Mostrando postagens com marcador Sulina. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Sulina. Mostrar todas as postagens

8 de abr. de 2010

Letra impressa

Os ensaios contidos em Letra impressa: comunicação, cultura e sociedade (Sulina, 2009), organizado por Eduardo Granja Coutinho e Márcio Souza Gonçalves, estão agrupados em dois eixos temáticos.


No primeiro - História, comunicação e impresso - são articuladas as áreas da comunicação e da história.

O segundo eixo - Impresso, cultura e subjketividade - observa a relação homens e textos em uma perspectiva de produção de efeitos midiáticos.

Juntas, nas palavras dos organizadores, as entradas propõem uma reflexão acerca da relevância e dos impactos socioculturais que se estabelecem a partir da cultura da palavra escrita, seja ela na forma de átomos ou dígitos.

Na palavras de Muniz Sodré, autor do posfácio, a busca é por "(...) respostas para aspectos ainda indeterminados do transe de passagem da velha e estável cultura das letras para a aparente fugacidade dos bytes nas novas tecnologias da informação e do texto".

Escrevem no livro Eduardo Granja Coutinho, Márcio Souza Gonçalves, Roger Chartier, José Manuel Rebelo, Tania Maria T. B. da Cruz Ferreira, Marisa Midori Deaecto, Ana Paula G. Ribeiro, Igor Sacramento, Marco Roxo, Maria Augusta Babo, Nízia Villaça, Henri-Pierre Jeudy, José Luiz Aidar Prado, Paulo Vaz, Aníbal Bragança e Gabriela Mello

10 de jul. de 2009

Flagelos e Horizontes no mundo em rede II

Comentei ontem, neste espaço, o capítulo de Francisco Rüdiger no livro Flagelo e Horizontes do Mundo em Rede (Sulina, 2009). É chegada a hora de falar sobre o trecho de Lúcia Santaella (Pós-humano, um conceito polissêmico. pp 101-118).

O texto de Santaella realiza uma espécie de roteiro, quase uma genealogia, da expressão pós-humano, cujo nascimento se verifica pelos 60 e cuja explosão de uso se dá pelos 80, 90. O curioso é que o termo nasce da crítica literária, mas ganha amplitude e forma na cultura pop. Em Lyotard - A condição pós-moderna, de 1979 - a ênfase se encontra nas narrativas, nos jogos de linguagem. Antes dele, Habermas havia abordado o assunto, mas sua análise estava centrada nas questões de autoridade e consenso. Depois destes, observa Santaella, houve uma miríade de vozes discorrendo a respeito do conceito. O curioso é que ela não cita David Harvey, tão em moda por aqueles dias.

Sataella segue sua discussão, entre outros, observando o surgimento do conceito de cyborg, que, segundo, ela, não teria sido inventado por Donna Haraway em 1985 - Manifesto ciborg: ciência, tecnologia e feminismo-socialista no final do século XX -, mas sim resultante da união dos termos cyb (bernetic) + org (anismo) por Clynes e Natan Kline, em 1960. Isso a partir de experimentos realizados com ratos, que recebiam em seus corpos doses controladas de substâncias químicas. Uma vertente biológica.

Ou seja, ao longo do capítulo vamos observando, por meio do mapeamento de Santaella, que o pós-humano se refere à pluralidade das dimensões que o ser-se humano adquire principalmente por meio das transformações tecnológicas que se observam em seu entorno, e que naturalmenre interferem em sua vida. Ambiente este que exige um repensar da condição humana. A conclusão? "(...) o pós-humano tem se ser pensado como uma realidade híbrida não apenas do humano com as tecnologias, mas também o humano com o inorgânico da natureza. Em suma, um ser miscigenado e hipercomplexo está emergindo".

O que tudo isso tem a ver com jornalismo? Nada. Quem disse que teria? Assim que tiver lido mais volto a tecer novos comentários.

9 de jul. de 2009

Flagelos e Horizontes no mundo em rede

Nessa correria maluca de final de semestre não está sendo possível atualizar o blog com a freqüência que eu gostaria, muito menos sugerir leituras. De qualquer sorte, aí vai uma sugestão que chegou esta semana, gentileza da Editora Sulina. Chama-se Flagelos e Horizontes do Mundo em Rede: Política, Estética e Pensamento à Sombra do Pós-humano, organizado por Eugênio Trivinho. Até este momento li apenas o texto de Francisco Rüdiger - Notas sobre o pós-humanismo -, mais Introdução e Apresentação, sob responsabilidade do organizador.

Trata-se, o texto de Rüdiger, de uma leitura que me interessa particularmente, à medida que observa a relação homem/técnica para além do uso dos instrumentos e suas complexificações. O olhar segue voltado à cibercultura, nos moldes de seu Introdução às teorias da cibercultura (Sulina, 2003), mas resgata autores como Benjamin, Nietzche, e, claro, Heidegger, na tentativa de demonstrar que a parcepção do momento que vivemos hoje, onde se localizaria o homem para além do homem (pós-homem) devido à imersão tecnológica da sociedade, vem sendo discutido desde há muito por este autores.

E o mais interessante: à medida que nos confundimos com nossas máquinas, estamos proclamando nosso próprio suicídio enquanto seres que se percebem (self). Percepção, aliás, que existe desde há bem pouco tempo, mais precisamente desde os gregos e, mais tarde, os romanos. Assim que tiver lido mais volto a comentar com vocês.

A fica técnica do livro:

ISBN: 978-85-205-0518-2
Autor: Eugênio Trivinho (org.)
Área: Cibercultura
Edição: 1ª - 2009
Nº de Pag.: 230
Preço: R$ 39,00