15 de jul. de 2010

Volume 1/2010 da Intexto está disponível

Já está disponível o Volume 1/2010 da Revista Intexto, do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Informação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, ISSN 1807-8583.



Os artigos e seus autores:

Estudos Culturais Latino-Americanos: convergências, divergências e críticas,
de Katrine Tokarski Boaventura e Luiz Claudio Martino.

Chiclete misturado com Banana: as adaptações nacionais de conceitos regulatórios relativos à comunicação,
de Suzy dos Santos.

O lugar de referência e o rigor do método no Jornalismo: algumas considerações,
de Alfredo Eurico Vizeu, Adriana Santana.

A construção discursiva da sustentabilidade na revista Vida Simples: tensionamento entre simplicidade e consumo,
de Gisele Dotto Reginato e Márcia Franz Amaral.

Jornalismo em 140 toques: análise de três contas do Twitter no Brasil,
de Francisco Antônio Machado da Silva e Rogério Christofoletti.

No ar, a comunidade: um estudo de recepção a partir das rádios comunitárias de Santa Maria,
de Carlos Sanchotene, Rosana Zucolo e Juliano Pires.

A recepção coletiva e suas transformações: da participação afetiva em salas de cinema à participação efetiva em instalações interativas,
de Fernanda de Oliveira Gomes.

Do celular "pai-de-santo" ao "celular-orelhão": humor, conflito e novas práticas socioculturais na apropriação do telefone celular em grupos populares,
de Sandra Rubia Silva.

Escalada do conflito em processos colaborativos online: uma análise do verbete web 2.0 da Wikipédia,
de Aline de Campos.

A Intexto é uma publicação semestral do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Informação (PPGCom) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)

14 de jul. de 2010

Segundo Unicom do semestre está pronto

Acaba de ficar pronto o segundo Unicom do semestre, jornal-laboratório do curso de jornalismo da Unisc, que cordeno por meio da disciplina de Produção em Mídia Impressa.


A exemplo do que ocorreu no primeiro número (são dois por semestre), está muito bacana também este, seja em termos de forma ou conteúdo.

(Clique na capa para ter acesso ao conteúdo).

A experiência ganha relevância também porque as duas edições foram realizadas fundamentalmente por uma turma de oito alunos, ainda que contássemos com a preciosa ajuda de graduandos na publicidade (ilustrações, anúncios e edição de arte, principalmente) e de relações públicas (evento de lançamento, estratégias de divulgação etc.).

Há de se considerar, ainda, que, além de produzirmos conteúdo gráfico-imagético, entre estes a diagramação e o projeto gráfico, cuidamos que a parte organizacional, ligada às divisões de tarefa (editora, repórter, revisor etc.) também fosse exercitada no semestre, por necessária.

Ou seja, trabalhamos muito. E bem.

O exercício também relevante porque, mesmo sendo uma disciplina de jornalismo impresso, exercitamos nela outras linguagens por meio do Blog do Unicom, em uma perspectiva convergente.

Com isso, emprestamos mais amplitude ao analógico e ao digital.

Estamos falando de um semestre muito trabalhoso; sobretudo produtivo, possível porque havia na turma, além de uma intenção jornalística muito clara, compromisso e vontade realizadora, condições a meus olhos fundamentais para quem pretende seguir no tão fértil quanto árduo caminho do jornalismo.

Vejam com seus próprios olhos.

13 de jul. de 2010

Sobre o projeto Aprendiz na Copa

O semestre que se encerra foi particularmente produtivo quando o assunto é extensão e pesquisa.

E, à medida que a carga de trabalho for se tornando mais leve, comentarei neste espaço os principais projetos desenvolvidos no período, a começar pelo que se encerrou ontem, segunda, 12, o Aprendiz na Copa: Radiojornalismo da Prática.


Este projeto, fruto de uma parceria entre a Rádio Gazeta AM, de Santa Cruz do Sul, e o Curso de Comunicação da Unisc, onde leciono, envolveu dez alunos.

A idéia, como o nome sugere, foi exercitar radiojornalismo esportivo junto a uma emissora de rádio, tendo como mote a Copa do Mundo.

Os trabalhos se iniciaram dia 14 de maio e, como disse, encerraram-se ontem (na foto abaixo, registro dos aprendizes presente no evento).

