismo imparcial, apartidário, isento etc. Tudo que eu sempre aprendi ali, naquele prédio, e que serviu de base para minha conduta profissional.

Os exemplos são muitos, tantos que enumerá-los ficaria cansativo. A manchete de hoje é de um ridículo atroz, fala em “regra de identificação mais universalmente adotada” para concluir que o país entrou em recessão, “com dois trimestres consecutivos de queda do Produto Interno Bruto”.

Lá no meio do texto é que aparece a verdadeira notícia: ”Vistos mais de perto, os números mostram que a recessão, na sua definição mais vulgar, não chegou para todos, nem sequer para a maioria. Basta dizer que o setor de serviços, em que estão 60% do PIB, não caiu por dois trimestres consecutivos: teve expansão de 0,8% no primeiro trimestre, após a queda de 0,4% no final de 2008. Nesse grupo estão atividades do cotidiano que vão desde a escola dos filhos até os aluguéis, da oferta de saúde ao seguro do carro. É um setor que só costuma ver retrações quando há disparada do desemprego ou queda forte dos salários, até agora inexistentes. Pelo contrário: a massa salarial -que leva em conta o volume de emprego e os rendimentos- do primeiro trimestre ainda foi 5,2% maior que a de um ano antes. E o consumo das famílias, depois de encolher 1,8% na derrocada geral do final de 2008, subiu 0,7% na comparação com o trimestre anterior.”

Ou seja, a economia brasileira vai bem, resistiu à maior crise mundial desde 1929, a recessão da manchete é apenas uma ilação que se baseia numa “regra de identificação mais universalmente adotada”, embora ninguém saiba direito onde está escrita essa regra. A recessão da manchete é, na verdade, uma comemoração do jornal.

No começo deste mês, um texto assinado por Fernando Barros e Silva, editor de Brasil, que vem a ser filho daquele diretor do São Paulo Futebol Clube, atacou o governo federal por “pulverizar” a publicidade oficial comprando “mídia de segundo e terceiro escalões”, como se as verbas públicas devessem ser aplicadas exclusivamente na mídia de “primeiro escalão”, à qual a “Folha” deve achar que pertence. Uma das coisas mais ridículas que li na vida, não consigo entender como alguém é capaz de escrever tamanha sandice e ainda assinar o nome, e que mereceu uma ótima análise do jornalista Rodrigo Vianna, da TV Record, em seu blog (vale a pena a leitura, está aqui). Antes, poucas semanas atrás, houve o episódio do editorial chamando o regime militar brasileiro de “ditabranda”. Há algum tempo, também, o jornal abre espaço para um certo Luiz Felipe Pondé, articulista que destila suas idiotices semanalmente, acho, na contracapa da “Ilustrada”, que já teve Paulo Francis e Carlos Heitor Cony. Um reaça primário, filhotinho da TFP, uma coisa horrorosa.

São sinais que já deveriam ter-me feito cancelar a assinatura, mas como é o “meu” jornal, dei-lhe o befefício da dúvida, essas coisas devem estar passando sem ser lidas por alguém com o mínimo de discernimento, às vezes acontece. Mas não, não é isso que está acontecendo. A “Folha” se transformou num palanque medíocre, está rasgando sua história, acabando com sua credibilidade, jogando no lixo seu maior patrimônio.

E enquanto anuncia alegremente que o Brasil está em recessão em sua edição de hoje, fecha os olhos para as implicações políticas da greve na USP, isentando-se de apontar responsáveis e de criticar o governo estadual e sua polícia que joga bombas e baixa o cacete em estudantes, professores e funcionários como se fazia nos tempos do coronel Erasmo Dias, que lascou o sarrafo na comunidade acadêmica na reunião da SBPC na PUC em 1977, porque o governador é seu candidato à sucessão, sucessão que vem sendo tratada com inacreditável sutileza paquidérmica ao decretar, dia sim, dia não, que o terceiro mandato está descartado, que ninguém quer, que é um absurdo, que isso, que aquilo.

Dá pena ver o que fizeram da minha “Folha”. Mesmo assim, não vou estar cancelando minha assinatura. As alternativas para meu café da manhã não são grande coisa, infelizmente.

