27 de fev. de 2011

Por que as escolas ensinam religião?

Matéria de abertura do Caderno Cotidiano da FSP de hoje afirma, com base em pesquisa realizada pelo Inep desde 2009: "Metade das escolas tem ensino religioso".

E a linha de apoio completa: "São 98 mil colégios, públicos ou privados, oferecendo a disciplina, segundo censo da educação básica do MEC".

Isso em termo de Brasil.

Ao que pergunto: por quê?

Mais importante seria se essas mesmas escolas oferecessem, na mesma proporção, por exemplo, filosofia, ou, quem sabe, sociologia, para ficarmos em duas das ditas humanas.

Não que a perspectiva judaico-cristã, e as culpas, preconceitos e medos decorrentes dela, não devam ser estudadas: devem, claro.

Mas como componentes de um contexto mais amplo, em uma abordagem sócio-evolutiva, por exemplo, onde se igualam, em termos de importância, a toda e qualquer forma de credo, do espiritismo ao daime.

Caso contrário viram doença social; fragilizam o homem no que ele tem de melhor.

E doenças, sabemos, são ruins sob muitos aspectos.

26 de fev. de 2011

Sobre os ciclistas atropelados em POA

O vídeo abaixo, do YouTube, é sobre o atropelamento coletivo de ciclistas (mais de 20) ocorrido no início da noite ontem, 25, em Porto Alegre, durante a manifestação do movimento Massa Crítica - Pedalando por um mundo mais respirável.

Às 19h12, onde a Avenida José do Patrocínio encontra a Rua Luis Afonso, bairro Cidade Baixa, o motorista de um gol preto passou por cima dos manifestantes, literalmente.

Acabo de saber, pelo Jornal Nacional, que o automóvel foi abandonado em algum local. E que o motorista sumiu.

Não sei o que houve: se o atropelador estava embriagado; o que é bem provável; se tem problemas mentais sérios, o que é igualmente provável; se...

O fato é que não poderia estar dirigindo. Muito menos ter feito o que fez.

21 de fev. de 2011

Lembrança de formatura

Com Fabi, na formatura da amiga, colega e ex-aluna Luana Rodrigues (centro), sábado, em Sta Cruz do Sul.

19 de fev. de 2011

FSP disponibiliza acervo na web

A Folha de S.Paulo está disponibilizando gratuitamente, ao menos por hora, todas as suas edições desde 1921.

Por quê? Aniversário de 90 anos.

Algo em torno de 1,8 milhão de páginas, incluindo as edições da "Folha da Noite", da "Folha da Manhã" e da "Folha de S.Paulo".

Acesse por aqui, ou diretamente na imagem.

17 de fev. de 2011

Mídia, humor e política

Carlos Sanchotene avisa que acaba de lançar seu primeiro livro, "Mídia, humor e política: a charge da televisão", pela Editora Epapers.


De acordo com a sinopse (assim que tiver lido dou meu pitaco), trata-se da aticulação de três formas discursivas – política, televisão e humor – mediante metodologia analítica que pretende examinar como o gênero do telejornal e o humor que com ele se articula fala, hoje, da política.

A ficha:
124 páginas
Formato 14x21 cm
Valor: R$ 24,00 (promoção)
ISBN 978-85-7650-275-3
1° edição, 2011.

Pode ser comprado em e-book também, a R$ 12,00.

Adquira por aqui.

15 de fev. de 2011

Trabalhos aos 1º EGEJ e 1º FSPJ até 5/3

O prazo para submissão de trabalhos aos 1º Encontro Gaúcho de Ensino de Jornalismo (1º EGEJ) e 1º Fórum Sul-brasileiro de Professores de Jornalismo (1º FSPJ) se encerra dia 5 de março.


Para participar, basta enviar, até essa data, resumo de 15 a 20 linhas do trabalho que pretende apresentar diretamente aos coordenadores dos Grupos de Trabalhos (GTs).

Os 1º EGEJ e 1º FSPJ se realizam na Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc) dias 8 e 9 de abril, respectivamente sexta-feira e sábado.

São em número de seis os GTs dos 1º EGEJ e 1º FSPJ: Atividades de Extensão; Ensino de Ética e Teorias do Jornalismo; Pesquisa na Graduação; Produção Laboratorial: Impressos; Produção Laboratorial: Eletrônicos; e, finalmente, Projetos Pedagógicos e Metodologias de Pesquisa.

A participação, neles, pode ser por meio de comunicação científica, relato de experiência e pôster, esta última aberta e estudantes de graduação, desde que assinados conjuntamente com um professor-orientador.

Em os resumos sendo aprovados, os textos completos devem ser encaminhados aos coordenadores dos GTs até o dia 28 de março.