De pé, da esquerda para a direita, na foto de Thiago Barbosa, do GAZ,
Vanessa Kannenberg, Tiago Mairo Garcia, Joana Scherer e Mariana da Rosa.
Embaixo, Diogo da Rosa, Nicolas Fraga, Lucas Baumhardt e Carolina Biscaglia.
Faltam, ainda, do time original, João Caramez e Veridiana Guimarães.

Quanto às atividades desenvolvidas ao longo do programa, foram realizadas em duas etapas: instrução e prática.

Na primeira, iniciaram-se com cobertura de palestra realizada com Juca Kfouri na Unisc; e prosseguiram com discussões temáticas realizadas na Rádio Gazeta AM tendo como tema o trabalho de narrador, comentarista, repórter e e plantão.

A etapa prática se iniciou com a cobertura, via tubo, da abertura da Copa do Mundo, passou pela cobertura dos jogos que o Brasil disputou até ser desclassificado, bem como as demais partidas até o final da competição.

Todos os movimentos do projeto foram desenvolvidos também por meio de uma interface digital, via blogger: Blog Aprendiz na Copa, onde disponibilizávamos enquetes, arquivos em áudio, matérias, posts etc.



À medida que o projeto avançava, os aprendizes eram avaliados por um grupo de quatro jurados por partida; do público presente nas transmissões (realizadas sempre em locais públicos, como o Centro de Convivência da Unisc e o shopping da cidade); da web, via blog; por votação popular; pelo professor-coordenador do projeto etc.

Isso tudo de forma que, ao final, restassem apenas quatro candidatos, que disputariam entre si o título de destaque narração, comentário, reportagem e plantão, bem como de grande campeão, o que ocorreu ontem à noite.

O projeto Aprendiz na Copa: Radiojornalismo na Prática foi igualmente importante à medida que envolveu, para além do jornalismo, alunos das demais habilitações da Comunicação, por meio das agências experimentais da Unisc.

O pessoal de Relações Públicas ficou encarregado do protocolo e organização do evento. Já a Publicidade e Propaganda criou logotipo, cartazes (abaixo), banners etc. Quando à agência de jornalismo, realizou a cobertura do evento.


Com isso, não apenas possibilitamos aos alunos a aproximação do mercado antes da graduação, como intereferimos, por meio do conhecimento que desenvolvemos em aula, e em nossas atividades de pesquisa e extensão, neste; o mesmo ocorrendo em sentido contrário: também nós aprendemos um pouco mais com a experiência prática se realizando.

Quando isso ocorre; quando todos aprendem e se aprimoram, penso, é bom para todos.

5º Adelmo Genro Filho inscreve até dia 30

Seguem abertas até o próximo dia 30 de julho as inscrições para a quinta edição do Prêmio Adelmo Genro Filho de Pesquisa em Jornalismo.

A premiação é voltada a trabalhos que tenham sido elaborados durante o ano de 2009 em três categorias: Iniciação Científica, Mestrado e Doutorado. Uma quarta categoria – Sênior - é atribuída a pesquisadores com reconhecida trajetória no campo do Jornalismo.

Os trabalhos devem ser enviados para o email premiosbpjor@yahoo.com.br

Os vencedores de cada categoria e seus respectivos orientadores recebem seus diplomas de mérito durante o 8º Encontro Nacional de Pesquisadores de Jornalismo, em novembro em São Luís, Maranhão.

O regulamento pode ser acessado no site da SBPJor.

O PAGF 2010 é uma promoção da Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo (SBPJor).

Vencedores do Luiz Beltrão 2010

Os vencedores do prêmio Luiz Beltrão 2010 nas Categorias “Maturidade Acadêmica” e “Liderança Emergente” deste ano são, respectivamente, Lucia Santaela e Rogério Christofoletti. Já o Grupo de Bauru e Fundação Joaquim Nabuco são premiados nas categorias “Grupo Inovador” e “Instituição Paradigmática”. A entrega dos diplomas será realizada no dia 5 de setembro próximo, às 20 horas, no Personal Royal Hotel, em Caxias do Sul (RS), durante o 33º Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação.

