9 de set. de 2010

Cibercultura, de Pierre Lévy: acesso livre

Cibercultura - Pierre Levy

7 de set. de 2010

UEPG sedia encontro de pesquisa

Repassando release/convite encaminhado pelo amigo e colega Sérgio Gadini, presidente do Fórum Nacional dos Professores de Jornalismo (FNPJ).


Um espaço para apresentação de trabalhos, estudos e pesquisas em andamento nas instituições de ensino superior do Estado. Esta é a proposta do VIII Encontro Paranaense de Pesquisa em Jornalismo, organizado pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), que acontece entre os dias 20 e 22 de outubro de 2010, no Pequeno Auditório do Campus Central da Universidade, em Ponta Grossa/PR.

O evento abre a possibilidade, sem qualquer taxa de inscrição, para apresentação de trabalhos - nas modalidades de artigo, projeto, trabalhos de iniciação científica e/ou extensão. Propostas de resumos podem ser enviadas, à coordenação do Encontro, até o dia 17 de setembro/10. Podem se inscrever professores, estudantes de gradução e pós-graduação e profissionais graduados que atuam em algum campo da área de Comunicação. "Além de fortalecer um espaço de debate, o evento incentiva a realização de pesquisas no Estado do Paraná", explica o professor Emerson Cervi, coordenador do VIII Encontro.

"Com 25 cursos universitários de Jornalismo em funcionamento no Estado, temos o desafio de traçar um perfil do que está sendo realizado nas pesquisas nas instituições paranaenses", explica Karina Woitowicz, chefe do Departamento de Comunicação UEPG, e uma das responsáveis pela criação do projeto do evento, lançado em outubro de 2003. As inscrições são gratuítas e os resumos devem ser enviados ao e-mail agenciadejornalismo@uepg.br, até dia 17/09/10.

Datas:

Encerra prazo para envio de resumos: 17/9. Podem ser encaminhado por meio do agenciadejornalismo@uepg.br_

Divulgação de resumos selecionados: 25/9

Fim do prazo para envio de trabalhos completos: 12/10

Modalidades:

Pesquisa em Comunicação: Projetos de iniciação científica, concluídos ou em desenvolvimento; monografias e outras pesquisas de caráter acadêmico-científico em andamento ou concluídas.

Projeto Jornalístico: Propostas de projetos em Comunicação ou produtos jornalísticos elaborados em di fer entes meios (impresso, sonoro, audiovisual, on-line, entre outros), resultados de projetos de extensão.

Tema para Debate: Textos e ensaios temáticos relacionados à comunicação, com reflexões teóricas e percepções críticas e analíticas em torno do assunto proposto.
Formatação dos trabalhos: Corpo: Arial, tamanho 11, Entrelinha: 1,5.

Normas:

Resumo: Indicação da Modalidade; Título: até 100 toques; Autor(es)/Instituição/e-mail; Texto: até 750 toques; Palavras-chave: até 5 palavras-chave;

Texto: Indicação da Modalidade; Título: até 100 toques; Autor(es)/Instituição/e-mail; Resumo: até 750 toques; Palavras-chave: até 5 palavras-chave; Texto: até 15 páginas, incluindo referências bibliográficas.

Obs.: os textos devem seguir as normas de formatação de citação direta, indireta e de referências segundo a ABNT/Manual de Normas da UEPG.

Programação:
20/10 – Quarta-feira
14h – Abertura
15h às 19h – Mesas temáticas

21/10 – Quinta-feira
14h às 21h - Mesas temáticas

22/10 – Sexta-feira
14h às 20h - Mesas temáticas
20h - encerramento

Outras Informações:
E-mail: agenciadejornalismo@uepg.br
Fone: (42) 3220 3389 e/ou 3220 3361
http://agenciauepg.blogspot.com

Um intercom particularmente produtivo

A Intercom deste ano, encerrada ontem, em Caxias do Sul, foi proveitosa em muitos sentidos.

A começar pelo fato que um encontro dessa magnetude representar uma excelente oportunidade de encontrarmos os amigos e colegas, além de realizarmos as costuras necessárias aos projetos/planos que estão por vir (falarei disso à medida que as proposições estiverem consolidadas).


Mas também para dar ampliar as discussões em andamento.

