15 de jan. de 2009

Sempre há uma primeira vez

Na boa: isso nunca havia acontecido antes, pelo menos não comigo. Como não há dia que não chegue, eis que a pessoa que vos escreve literalmente caiu da cama. Por volta das 6 horas. Ia chutar uma bola, mas a pelota estava looooooooooooooooooooooooooonge demais, de forma que meu pé não a alcançou. Quando me dei por conta, estatelei-me no chão. A Fabi está rindo até agora.

13 de jan. de 2009

Eis que me fiz doutor

Eis que me fiz doutor, em trabalho de banca que durou das 9 horas às 13 horas do dia 12. Trabalho difícil, por vezes tenso; repleto de complexidades e pontos de vista os mais diversos, sobretudo bom, porque rico, como convém a uma banca de doutorado. Ritual este que foi composto pelos professores-doutores Elias Machado Gonçalves (UFSC), Marcos Palácios (UFBA), Christa Berger (UNISINOS), e, finalmente, Jairo Getúlio Ferreira (UNISINOS). A orientação foi de Antônio Fausto Neto, a quem agradeço profundamente a parceria. Meu obrigado também aos que acompanharam, da platéia, tenazmente os trabalhos. A tese, intitulada "O jornalismo para além de seus territórios conceituais: internet, midiatização e a reconfiguração dos sentidos midiáticos", busca observar o que ocorre quando os dispositivos jornalísticos, mais que vetores de midiatização, são afetados pela processualidade desta. Na foto, o registro da defesa, na Unisinos.

11 de jan. de 2009

Nem tanto ao céu, nem tanto ao inferno

Encerrei ontem a leitura do segundo livro de As ilusões armadas - A ditadura envergonhada, de Élio Gaspari (Cia das Letras, 2002). É uma coisa muito maluca: tudo se inicia, a primeira quartelada, a partir da possibilidade de João Goulart, o Jango, ampliar ser próprio mandato, não obstante a grita contrária de gente como Leonel Brizola, seu cunhado, e outro. Ninguém queria isso: nem esquerda, de matizes fortemente comunistas, e nem a direita, tutelada pela CIA, a agência de "inteligência" norte-americana. Bueno, Jango foge e os milicos tomam o poder. Até aí todo mundo conhece. O que surpreende na obra - e sobre isso pouco se fala em sala de aula, pelo menos não naquelas por onde eu passei - é que a patuscada não ficou apenas por conta dos militares, cujas idiotices são por demais conhecidas: também a esquerda teve sua parte de culpa. Em especial porque o que eles queriam, na verdade, era implantar um estado socialista no Brasil nos moldes de Cuba, China ou União Soviética. A qualquer custo. E este foi, na análise de Gaspari, o maior equívoco de todos: não se tratava de reestabeelecer a democracia em um estado vilipendiado pelas armas, mas sim implantar um outro modelo de governo, comunista, tendo por base a luta de guerrilhas, fosse urbanas ou rurais.
Ontem mesmo comecei o terceiro livro, O sacerdote e o feiticeiro: a ditadura encurralada. Quando terminar eu conto mais.

10 de jan. de 2009

Maysa, Tim Maia e Cazuza

O psicanalisca Carl Gustav Jung escreveu, certa feita, que os artistas tendem a enlouquecer porque a "parte artística" de seus cérebros é possessiva; tende a dominar inclusive a "parte racional" do artista. Os lacanianos, sabemos, acham que isso é delírio, mas convenhamos: ajuda a entender uma série de coisas. Vejamos a cantora Maysa, que neste momento é alvo de minisérie na Globo, chatinha por sinal: a mulher não apenas nasceu pirada - e o álcool e o cigarro são apenas embalagens desta loucura - como está ficando cada dia mais crazy. Divina como artista, insuportável como ser humano, o que eleva aquela assistente dela, creio que Rose, à santidade em vida. Fico imaginando o que não daria Maysa, Tim Maia e Cazuza em uma mesma festa...

9 de jan. de 2009

Por que gosto de Santa Cruz do Sul? (Parte IV)

Porque aqui existe uma livraria/cafeteria chamada Iluminura, que é muuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuito bacana.

Defendo minha tese na segunda, dia 12

A quem interessar possa: às 9 horas de segunda-feira, 12, defenderei minha tese,intitulada O Jornalismo para além de seus territórios conceituais: internet, midiatização e a reconfiguração dos sentidos midiáticos., sob orientação do professor-doutor Antônio Fausto Neto.
Será na sala 3A108 do PPGCom da Unisinos, em São Leopoldo.
A banca exminadora:
Banca Examinadora:
Prof. Dr. Elias Machado Gonçalves (UFSC)
Prof. Dr. Marcos Silva Palácios (UFBA)
Profa. Dra. Christa Berger (UNISINOS)
Prof. Dr. Jairo Getúlio Ferreira (UNISINOS)
Estão todos convidados.

8 de jan. de 2009

Por que gosto de Santa Cruz do Sul? (Parte III)

Porque as pessoas que moram em Santa Cruz do Sul a reconhecem como cidade, com tudo o que isso possa significar. A este fenômeno damos o nome de cidadania, artigo tão raro quanto necessário nos dias que se seguem.