Lúcia Santaella é professora titular no programa de Pós Graduação em Comunicação e Semiótica da PUC-SP, onde coordena o curso de Pós-graduação em Tecnologias da Inteligência e Design Digital, é também diretora do CIMID — Centro de Investigação em Mídias Digitais e Coordenadora do Centro de Estudos Peirceanos.

Santaella é uma das principais pesquisadoras do campo da Semiótica no Brasil. Seu trabalho, reconhecido nacional e internacionalmente, estende-se às áreas da Comunicação, Semiótica Cognitiva e Computacional, Estéticas Tecnológicas e Filosofia e Metodologia da Ciência.

O jornalista e professor Rogério Christofoletti, por sua vez, criou, organizou e comandou o Monitor de Mídia. É um dos mais destacados líderes da Rede Nacional de Observatórios da Imprensa. Christofoletti é graduado em Comunicação Social Jornalismo (UNESP, 1994), mestre em Lingüística (UFSC, 1999) e doutor em Ciências da Comunicação (USP, 2004).

Pesquisador em Produtividade do CNPq (nível 2), Christofoletti é professor do Departamento de Jornalismo da UFSC, onde também atua no Programa de Pós-Graduação. Tem artigos publicados em periódicos especializados no Brasil, Portugal, Peru, Equador e Colômbia. É autor de três livros e co-organizador de outros quatro.

Como pesquisador, já desenvolveu projetos de investigação científica com financiamento do CNPq, Fapesc, UOL, ANDI e UNESCO. De 2002 a 2004, foi vice-presidente do Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina. De 2005 a 2009, coordenou a Rede Nacional de Observatórios de Imprensa (Renoi). Desde 2009 é um dos líderes do Observatório da Ética Jornalística (objETHOS). É membro do Conselho Científico da SBPJor, e editor da revista Estudos em Jornalismo e Mídia (UFSC). Coordena o Prêmio Adelmo Genro Filho na SBPJor.

GRUPO DE BAURU - Além de editar a revista Comunicação Midiática, o Grupo de Bauru tem mantido sintonia permanente com a comunidade de ciências da comunicação, atraindo para o seu campus eventos do porte do Regiocom – Colóquio Internacional de Comunicação para o Desenvolvimento Regional, Compós – Encontro Nacional dos Programas de Pós-Graduação em Comunicação Social, Ulepicc – Congresso da União Latina de Economia Política da Comunicação e da Informação, Celacom – Colóquio Internacional da Escola Latinoamericana da Comunicação, e promovendo eventos inovadores, como os recentes Seminário Internacional de Televisão Digital, o LECOTEC – Seminário de Comunicação, Tecnologia e Educação Cidadã, Seminário de Comunicação e Ciência, e o Seminário de Estudos Avançados em Jornalismo.

Pesquisadores vinculados ao Grupo de Bauru têm se projetado na comunidade nacional de ciências da comunicação, entre eles Ana Silvia Médola, Antonio Carlos de Jesus, Luciano Guimarães, Juliano Mauricio de Carvalho, Célia Retz dos Santos, Marcelo Bulhões e Zeca Marques. Da mesma forma, o Grupo vem atraindo pesquisadores estrangeiros para desenvolver atividades de ensino, pesquisa e extensão, como por exemplo, Jean Servaes (Austrália), Francisco Sierra (Espanha), Jorge Pedro de Sousa (Portugal). O Grupo de Bauru também sedia órgãos de reconhecida utilidade pública, agregados ao Centro de Rádio e Televisão Cultural e Educativa, que mantém a Rádio UNESP FM e a TV Digital da UNESP.

Completando a lista dos premiados, a Fundação Joaquim Nabuco recebe o prêmio na categoria Instituição Paradigmática. Trata-se de instituição pública mantida pelo Ministério de Educação em Recife (PE), cuja contribuição à preservação e difusão da memória midiática constitui um paradigma para outras instituições nacionais. Em 2010, comemora-se o centenário da morte do seu patrono, Joaquim Nabuco, e os 110 anos do nascimento do seu fundador, Gilberto Freyre.

Sua missão institucional é produzir, acumular e difundir conhecimentos, resgatando e preservando a memória, bem como promovendo atividades científicas e culturais, visando à compreensão e ao desenvolvimento da sociedade brasileira, prioritariamente a do Norte e do Nordeste do país.