É o que ocorreu, por exemplo, ontem (segunda, 6), seja na mesa que coordenei pela manhã (Ensino e aprendizado dos gêneros jornalísticos), ou por meio das mesas que integrei, à tarde, como expositor (Do jornalismo diversional ao humanizado: múltiplas perspectivas, coordenada por José Marques de Melo, no GT Gêneros Jornalísticos) ou coordenador (Metamorfoses jornalísticas).

As discussões pela manhã foram muito interessantes, e chamaram atenção principalmente para a relevância de pensarmos a questões dos gêneros jornalísticos em uma perspectiva didática, de sala de aula.

Às 14 horas, expus o paper "Jornalismo diversional e jornalismo interpretativo: diferenças que estabelecem diferenças". Trata-se da primeira produção do grupo de pesquisa coordenado por mim e pela professora Fabiana Piccinin na Unisc, e integrado pelos alunos-pesquisadores Vanessa Kannenberg, Pedro Garcia e Joel Haas.

O trabalho observa a emergência dos gêneros diversional e interpretativo em um determinário cenário da sociedade como forma de fortalecimento da identidade dos dispositivos jornalísticos.

Acesse o texto em PDF por aqui.

Quanto à mesa que coordenei  - metamorfoses jornalísticas, às 16 horas - estivemos eu, Carlos d'Andréa e Fernando Firmino - discutindo por quase duas horas os novos cenários jornalísticos-comunicacionais, mais especificamente o wikijornalismo, o jornalismo móvel e o jornalismo midiatizado, e suas complexificações.

O registro abaixo foi feito por @herdeirodocaos.


E, falando em Metamorfoses Jornalísticas, lançamos na Intercom, sábado à noite (5), Fernando Firmino e eu, o livro Metamorfoses Jornalísticas 2: a Reconfiguração da Forma (Edunisc, 2009).

A foto, acho que do Firmino, dá uma dimensão de quão bacana foi o evento.


Ou seja, um Intercom particularmente produtivo.

1 de set. de 2010

Mesa da Rede JorTec no 8º SBPJor

Acabo de saber, por meio de Walter Teixeira Lima Junior, que a Comunicação Coordenada "V Mesa Coordenada da Rede JorTec – Jornalismo e as Tecnologias Digitais Conectadas" foi aprovada para ser apresentada no VIII Encontro Nacional de Pesquisadores em Jornalismo, reunindo os trabalhos abaixo descritos:

Trabalho 1: Considerações sobre a relevância da informação jornalística nos sistemas computacionais conectados em rede
Autor: Walter Teixeira Lima Junior

Trabalho 2: O processo de produção ciberjornalístico para as teorias do jornalismo
Autor: Carla Schwingel

Trabalho 3: Formatos de linguagem no webjornalismo convergente: a fotorreportagem revisitada
Autor: Raquel Ritter Longhi

Trabalho 4: Webjornais laboratoriais nos cursos de Jornalismo
Autor: Carlos Alberto Zanotti e Carolina Ferreira Medeiro

Trabalho 5: Ensino de jornalismo-laboratório em uma perspectiva convergente
Autor: Demétrio de Azeredo Soster

O encontro, promovido pela SBPJor (Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo) e realizado pela UFM (Universidade Federal do Maranhão), ocorrerá em São Luís de 8 a 10 de novembro de 2010.

31 de ago. de 2010

Última edição impressa do JB

Notícias dão conta que a partir de amanhã o Jornal do Brasil impresso deixará de existir; que será veiculado apenas em sua versão digital.

Depois de 119 anos.


Deixando para trás as saídas cansativamente fáceis, tipo "o caminho é esse"; "o impresso está acabando", perde-se com isso um dos principais ícones da cultura jornalística brasileira.

A meus olhos, porque perdeu o que tinha de mais precioso: a capacidade de se reiventar.

E isso, sabemos, é fatal em jornalismo.

Roteiro de atividades na Intercom

No sábado à tarde será a hora de pegar a estrada novamente, desta vez para o Intercom de Caxias do Sul, que se realiza de 2 a 6 de setembro.

Abaixo, o roteiro de minha participação no evento:

DIA 5 DE SETEMBRO, DOMINGO

Manhã
9 - 10h40
Avaliação de trabalhos do Prêmio Expocom

Tarde
18 horas
Lançamento do Livro Metamorfoses Jornalísticas 2: a Reconfiguração da Forma (Edunisc, 2009); participamos eu e Fernando Firmino da Silva, organizadores, mais os co-autores que estiverem presentes.