Pedro e o ataque do Monstro da Palha

O Monstro da Palha assombrou o sono de Pedro esta madrugada, por volta das 5h30. Quando finalmente acudi o rapazinho (aos 41 já não somos mais tão ágeis, em especial na hora de acordar), lágrimas vertiam de seus olhos. Após uma generosa mamada, o que é possível devido ao leite sempre disponível da Fabi, conversamos bastante os três. E Pedro, no alto de seus quase seis meses, finalmente conseguiu dormir. Às 7 horas.

Verônica está crescendo

Verônica manda notícias de Campeche, Florianópolis, onde está veraneando com a mãe e o namorado desta: homens, de tudo quanto é forma,cor e tamanho, não param de olhar para ela quando vai à praia. Outro dia, na cozinha aqui de casa, ela perguntou o que deve fazer com a língua quando beijar alguém. Na semana seguinte a descarada contou que beijou alguém. No cinema de São Leopoldo, onde mora. E que gostou de beijar este alguém. Não é mole esta vida de pai.

Por que gosto de Santa Cruz do Sul? (Parte II)

Porque aqui (ainda) há muito mato. Na verdade, a cidade é cercada por mato. E se há mato, há animais: todos os dias acordo com a passarada cantando, apesar de morar no Centro. Outro dia, passeando de carro, eu, a Fabi e o Pedro vimos um bando de araqüãs (um tipo de pássaro). Em outro momento, quando eu e Verônica, minha filha, caminhávamos no Parque da Gruta, aqui perto, havia um banco de macacos-prego filando comida dos turistas. Detalhe: estavam soltos os macacos. É a segunda vez que os vejo. Também já me deparei, em minhas caminhadas, com um tatu e, ontem, com um gato do mato. Estes encontros têm se dado, via, de regra, nas trilhas que tenho percorrido em minhas caminhadas, que adquirem uma relevância especial porque podem ser feitas - ainda - no meio do mato que resta em Santa Cruz do Sul.

7 de jan. de 2009

Por que gosto de Santa Cruz do Sul? (Parte I)

Porque esta semana, na rua onde moro - Almirante Tamandaré, Centro - houve uma apresentação de Terno de Reis. Bem bacana, por sinal.

5 de jan. de 2009

Está chegando a hora

A contar com hoje, faltam sete dias para a defesa de minha tese, que terá lugar às 9 horas do dia 12, na Unisinos.

3 de jan. de 2009

Pedro e a piscina

O acontecimento aí ao lado se deu em Faxinal do Soturno, creio que na tarde do dia 31 de dezembro de 2008; quando, sob um sol cáustico de verão, deu-se o primeiro banho de piscina da vida de Pedro. Aos cinco meses de idade.

Me fui pro Chile

Guilherme Mazuí; aluno, colega e amigo, mais Morgana Rohde, a Moguinha, sua namorada, resolveram fazer uma férias diferentes neste verão, de mochila. Viajarão, ao longo de 18 dias, pelo Chile, Argentina, Uruguai e Brasil. Neste momento eles estão no Chile. O legal, para além da viagem, é que estão registrando todos os momentos em um blog, o Me fui pro Chile, incluindo aí custos e informações gerais. Confere lá. E não esqueça de deixar um alô, que é pra manter o astral dos news beatniks pra cima.

2 de jan. de 2009

Festas, leituras e defesas

As festas de final de ano foram legais.
Eu, a Fabi e o Pedro passamos Natal e Ano Novo em Faxinal do Soturno, uns 60 quilômetros de Santa Maria; 120 de Santa Cruz do Sul, na casa dos pais da Fabi. Os velhos, mais cunhados, cunhadas e parentes os mais diversos foram muito bacanas, como sempre. E eu engordei ainda mais.
Passamos o tempo basicamente comendo e dormindo, mas lendo um algo também: Os irmãos Karamabloch, de Arnaldo Bloch (Cia das Letras, 2008), e o primeiro volume de As ilusões armadas - A ditadura envergonhada, de Élio Gaspari (Cia das Letras, 2002). No primeiro caso, fundamental para quem se interessa por jornalismo de revista. Já o segundo para que se possa compreender melhor o Brasil de ontem e de hoje, e, nele, o jornalismo. Também li por estes dias Che Guevara - Uma biografia, de John Lee Anderson, (Objetiva, 2005). Um tijolaço de 920 páginas que, além de desnudar a vida de seu autor, carrega consigo informações importantes sobre como a mídia se mostrou fundamental para que Fidel Castro e Che conseguissem derrubar o governo de Fulgêncio Batista. Ou seja, como o aparato midiático-comunicacional interferiu e foi interferido pelos acontecimentos de então. A leitura, por vezes, cansa, em especial na primeira parte, quando a vida de Che era uma espécia de aventura sem fim pela América Latina, mas o livro vale a pena. Eu recomendo.
Bueno, agora de volta a Santa Cruz do Sul é chegada a hora de preparar a defesa da tese, marcada para às 9 horas do dia 12 de janeiro, uma segunda-feira.
Era isso por enquanto.
A gente se fala.