JB vai fechar, afirma Noblat

Ainda que imaginássemos que isso ocorreria mais cedo ou mais tarde, não deixa de ser trágica a notícia veiculada no Blog do Noblat: o Jornal do Brasil deixará de circular em breve.

Isso após 119 anos e de muitos momentos marcantes para o jornalismo brasileiro, dentre estas a reforma gráfica na década de 50, capitaneada por Amilcar de Castro.

Pelo que inferi, restará apenas a edição on-line.

É aguardar para ver.

11 de jul. de 2010

Sobre a classificação de revistas

Interessante a matéria que a Folha de São Paulo deste domingo veiculou à página A19 - Ciência -, intitulada "Artimanhas inflam produção científica".

Sobre os malabarismos (a linha de apoio se refere a estratégias) que as revistas científicas fazem para "elevar artificialmente o impacto de seus trabalhos", aumentando, dessa forma, a classificação Qualis junto à Capes.

E enumera, em box, com alguma ironia, cinco caminhos possíveis para elevar o Fator de Impacto (FI) das publicações:

1 Produção salame: divida o resultado de um trabalho em vários, publicando vários artigos.

2 Clube da coautoria:
coloque o nome dos colegas como coautores de seus artigos, e eles retribuirão.

3 Máfia da citação:
se editar uma publicação, peça que os autores citem trabalhos da própria revista.

4 Celebridades:
se for editor, convide (até pague) cientistas famosos para escrever resenhas para a sua publicação.

5 Auto-plágio: publique o mesmo artigo em várias revistas.

A matéria segue na linha da entrevista realizada com Marcelo Hermes-Lima, da UnB, veiculada esta semana no Jornal da Ciência, criticando a formação de doutores no Brasil. (Tomei conhecimento por meio de post de Marcos Palácios no Blog do GJol).

Parece-se, no entanto, que há um problema de algulação na matéria, em decorrência da forma como ela foi construída.

Explico: ao chamar a atenção, já na abertura, para a maneira que a Revista Brasileira de Farmacognosia encontrou para elevar seu Qualis, deixando a discussão em torno dos critérios de classificação da Capes em segundo plano, a impressão primeira é que os editores são maquiladores (ia escrever falcatruas, mas pegaria mal) em primeiro lugar, ficando a discussão a respeito dos critérios, como disse, em segundo plano.

Creio que faltou edição no texto de Sabine Righetti.

10 de jul. de 2010

Sobre a aplicação de prova oral

Alguns de meus alunos deste semestre congelaram quando anunciei, ainda no início das aulas, que faríamos uma prova oral ao final dos trabalhos.

Ou seja, que, ao invés de eles serem avaliados como usualmente o são, por meio de escolhas em lacunas e respostas pontuais por escrito, teriam de se posicionar oralmente frente às questões a eles colocadas.

Publicamente, de maneira que seu professor e colegas também pudessem ouvir o que eles tinham a dizer a respeito do ponto em questão.

Também lhes foi comunicado que, após suas respostas, dois ou três de seus colegas concordariam ou discordariam do que eles responderiam, igualmente de forma oral, quando então o professor corroboraria, ou não, o que havia sido dito.

Dei a esse método, que desenvolvi há cerca de dois anos, e tenho aplicado sistematicamente deste então, o nome de "prova oral", pelo prosaico motivo que se tratava, efetivamente,

a) de uma avaliação,

e que esta seria realizada

b) por meio do diálogo oral para se estabelecer, com seus derivados (postura, entonação da voz etc.)

Passei a adotar a prova oral em disciplinas que exigiam um conhecimento teórico mais elaborado basicamente porque percebi, ao longo dos semestres, que, não obstante os esforços realizados pelos alunos em seus estudos, a relação entre volume de conteúdo e capacidade de assimilação era desigual.

Ou seja, pouco produtiva e, não raro, chata, cansativa; quase maçante, em especial àqueles egressos de uma formação pouco afeita ao trato com os livros.

Pois bem, se o nome "prova oral" usualmente deixa os alunos em pânico - remete a um inquisitor cruel, a palmatória na mão, diante de um aluno borrado de medo - sua prática tem se mostrado acertada quando o assunto é tornar o conhecimento comum a todo o grupo.

Por quê? Basicamente porque o método, mais que auscultar se este ou aquele aluno sabe, ainda que o faça, permite que todos compartilhem o conhecimento elaborado em conjunto ao longo do semestre.