DIA 6 DE SETEMBRO, SEGUNDA-FEIRA

Manhã
9 às 12 horas
Mesa 5 - Ensino e aprendizado dos gêneros jornalísticos
Coordenação: Demétrio de Azeredo Soster

Tarde
14 às 16 horas
Grupos de Pesquisa
DT 1 - Jornalismo (Gêneros jornalísticos)
Mesa 6 – Do jornalismo diversional ao jornalismo humanizado: múltiplas perspectivas
Apresentação do paper "Jornalismo diversional e jornalismo interpretativo: diferenças que estabelecem diferenças"
Coordenação: José Marques de Melo

16 às 18 horas:
Libercom
MR 16 - Metamorfoses jornalísticas
Mediador: Demétrio de Azeredo Soster (UNISC)
Participantes: Carlos d'Andréa (UFV), Fabiana Piccinin (UNISC), Fernando Firmino da Silva (UEPB/UFBA), Nelia Del Bianco (UNB)

Você acessa a programação completa por aqui.

27 de ago. de 2010

Sobre o Seminário de Ensino

Valeu a pena ter dirigido 1,2 mil quilômetros (ida e volta, a partir de Santa Cruz do Sul) para participar do I Seminário Nacional de Ensino do Jornalismo, encerrado ontem, em Florianópolis, pelos motivos que seguem:

1 a iniciativa, da Rede Procrad/Capes, representa um importante passo no sentido de qualificar o ensino do jornalismo no Brasil; e soma-se, desde já, aos esforços que entidades como o Fórum Nacional dos Professores de Jornalismo (FNPJ) realizam desde há muito nesse sentido;


2 o vigor dos 11 trabalhos apresentados, e a representatividade nesta primeira edição do seminário, que contou com participantes do Bahia, Mato Grosso do Sul, Paraná, São Paulo, Rio Grande do Sul e Tocantins, sugerem que muitas outras virão,  já a partir da segunda: decisão neste sentido foi acertada ao final do encontro.

3 Mais que demonstrar o estado da arte do ensino de jornalismo na era da convergência tecnológica, tema do seminário, aproximou ações (de ensino e pesquisa, principalmente) que, são, ao seu final, comuns entre si, mas que usualmente não dialogam.

4 Decorrência do item anterior, foi bem aceita a proposta de incentivarmos (mais) nossos alunos,  por meio das atividades que realizam em sala de aula, a trocar experiências com estudantes de outras instituições, como forma de emprestar mais amplitude à construção do conhecimento de ambos.

5 Pude apresentar, no seminário, a experiência que realizamos, na Unisc com o jornal-laboratório Unicom e com o Blog do Unicom, unindo, em uma mesma perspectiva de ensino/aprendizado, plataformas analógicas e digitais, potencializando uma e outra por este viés.

 Acesse o texto por aqui.

O lado ruim da viagem foi um espelho de meu carro quebrado por um desavisado que abriu a porta de uma caminhonete sem olhar para trás, seguido de uma discussão tão cansativa quanto infrutífera sobre o custo do conserto.

Mas imagens como essa aí debaixo, que presenciei logo cedo, na Lagoa da Conceição, onde me hospedei, tornam incidentes como estes irrelevantes, desimportantes.

25 de ago. de 2010

Seminário de Ensino se inicia amanhã

Transcrevo e-mail recebido esta semana, de Elias Machado, sobre a programação do I Seminário Nacional de Ensino de Jornalismo, que se inicia amanhã, em Florianópolis. O seminário é promovido pela Rede Procad/CAPES e o tema é "Ensino de jornalismo na Era da Convergência Tecnológica".

A abertura do seminário ocorre às 8 horas na sala de eventos do Hotel Quinta da Bica d'Água, na Rua Capitão Romualdo de Barros, 641, Carvoeira. Nesta primeira edição participam pesquisadores de sete estados, três a mais que os membros da Rede PROCAD (Bahia, Paraná, Mato Grosso do Sul, Paraná, São Paulo, Rio Grande do Sul e Tocantins.

Todos os 11 trabalhos selecionados serão apresentados pela manhã e pela tarde do dia 26. Cada pesquisador terá 20 minutos para apresentar seu trabalho e após cada bloco de três trabalhos haverá 30 minutos para debates.