18 de jan. de 2009

O olho da rua de Eliane Brum

Esperei para comentar o novo livro de minha amiga Eliane Brum - O Olho da Rua (Globo, 2008) - depois que eu tivesse lido, o que ocorreu ontem à noite. Bueno, eis aí mais uma leitura indispensável quando o assunto é jornalismo. Grosso modo, o conteúdo - dez matérias, mais prefácio e apresentação - diz respeito aos textos que a moçoila escreveu na Revista Época, onde trabalha. Trata-se, portanto, de jornalismo de primeira qualidade, com tudo o que isso possa vir a significar. Mas não apenas. Após a transcrição de cada um dos textos, ilustrados com fotos de seus parceiros de trabalho, Eliane comenta as suas matérias. Para além da mera descrição de como tudo se deu. Isso faz com que o livro ganhe uma amplitude sem precedentes, porque honesto; real, permitindo ao leitor um nível de conhecimento que usualmente lhe é negado. Recomendo a todos a leitura. Custa uns R$ 42,00, mais ou menos.

15 de out. de 2008

Aguardo vocês na Feira do Livro, moçada


10 de out. de 2008

Site mapeia relações de poder da mídia

Recebo de meu amigo Sandro Kirst, by Univates, um e-mail pra lá de importante, dando conta da criação do site Donos da Mídia.
A idéia é adaptar, em um contexto de internet, projeto de Daniel Hertz a respeito dos laços de redes e grupos de comunicação do País, bem como suas relações de controle/poder e outras entradas mais.
Segue a newsletter: “Produzido pelo Instituto de Estudos e Pesquisas em Comunicação (Epcom), de Porto Alegre, entidade parceira do FNDC, Donos da Mídia, que está em fase de finalização, lista 7.275 veículos de comunicação, abrangendo rádios (inclusive as comunitárias), televisão aberta e por assinatura, revistas e jornais.Relaciona também as retransmissoras de televisão. No caso dos jornais, registra somente os de circulação diária ou semanal”.
Chama atenção, de saída, algumas ausências, caso do Grupo Editorial Sinos (Gruposinos), com sede em Novo Hamburgo, - composto por três jornais diários, internet, rádio, canal de tevê a cabo, revistas e jornais voltados ao setor coureiro-calçadista –, bem com dos grandes portais (Terra, UOL, IG). De qualquer sorte, dados mais que relevantes em se tratando de pesquisa em jornalismo.

Edição de imagens em jornalismo

A quem interessar possa: estaremos lançando, na condição de autores/organizadores - eu, Fabiana Piccinin e Ângela Felippi - na 54ª Feira do Livro de Porto Alegre, o livro Edição de imagens em jornalismo (Edunisc, 2008). A idéia, como o nome sugere, é discutirmos em um contexto de redação, sala de aula e pesquisa, o tema edição, desta vez em uma perspectiva imagética. O livro traz entradas para televisão, design de impressos (jornais e revistas), fotografia, infografia, telewebjornalismo, jornalismo móvel e assessoria de imprensa. De minha parte, falarei sobre telewebjornalismo. Dia 8, na 54ª Feira do Livro de Porto Alegre, às 15h30. Também faremos lançamentos no 6º Congresso da Sociedade Brasileira dos Pesquisadores de Jornalismo (SBPJor), que este ano ocorre de 19 a 21 de novembro, em São Bernardo do Campo, São Paulo, e, claro, em Santa Cruz, desta vez às 10h30 do dia 29 de novembro, na cafeteria/livraria Iluminura (Centro). A capa é de Rudinei Kopp, o prefácio de Sebastão Squirra e a apresentação de Fabiana Piccinin. Assim que o livro estiver pronto aviso.

3 de set. de 2008

Manual do foca

É com muita alegria que anuncio neste espaço a chegada de um livro pra lá de importante quando o assunto é jornalismo, dentro e fora da sala de aula, de autoria de minha amiga e colega Thaïs de Mendonça Jorge, o Manual do Foca: Guia de Sobrevivência para Jornalistas (Contexto, 2008).
Que diga o texto de apresentação: "Não é raro que o mesmo jornalista entreviste hoje um astro de rock, amanhã seja escalado para conversar com um político e no dia seguinte cobrir a coletiva de uma cientista renomada. E como conseguir boas matérias de personalidades tão diferentes? Como dominar tantas informações e torná-las inteligíveis ao leitor? Este livro mostra as técnicas do jornalismo, da pauta ao texto. Ao embasamento teórico, a professora da UnB Thaïs de Mendonça Jorge agrega a experiência adquirida em alguns dos principais meios de comunicação do país. Assim, "Manual do foca: guia de sobrevivência para jornalistas" explica conceitos como notícia, lide e pirâmide, sempre recheando de exemplos. Ainda trata, com especial atenção, da pauta, da reportagem, da apuração e da entrevista. Para quem ainda não está familiarizado com o jargão da área, o glossário certamente esclarece as principais dúvidas. Guia imperdível aos jornalistas, estejam eles nas redações ou nas salas de aula".