Por este viés, se o aluno "a" não sabe a resposta, seus colegas "b" e "c" conhecem.

Caso "a" saiba, "b" e "c" podem trazer novos ângulos à mesma questão, e, se ninguém, ou apenas "a" souber, terá se apresentado uma oportunidade de reforçar eventual lacuna na formação, haja vista que, independente da respostas, o professor sempre se posiciona a respeito da questão ao final de cada rodada.

Ao final, todo o conteúdo do semestre terá sido revisitado.

O roteiro de trabalho é basicamente o seguinte:

1 O professor divide o conteúdo do semestre em tópicos, de forma que a cada aluno corresponda uma questão específica. (É preciso cuidar para que as perguntas não sejam tematicamente muito próximas, para que as respostas não invadam a questão seguinte, tornando-a desnecessária).

2 No dia da prova, as classes/carteiras devem ser dispostas em círculo, de forma que todos enxerguem-se de frente ou pelo menos na diagonal. Luz média. Temparatura em torno de 20ºC, se possível.

3 O professor aplica a questão ao aluno determinado.

4 Assim que este responde, o professor pergunta à turma quem quer se posicionar a respeito do assunto. O número de alunos a se inscrever varia conforme o tamanho da turma.

5 Encerrada a resposta, e seus complementos, o professor corrobora, ou não, o que foi dito, e passa a palavra ao próximo aluno.

É importante, por fim, que, antes de os trabalhos se iniciarem - e os alunos já estarem dispostos em círculo - que o professor faça algum exercício de relaxamento com o grupo, e que este seja divertido ao ponto de todos rirem ao seu final.

Se não contribui em termos de conteúdo, a prática ajuda a dissipar lembranças ruins e corrobora a sensação que a avaliação, enfim, pode ser algo tão bom quanto aprender algo novo, diferente.

9 de jul. de 2010

SBPJor prorroga prazo de trabalhos

A quem interessar possa: o prazo final de envio de trabalhos científicos ao 8ª Encontro da SBPJor é 25 de julho.

Dez dias a mais em relação ao prazo original, portanto.

O evento se realiza dias 8 a 10 de novembro, em São Luís, na Universidade Federal do Maranhão.

8 de jul. de 2010

O que pesquisar quer dizer?

Quem é professor e enfrenta, semestre após semestre, a tão boa quanto complicada tarefa de orientar trabalhos de monografia (e dissertações, e teses, e ...) haverá de aplaudir este lançamento da Sulina, de Juremir Machado da Silva: O que pesquisar quer dizer.

A linha de apoio antecipa as páginas: "Como pesquisar e escrever textos acadêmicos sem medo da ABNT e da Capes", mas não diz tudo.


Trata-se, aos meus olhos, de um trabalho de primeira importância, não apenas para a instância graduação, como disse, à medida que, para além de conduzir os jovens pesquisadores nos passos necessários à boa pesquisa, o faz sem amarras e com uma prosa tranqüila, pouco canônica.

É o caso, por exemplo, do momento 4.1 - problemas e hipóteses - onde, para testar o fôlego de um problema de pesquisa, é sugerido que seja feito em uma mesa de bar.

Por este viés, se alguém lhe perguntar qual seu problema (de pesquisa, ok?) e você demorar mais que duas frases ou dez minutos para explicar é porque o problema é com seu problema, sacou?

Herético que sou, aplaudo esse formato de texto porque:

a) torna palatável a pesquisa em ambientes onde ela é exercitada bem menos que deveria, caso da graduação;

e, ato contínuo,

b) instrumentaliza professores em sua, repito, tão boa quanto complicada tarefa de orientar produção de conhecimento para além do ensino e da extensão.

Recomendo.

A ficha:

ISBN: 978-85-205-0557-1
Categoria: Comunicação, Educação
Edição: 1ª - 2010
Formato: 14 x 21 cm
Nº de Pag.: 95
Preço: R$ 25,00

7 de jul. de 2010

Por que trocar o nome do blog?

Queria ter feito uma apresentação mais formal a respeito do novo logo do blog; mais rococó, diria Xón, mas dois problemas me impediram: a mais absoluta falta de tempo e um certo pudor por parte de Gelson Pereira, amigo e designer gráfico que usualmente cria os logos deste espaço.