No final da tarde do dia 26, das 17 às 18 horas, será feita uma avaliação do evento e se discutirá a possibilidade de realização do II Seminário em 2011. Na sexta-feira pela manhã está agendada a reunião dos membros das equipes PROCAD para organizar as atividades do segundo semestre de 2010.

Além dos participantes com trabalhos inscritos confirmaram presença como ouvintes colegas do Amazonas, Minas Gerais, São Paulo e Santa Catarina.

Mais informações sobre o seminário e a Rede PROCAD/CAPES O Ensino de Jornalismo na Era da Convergência Tecnológica em: http://www.procadjor.cce.ufsc.br

PROGRAMA

DIA 26/08/2010
8:00 - Abertura

8:30 às 8:50 – Ensino de Jornalismo em Brasil e Portugal – Gilson
Porto (UNITINS/UFBA)

8:50 às 9:10 – Ensino de Jornalismo Digital: prático ou teórico –
Alvaro Laranjeira, Claudia Quadros e Kati Caetano – (UTP)

9:10 às 9:30 – Três metodologia s ancoradas na prática convencional –
O ensino de Jornalismo digital nos cursos da Grande Florianópolis –
Elias Machado, Gian Kojikovski, Juliana Teixeira, Leonardo Silva e
Tattiana Teixeira (UFSC)

10:00 às 10:30 – Intervalo para café

10:30 às 10:50 – O ensino de jornalismo nos tempos da convergência
digital – Diretrizes para ação – Alice Mitika Koshiama (USP)

10:50 às 11:10 – O ensino de ciberjornalismo: estudo comparativo nos
cursos de Jornalismo do Rio Grande do Norte e Mato Grosso do Sul –
Gerson Martins (UFMS)

11: 10 às 11:30 – O Desafio do ensino de telejornalismo em duas
regiões do interior do Rio Grande do Sul, Cárlida Emerim ( UNIPAMPA)

11:30 às 12:00 - Discussão dos trabalhos apresentados

12:00 às 14 h – Intervalo para almoço

TARDE
14:00 às 14:20 – Jornalismo amoroso. Quem quer (a)provar? Reflexões
sobre a aplicação de práticas pedagógicas amorosas na formação e no
cotidiano do jornalista – Maria Luiza Cardinale Baptista (UNISINOS)

14:20 às 14:40 – Um dispositivo analítico para o ensino de jornalismo:
uma abordagem das condições de produção do texto de jornalismo
científico – Ricardo Henrique Almeida Dias e Maria José P.M. de
Almeida (UNICAMP)

14:40 às 15:10 – Ensino de Jornalismo e novas tecnologias – a
experiência da UFPR – Toni Scharlau (UFPR)

15:10 às 15:40 – Discussão dos trabalhos

15:40 às 16:10 – Intervalo para Café

16:10 às 16:20 - Uso de Plataformas analógicas e digitais na prática
de jornalismo-laboratório – Demétrio Soster (UNISC)

16:20 às 16:40 – Digitalização e convergência na produção laboratorial
no curso de Jornalismo
Luciana Gomes Ferreira (PPGCOM/UFBA)

16:40 às 17:00 – Discussão do Trabalhos

17:00 às 18:00 – Avaliação dos trabalhos e propostas de cooperação

DIA 27 /08/2010
MANHÃ
9:00 às 12:00 - REUNIÃO DAS EQUIPES PROCAD

TARDE
Livre

24 de ago. de 2010

FNPJ mobiliza professores de jornalismo

Sérgio Luiz Gadini, presidente do FNPJ, encaminhou hoje aos professores de jornalismo de todo o Brasil Carta Aberta solicitando mobilização nas vésperas da votação da PEC do Diploma, que deve ocorrer agora em setembro.

"Colega Docente em Jornalismo!

Ao longo dos últimos meses, representantes das entidades da área (profissionais, docentes e estudantes) realizaram inúmeras atividades para manter em pauta a necessidade de regulamentar a obrigatoriedade da formação universitária para o exercício do Jornalismo.

Neste momento, a proposta de emenda constitucional (PEC) que prevê a obrigatoriedade de formação acadêmica tramita no Senado Federal e deve entrar em pauta na primeira semana de setembro/10, quando o Congresso realiza "esforço concentrado" para garantir quórum.