Os 1º EGEJ e 1º FSPJ reunirão professores de jornalismo do Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina e terão como tema “A formação jornalística como elemento constituinte e legitimador do campo do jornalismo”.

Os eventos integram a programação de encontros regionais previstas para 2011 pelo Fórum Nacional dos Professores de Jornalismo (FNPJ) e antecedem o encontro nacional de Uberlândia, Minas Gerais, em 2012.

Inscrições e demais informações podem ser obtidas pelo http://hipermidia.unisc.br/egej.

14 de fev. de 2011

Site do FNPJ está repaginado

Site do Fórum Nacional dos Professores de Jornalismo (FNPJ) está repaginado.

Os (merecidos) créditos vão para Marcelo Miranda, Gestor de Conteúdos do Portal FNPJ, e Gerson Martins, Diretor de Relações Institucionais do FNPJ.

Confere por aqui, ou entra direto pela imagem

4 de fev. de 2011

Sobre a redação de cartas

O texto abaixo, da jornalista Catherine Field, de Paris, foi veiculado no UOL a partir do Herald Tribune.

Chama-se "Redação de cartas é uma arte que está desaparecendo".

Diz respeito à escrita de cartas.

Quem, como eu, escreveu, ou recebeu, cartas em algum momento de sua vida, talvez ache o relato interessante; talvez reavive a memória.

Eu achei.

O texto:

"O envelope chega com o endereço laboriosamente manuscrito e com o selo trazendo a figura da rainha perfeitamente colocado no canto superior direito.

O carteiro para a sua bicicleta para colocar a carta na caixa de correspondência e o cachorro emite dois latidos. É hora de fazer chá e ler.

A carta foi enviada por Joyce, a minha sogra de 75 anos de idade, que mora na Inglaterra. Ela é sempre escrita dos dois lados de uma única folha, em papel de boa qualidade, sem linhas e margens, e nenhuma textura especial ou perfume de lavanda. A redação é feita em um papel branco simples.

Ela escreve em letras manuscritas, em estilo claro, mas relaxado, que não procura impressionar o leitor. As suas palavras encaixam-se confortavelmente nos dois lados da página; os pensamentos dela fluem perfeitamente de um parágrafo ao outro. Não há finais dissonantes de parágrafo, postscriptum, ou siglas como OMG ou LOL. Nada de ícones smiley. Apenas palavras.

A mulher que escreve estas cartas ficou viúva recentemente. O marido dela foi durante décadas o colunista de pesca mais popular do Reino Unido, tendo escrito as suas colunas sem falha até cinco dias antes da sua morte, aos 88 anos de idade. A minha sogra cuidou dele em casa durante os seus últimos três anos de vida, até que ele morresse, ao lado dela, durante o sono.

A carta dela frequentemente demora quatro ou cinco dias para chegar a mim, mas a sensação rompe instantaneamente as barreiras de tempo e espaço. Sentada com a carta nas mãos, eu imediatamente visualizo a remetente: lá está ela, sentada à mesa na sala de jantar, com uma xícara de chá à sua direita, o rádio desligado ou com o volume baixo, os pensamentos fluindo pelos seus dedos para a página.

As cartas dela nos informam sobre as condições meteorológicas, a gentileza dos vizinhos, os empecilhos burocráticos vinculados à morte, as cartas de condolências que ela recebeu – em suma, sobre todos os detalhes relativos a recomeçar a vida sem o homem que ela amou durante 50 anos.

Quando acaba de redigir, ela veste o casaco, coloca a boina na cabeça e caminha até a caixa dos correios, bem a tempo para a coleta das 16h30.

Para ela, escrever uma carta em um momento de pesar é algo que faz parte da vida, é um sinal de civilidade e compromisso que mantém a sociedade coesa. Para a geração dela, dever e cortesia são coisas tão normais como respirar.

Eu me descubro formulando as perguntas: será que esta geração que desaparece será também a última a escrever cartas? Mensagens escritas à mão em vez de em fragmentos de código binário? Uma escrita que contém emoções em vez de emoticons?

A redação de carta é uma das artes mais antigas. Pensem em cartas e imediatamente vêm à mente as figuras de Paulo de Tarso, Abraham Lincoln, Jane Austen, Mark Twain; cartas de amor escritas durante a Guerra Civil Norte-americana, ou cartas escritas para um pai ou mãe por um soldado amedrontado na frente de batalha.

Uma boa carta manuscrita é um ato criativo, e não apenas porque trata-se de um prazer visual e tátil. Isso é um ato deliberado de exposição, uma forma de vulnerabilidade, porque a redação manuscrita abre uma janela para a alma de uma forma que a comunicação por computador jamais será capaz de fazer. A gente saboreia a chegada dela e mais tarde toma o cuidado de guardá-la em segurança em uma caixa.