Mas está aí.

Uma breve explicação: decidi deixar de lado o enunciado "Blog do Dê" porque já não dialogava com meus propósitos mais imediatos, qual seja, discutir jornalismo em termos de sala de aula, pesquisa e extensão, onde desenvolvo minhas atividades profissionais.

Referia-se, o anterior, a um espaço íntimo, pessoal, em desacordo com a forma com que estava sendo usado, daí a mudança.

Penso que dsoster.jor cumpre melhor este papel, porque (ainda) faz alguma referência à identidade anterior ("d"); acresce novos sentidos por meio do uso do sobrenome no lugar do nick e reporta, no complemento .jor, às intenções mais imediatas, qual seja, discutir jornalismo.

A linha de apoio - ensino, pesquisa, extensão - explicita esse propósito.

Quanto às cores, segue com laranja e preto.

À medida que novas mudanças ocorrerem vou avisando

5 de jul. de 2010

Site do 8º SBPjor já pode ser acessado

O site do 8º Encontro Nacional da Associação Brasileira de Pesquisadores de Jornalismo (8º SBPJor), que este ano se realiza de 8 a 10 de novembro de 2010, na Universidade Federal do Maranhão, em São Luís,já pode ser acessado.

O tema deste ano será "Desafios da pesquisa em jornalismo: interdisciplinaridade e transdisciplinaridade".

Trabalhos na forma de Comunicações Livres ou Comunicações Coordenadas devem ser encaminhados até o dia 15 de julho.

4 de jul. de 2010

Sobre a carta de Juremir a Dunga

Não sei se Juremir Machado da Silva; jornalista, pesquisador e professor da PUC de Porto Alegre, estava sendo irônico quando escreveu o texto abaixo em sua coluna deste domingo no Correio do Povo.

(Em se tratando de Juremir Machado da Silva, é bem complicado sabê-lo.)

Mas as palavras que eles escreveu refletem com precisão o que penso a respeito da derrota da Seleção, e, nela, do papel de Dunga no comando desta.

Em tempo: como não tinha acesso à edição on-line do Correio (assino, mas esqueci a senha), peguei uma cópia do pra lá de bacana Blog Cruz de Savóia, que de lambuja trazia uma charge de Tacho, cartunista do Grupo Editorial Sinos, com que trabalhei por algum tempo e com quem também aprendi muito.

Leiam até o fim.

Vale cada palavra.


"Caro Dunga

Minha solidariedade, Dunga. Tu foste genial. Eu me tornei definitivamente teu fã. A eliminação contra a Holanda não abalará em coisa alguma a minha admiração. Tu és ingênuo, Dunga. Quiseste ganhar com base na seriedade, na lealdade e no caráter. Tiveste a coragem de dizer sempre a verdade e de enfrentar os mais poderosos. Cometeste erros, Dunga, mas isso é normal. Só os cretinos imaginam fazer tudo certo. Deixaste de fora alguns meninos talentosos, Dunga, e o velho Ronaldinho Gaúcho. Tiveste boas razões para isso. Tu havias ganhado tudo com o grupo que levaste a Copa. Desejavas valorizar os teus comandados e vencer ou perder com eles. És um capitão de navio à moda antiga. Aceitaste afundar com teu navio. Tua vitória teria sido uma revolução nos costumes. Que pena!

É verdade que não apostaste na beleza. Outros, no entanto, ganharam sem beleza alguma e tampouco sem tua valentia e tua nobreza rude. A derrota foi o resultado de alguns erros que podem acontecer com qualquer um: um gol contra de Felipe Melo, uma agressão boba de Felipe Melo, que determinou sua expulsão, e a perda do controle emocional pelo time todo. O mesmo Felipe Melo, entretanto, deu o lindo passe do gol do Robinho. Estiveste a um passo da glória, Dunga. Agora, voltaste, apesar dos triunfos anteriores, a ser um desgraçado, um maldito, um desprezado. Conheço isso, Dunga. Por mais que tu venças, serás sempre um perdedor. É tua sina. Os donos do mundo não suportam a tua franqueza, que chamam de arrogância. Detestam tua simplicidade, que rotulam de grossura. Odeiam tua transparência, que os impede de conceder privilégios e de fazer negociatas na tua cara.

