Escrevo para dizer que a noite de ontem, sábado, apesar da chuva (que prossegue neste domingo, diga-se) e da gripe midiático-viral, foi particularmente importante.
Ela foi importante, em primeiro lugar, porque, nela, foi realizada a solenidade de formatura 2009/1 dos cursos de jornalismo, publicidade e propaganda e produção em mídia audiovisual da
Unisc, onde também leciono. Solenidade este integrei na condição de paraninfo, honra que dividi com o professor Leonel Aires, e que foi bonita em muitos sentidos.
A noite de ontem também foi especial - e peço licença para falar particularmente do jornalismo - porque nela se graduaram alunos pelos quais tenho um carinho grande demais; que souberam compreender, ao longo de seus caminhos acadêmicos, a importância da formação universitária não apenas para o exercício da profissão, mas para a vida.
Alunos que, sobretudo, ensinaram-me muito.
Digo isso porque, ao longo dos anos que convivemos dentro e fora de sala de aula, pude perceber, no crescimento intelectual, técnico e humano de cada um deles, o campo do jornalismo se estabelecendo com vigor e propriedade já a partir da sala de aula por meio do empenho, vontade e entusiasmo dos que ontem se formaram.
E quando isso ocorre; quando há vontade criadora, o mundo torna-se melhor em todos os sentidos.
Refiro-me, nominalmente, aos agora jornalistas Gelson Santos Pereira, Roseane Bianca Ferreira, Leticia Mendes Pacheco, Sancler Ebert, Alyne Guimarães Motta; Guilherme Mazui; Marcia Muller; Daiane Balardin e Marisa Lorenzoni.
A todos vocês, mais que cumprimentos, deixo aqui meu muito obrigado.
Como disse, e como bem lembrou a Rose(ane) em seu discurso, entendo o ensino de jornalismo, em especial, como uma construção que se estabelece de forma horizontal. Ou seja, um lugar de fala onde alunos e professores são igualmente responsáveis pelo processo de aprendizado que se estabelece a partir da sala de aula, e que só pode dar certo se houver comprometimento de todas as partes nele envolvidas.
Dito isso, agradeço uma vez mais e lhes desejo muita força neste mercado de trabalho nem sempre justo, nem sempre fácil; por vezes cruel; mas, sobretudo, fértil para os que, como naquela velha canção, percebem que "quem sabe faz a hora, não espera acontecer".
Um grande abraço a todos. Saibam que eu sinto saudades de vocês desde já.