Continuar a luta é de fundamental importância. Outros setores da sociedade demonstraram, como nunca antes ocorrera, compreensão e solidariedade à nossa causa. Políticos de todos os partidos têm reconhecido a legitimidade de nossas reivindicações. Conseguimos reverter o quadro criado pelo STF. Neste momento, há um ambiente bem mais favorável, mas não definido. Encontramo-nos na reta final de um grande esforço. Mais do que nunca, é hora de mobilização.

Solicitamos, assim, que cada colega docente entre em contato com os senadores e deputados de seu Estado, destacando a importância e a necessidade de garantirem presença neste momento histórico para o Jornalismo Brasileiro, bem como cobrando atenção a esta proposta que assegura o fortalecimento da área. Alguns poucos minutos - para um contato por telefone, e-mail ou msg em twitter e outras redes - podem fazer a diferença em tempos de campanha eleitoral, em que a frequência no Congresso Nacional costuma ser baixa. Convide os colegas professores e estudantes para fazer a mesma intervenção.

Formação Universitária em Jornalismo é uma proposta de todos que atuam na área (jornalistas, estudantes e professores) e da sociedade brasileira! Faça sua parte!

att, P/ Diretoria do Fórum Nacional de Professores de Jornalismo"

20 de ago. de 2010

Seminário discute Jornalismo e Literatura

Fabiana Piccinin e eu estamos oferecendo, por meio do Programa de Pós-Graduação Mestrado em Letras da Unisc, o Seminário Avançado Narrativas Midiáticas Contemporâneas

A idéia é discutir as relações e tensionamentos entre a Narrativa Literária e o Jornalismo.

O Seminário, que se inicia no 2 dois de outubro e cujas inscrições já estão abertas, vai ocorrer aos sábados pela manhã.

As discussões propostas na disciplina observam como o jornalismo se utiliza dos recursos literários para compor as narrativas e os limites da ficção e não-ficção

O programa do Seminário está dividido em três módulos.

Nas narrativas em jornalismo impresso serão estudados os livros-reportagem, as biografias de natureza jornalística e a emergência dos gêneros interpretativo e diversional.

Nas narrativas imagéticas, a análise será feita nas produções audiovisuais por meio do estudo de filmes/documentários, abrindo a discussão para os limites da ficção e não ficção na estética realista.

Nas narrativas convergentes, por fim, o foco será as produções midiáticas que se estabelecem por meio da web, com suas complexificações.

Grupos de pesquisa

O seminário é resultado dos estudos empreendidos em dois grupos de pesquisa: o projeto Processos Hermenêuticos e Narrativas Contemporâneas coordenado pela professora Eunice Piazza Gai e o projeto A narrativa jornalística em sua intersecção com a literatura coordenado pelos professores Fabiana e Demétrio.

Além dos alunos do próprio Mestrado, também podem se inscrever no Seminário interessados em cursar a disciplina na modalidade Aluno Especial, para aproveitar os créditos quando passarem a Alunos Regulares, após o processo de seleção. Os alunos da graduação podem cursar a disciplina como extensão, aproveitando os créditos para o núcleo flexível de seus cursos.

As inscrições podem ser feitas na Secretaria de Pós-Graduação da Unisc no bloco 1. E mais informações podem ser obtidas pelo fone 3717-7322 ou pelo site http://www.unisc.br/cursos/pos_graduacao/mestrado/letras/index.html.

18 de ago. de 2010

Seminário discute ciência e midiatização


O Seminário Midiatização da Ciência, realizado pela Unisinos entre 30 e 31 de agosto, realiza-se no contexto da pesquisa “Midiatização do discurso científico – Contratos de leitura, cenários, processos e estratégias” e reúne pesquisadores, cientistas e comunicólogos em torno de mesas de trabalho que visam refletir sobre os atuais processos de midiatização da ciência.

Mais informações por aqui.

Palestra sobre mobilidade na Unisc

15 de ago. de 2010

Unicom será discutido em Florianópolis

A matéria abaixo foi veiculada no jornal Gazeta do Sul deste final de semana.

Sobre o I Seminário Nacional de Ensino do Jornalismo, que se realiza do dia 26 a 27 de agosto, em Florianópolis, conforme informado neste espaço.