Foste um exemplo, Dunga. O mundo, porém, não está preparado para a tua vitória. Espero que esteja para a de Maradona, técnico antagônico e complementar a ti, mas não acredito. Tomara que eu me engane. Foste bravo, Dunga, impávido, colosso. Não mandaste Felipe Melo pisar no adversário. Buscaste o equilíbrio. Apostaste no talento de Kaká e Robinho.

Sonhaste com a beleza. Ela não sorriu para ti. A mídia te condenou por não teres feito o jogo dela. Viste o jogo como um jogo e tudo fizeste para alcançar os teus objetivos. Não compreendeste que o jogo é também um teatro no qual alguns devem sempre figurar nos camarotes. Até o teu sotaque incomodou, Dunga, neste país onde os que debocham do teu sotaque têm sotaques tão ou mais caricaturais. Tiveste personalidade, Dunga. Isso é imperdoável. Há muita gente feliz agora. Teus inimigos podem sorrir triunfantes e sentenciar: “Eu não disse…”

Nós, os ruins, os ressentidos, os malditos, os perdedores, apesar de todas as nossas vitórias, estamos contigo Dunga. Somos os teus representantes por toda parte. Tinhas razão, Dunga: boa parte da mídia estava dividida, torcendo pelo Brasil e, ao mesmo tempo, te secando. Para vencer neste mundo, Dunga, é preciso aprender a ser hipócrita. Tu nunca conseguirás. Tuas vitórias serão sempre laboriosas. Tuas derrotas te marcarão mais. Tu, ao contrário de outros, não te escondes jamais. Aceita, caro Dunga, meus cumprimentos".

3 de jul. de 2010

PUC/RS seleciona currículos

Por e-mail, Magda Cunha informa que a Faculdade de Comunicação Social da PUC/RS está recebendo, para composição de banco de dados, currículos (Modelo Lattes/CPNq), de professores para atividades de docência, pesquisa, extensão e atuação em tempo integral.

Requisitos:
Graduação em Comunicação Social;
Doutorado em Comunicação Social ou áreas afins;
Experiência docente;
Produção Científica na área.

Documentos necessários:
Currículo Lattes – documentado
Período de recebimento: até 31 de julho de 2010.

PROCESSO SELETIVO PARA PÓS-GRADUAÇÃO
Local de Recebimento
Faculdade de Comunicação Social – PUCRS
Av. Ipiranga, 6681 – Prédio 07 – Sala 319
90619-900 Porto Alegre/RS

1 de jul. de 2010

Ensino na era da convergência

Os pesquisadores especializados no ensino de jornalismo têm um encontro marcado nos dias 26 e 27 de agosto de 2010 no I Seminário Nacional de Ensino do Jornalismo, na Universidade Federal de Santa Catarina.

Podem submeter trabalhos pesquisadores que investigam as seguintes temáticas: ensino de jornalismo e novas tecnologias, ensino de jornalismo em tempos de convergência, projetos pedagógicos, metodologias de ensino, formatação de grades curriculares, entre outros.

Os trabalhos, acompanhados de resumo de dez linhas em espaço 1 e cinco palavras-chave, devem ser escritos em New Times Roman, corpo 12 e espaçamento dois, com extensão máxima entre 15 e 20 laudas, incluída a bibliografia. As referências completas devem vir ao final do trabalho. As citações até três linhas podem ser inseridas no corpo do trabalho.

Citações acima deste limite devem ser destacadas no texto, em corpo 10, com espaçamento 1. Os melhores trabalhos serão selecionados e publicados no livro anual da Rede PROCAD que deve ser lançado no final do ano de 2010. A data limite para o envio de trabalhos para seleção é 30 de Junho de 2010. O resultado da seleção será comunicado aos pesquisadores até 15 de Julho de 2010.

O Comitê Científico do I Seminário Nacional de Ensino do Jornalismo está constituído pelos membros das equipes PROCAD: Álvaro Larangeira, Adriana Amaral, Beth Saad, Claudia Quadros, Elias Machado, Francisco Karam, Graciela Natansohn, Kati Caetano, Malu Fontes, Marcos Palacios e Tattiana Teixeira.

Mais informações podem ser obtidas nesta página ou com os coordenadores locais Elias Machado e Tattiana Teixeira.