Sim, o e-mail é uma invenção maravilhosa. Ele conecta pessoas de todo o mundo, destruindo em um instante as barreiras geográficas enfrentadas pela correspondência comum. Mas, o e-mail é por natureza efêmero e carece daquela centelha de personalidade que só a redação manuscrita é capaz de proporcionar. Quando recebemos um e-mail, nunca somos capazes de saber se fomos os únicos destinatários – e sequer se a mensagem é original.

Sempre gostamos de examinar as cartas de grandes figuras como Winston Churchill e Abigail Adams devido à inspiração que elas nos proporcionam: a escrita, as rasuras, a própria sensação de história transmitida pelo papel.

Sentada aqui, saboreando a chegada iminente da próxima carta da minha sogra, eu me pergunto qual será o legado da era de redação digital de cartas".

3 de fev. de 2011

Colóquio inscreve até 14/2

O prazo para submissão de artigos para o Colóquio Internacional Mudanças Estruturais no Jornalismo (Mejor) acaba em 14 de fevereiro. Os trabalhos devem ser enviados por meio do Colóquio: www.mejor.com.br. O evento acontece nos dias 25 a 28 de abril, na Universidade de Brasília (UnB).

Os artigos enviados deverão ser inéditos, de autoria individual ou coletiva. Pelo menos um dos autores deve possuir o título de doutor. Serão aceitos trabalhos em português, inglês, francês e espanhol. É obrigatório o envio de versão em português do resumo dos trabalhos.

O resultado da seleção será divulgado no final de fevereiro. Os artigos serão avaliados pelo processo de avaliação cega por pares, considerando a originalidade, a relevância para a área, a adequação ao tema proposto, o domínio e pertinência da bibliografia, a adequação teórica e metodológica, a clareza, a coesão e o cumprimento das exigências formais da linguagem científica. Serão escolhidos até 30 trabalhos.

Os autores cujos trabalhos forem selecionados poderão solicitar à Comissão Organizadora do evento auxílio para as despesas de hospedagem, alimentação e transporte. Para isso, devem enviar declaração da instituição e agência de fomento comprovando a indisponibilidade de fundos para a participação. A Comissão decidirá pelo financiamento total ou parcial das despesas solicitadas, conforme disponibilidade de recursos.

2 de fev. de 2011

Cenas de um janeiro feliz

Primeiro passeio com Pedro na bici nova
Curtindo o marzão de Torres
Pedro mandando ver no milho (comeu váááários!)
Na piscina do hotel
Fabi mateando na Guarita
Verônica em Porto das Galinhas
Verônica mergulhando nas águas de Noronha

25 de jan. de 2011

Em defesa dos adjetivos

Sempre tive cá com meus botões que adjetivos, via de regra, servem antes para disfarçar ausência de versatilidade narrativa que para dar cor ao texto, seja ele qual for.


O excerto abaixo, abertura da matéria "Em defesa dos adjetivos" (Piauí, edição 52), coloca uma interrogação nessa certeza já a partir da linha de apoio: "Ditadores e generais costumam dispensar tudo o que não seja verbo e substantivo".

O texto:

"Muitas vezes nos mandam cortar nossos adjetivos. O bom estilo, conforme dizem, sobrevive perfeitamente sem eles; bastariam o resistente arco dos substantivos e a flecha dinâmica e onipresente dos verbos. Contudo, um mundo sem adjetivos é triste como um hospital no domingo. A luz azul se infiltra pelas janelas frias, as lâmpadas fluorescentes emitem um murmúrio débil."

Faltou dizer que, para usar adjetivos, é preciso habilidade, capacidade de escrever.

Mas também está dito no texto de Adam Zagajewski, lá pelas tantas, que "A memória é feita de adjetivos."

Que se adjetive, então.

A quem interessar possa

Duvido que isso mude o que quer que seja, mas o fato é que estarei de férias a partir de amanhã.

E que, portanto, as coisas por estes lados vão ficar beeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeem devagar.

Quase paradas, diria.

Enfim.

EGEJ e FSPJ recebem trabalhos até dia 5/3

O prazo para submissão de trabalhos aos 1º Encontro Gaúcho de Ensino de Jornalismo (1º EGEJ) e 1º Fórum Sul-brasileiro de Professores de Jornalismo (1º FSPJ) foi prorrogado para o dia 5 de março.


É simples participar: basta enviar, até essa data, resumo de 15 a 20 linhas diretamente aos coordenadores dos Grupos de Trabalhos (GTs).

(Acesso o regulamento por aqui)

São em número de seis os GTs dos 1º EGEJ e 1º FSPJ: Atividades de Extensão; Ensino de Ética e Teorias do Jornalismo; Pesquisa na Graduação; Produção Laboratorial: Impressos; Produção Laboratorial: Eletrônicos; e, finalmente, Projetos Pedagógicos e Metodologias de Pesquisa.