Discutirei, no seminário, a utilização de plataformas analógicas e digitais em jornais-laboratório, a partir de experiência com o Unicom, que realizamos na disciplina de Produção em Mídia Impressa do Curso de Jornalismo da Unisc, onde leciono.

Clique na imagem, ou no link ao lado, para acessar a versão em PDF.

9 de ago. de 2010

Sobre a escola de jornalismo

O artigo abaixo, de minha lavra, foi veiculado na edição de hoje do jornal Gazeta do Sul, aqui de Santa Cruz do Sul.


O texto na íntegra:

"Se o então ministro Gilmar Mendes, quando da elaboração do texto que viria a embasar seu voto pela não obrigatoriedade do diploma de Jornalismo para o exercício da profissão, tivesse lido o livro A Escola de Jornalismo: a Opinião Pública, de Joseph Pulitzer (Insular, 2009), talvez não apequenasse, de forma tão vexatória, o Supremo Tribunal Federal (STF), como o fez. É uma hipótese.

O fato é que, ao demonstrar ignorância sobre o que significa a formação superior em Jornalismo, tanto para quem emprega como para quem é empregado, legitimada do ponto de vista documental pelo diploma – a exemplo do que ocorre com profissões como a Medicina e o Direito, para ficarmos em duas – Gilmar Mendes agiu de encontro ao momento evolutivo da sociedade.

Observe, caro leitor, cara leitora, que eu disse “de” encontro, ao invés de “ao” encontro.

Explico: face à compressão espaço-temporal em que vivemos, decorrência principalmente do desenvolvimento tecnológico da sociedade, e suas complexificações, as empresas necessitam, cada vez mais, profissionais qualificados ao exercício da profissão para sobreviverem à concorrência e se manterem saudáveis.

Equivale a dizer que, diferentemente do que ocorria há duas décadas, há cada vez menos tempo para treinar funcionários, basicamente porque a multiplicação de jornais, revistas, rádios, televisões e sites de natureza jornalística exige dos que trabalham com informação resultados tão rápidos quanto satisfatórios, sem tempo para aprendizado.

É onde se potencializa o papel da universidade, particularmente em nível de graduação, na formação dos futuros jornalistas. A ela cabe instrumentalizar os aprendizes, por meio de ensino, pesquisa e extensão, de tal forma que, quando formados, não apenas sejam capazes e competitivos como estabeleçam, por meio de seu ofício, diferença para melhor no mercado de trabalho.

Diferença esta que se personifica, claro, no desempenho adequado das tarefas para que foram contratados, mas, sobretudo, na compreensão do que sua presença no mercado de trabalho significa para a sociedade como um todo, haja vista que estamos falando de um ofício que, para além do caráter de negócio, possui obrigações e responsabilidades de natureza pública.

E, para isso, ao lado do conhecimento prático, é preciso também instrumentalização de natureza ética, filosófica e sociológica; sobretudo, jornalística, com o que retornamos ao livro de Pulitzer.

Trata-se, a obra, de uma vigorosa defesa da escola de Jornalismo, escrita ainda no século 19 como uma resposta àqueles que, como hoje, insistem em não ver sentido na formação superior para o (bom) desempenho da profissão, e que não sabem, portanto, do que estão falando.

Uma obra que deve ser lida antes de nos posicionarmos a respeito do assunto, sob o risco de nossos argumentos serem inconsistentes, ou mesmo risíveis, como comparar o trabalho de um jornalista ao de um cozinheiro, com todo respeito que o segundo merece para além da hora da fome".

8 de ago. de 2010

Por que não gostei do "Ser jornalista"

Não gostei deste Ser jornalista: o desafio das tecnologias e o fim das ilusões (Paulus, 2009), de Ciro Marcondes Filho, por um motivo bem pontual: repete o que já havia sido dito no A saga dos cães perdidos e no Jornalismo fin-de-siècle.



Se você não leu nem um e nem outro, tudo bem: é a chance de fazê-lo.

Mas, caso já o tenha feito, como eu, fica esperando, na leitura, por avanços em relação às edições anteriores, o que não ocorre.

Não vejo problema algum em releituras.

Pelo contrário, o fato de termos publicado uma vez não significa que o mesmo tema não possa ser retomado novamente, em especial quando é complicado encontrar a versão original para além das bibliotecas.

O problema é quando o que já está posto vem maquilado de novo.

Aí cansa.

Leiam o livro. Tirem suas próprias conclusões.