A participação, neles, pode ser por meio de comunicação científica, relato de experiência e pôster, esta última aberta e estudantes de graduação, desde que assinados conjuntamente com um professor-orientador.

Em os resumos sendo aprovados, os textos completos devem ser encaminhados aos coordenadores dos GTs até o dia 28 de março.

Os 1º EGEJ e 1º FSPJ, que se realizam na Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc) dias 8 e 9 de abril e pretendem reunir professores de jornalismo do Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina, terão como tema “A formação jornalística como elemento constituinte e legitimador do campo do jornalismo”.

Inscrições e demais informações podem ser obtidas pelo http://hipermidia.unisc.br/egej.

20 de jan. de 2011

Vídeo sobre Talentos da Comunicação

O vídeo abaixo foi produzido e editado por Luciana Bastos, aluna do Curso de Produção em Mídia Audiovisual da Unisc, onde leciono.

Diz respeito à primeira edição do projeto de extensão Talentos da Comunicação, parceria entre o Curso de Comunicação da Unisc e o Grupo Gazeta de Comunicação, realizado ao final de 2010.

A idéia foi aproximar os alunos de jornalismo, relações públicas, publicidade e propaganda, fotografia e produção em mídia audiovisual do mercado de trabalho antes mesmo de eles concluirem suas graduações, por meio de a) observação e b) atividades práticas nos mais diferentes setores da empresa.

Onze alunos participaram dessa primeira edição, que foi coordenada, pela Unisc, por mim, enquanto que, pelo Grupo Gazeta, pelo diretor de redação, Romeu Neumann, e pela secretária de Redação, Rosilaine Romero.

7 de jan. de 2011

Colóquio de Agências de Comunicação

Escrevo para dizer que o 1º Colóquio de Agências Experimentais de Comunicação, realizado dia 6, na Unisinos, em São Leopoldo (RS), foi um evento muito importante, pelos motivos que enumero abaixo:

1 Ele foi importante, em primeiro lugar, porque reuniu, pela vez primeira, mais de cem pessoas, entre coordenadores de agências de comunicação e alunos, representantes de nove universidades gaúchas - Unisc (Santa Cruz do Sul), Unisinos (São Leopoldo), Unifra (Santa Maria), UPF (Passo Fundo), Faccat (Taquara), Ulbra (Canoas), PUC (Porto Alegre), Feevale (Novo Hamburgo) e Univates (Lajeado).

2 Ato contínuo, porque, igualmente pela primeira vez aqui no Estado, se discutiu de forma tão próxima o que é feito nessa instância tão importante de nossas graduações que são as agências experimentais de comunicação.

3 Mais uma importância: além das apresentações dos alunos, os coordenadores das agências, a partir de discussões realizadas ao longo da tarde do dia 6, acordaram que o evento será anual e, que a cada edição, se realizará em uma universidade diferente, com o que chegamos ao próximo item.

4 Caberá à Unisc sediar a segunda edição do encontro, que já está marcada para 6 de janeiro de 2012: escolha disputada no voto. Mas creio que, dos sete argumentos que elencamos como razoáveis para sustentar nossa candidatura, um deles tenha prevalecido: temos, aqui, a melhor cuca do Estado; quiçá do Brasil! (rsrsrsrsrsrs)

5 Uma quinta importância diz respeito às decisões tomadas ao final do evento, que podem ser divididas em três grande grupos: imediatas (criação de uma "carta de São Leopoldo", de um site, de um concurso interagências para criação de identidade visual, entre outras) e a médio e longo prazos (posicionamento do Colóquio frente a grandes questões, tais como o Conselho de Comunicação, a aproximação com instâncias com os fóruns de PP, RP e Jornal, bem como Intercom).

Ou seja, um encontro muito, mas muito importante para todos nós que trabalhamos com formação em Comunicação, à revelia da habilitação que representemos.

Destaque, sobretudo, para os amigos e colegas Edelberto Behs e Thais Furtado, da Unisinos, que não apenas tiveram a idéia de dar corpo à iniciativa como capitanearam, junto a uma equipe tão disposta quanto competente, todo o processo. A eles, meu agradecimento pela oportunidade.

Abaixo, alguns registros:

Final dos trabalhos, na foto de Alexsandro Ramires
Pessoal da Unisc, que fez bonito na apresentação.
A foto é de Eduardo Veras
As camisetas utilizadas no Colóquio foram customizadas
pelos convidados logo na chegada. A foto é minha
Mais de cem pessoas, representando nove universidades
gaúchas. A foto, acho, é de Vanessa de Oliveira.