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17 de fev. de 2010

Sotaques d'aquém e d'além mar

Para quem se interessa por categorias e gêneros jornalísticos, a leitura de Sotaques D'aquém e D'além Mar: travessias para uma nova teoria de gêneros jornalísticos é necessária.

Não tanto pelo que acresce à discussão a partir do que já havia proposto por José Marques de Melo e seu A opinião no jornalismo brasileiro (Vozes, 1985), mas pelo que problematiza.

Chaparro sugere que o paradigma opinião/informação não é suficiente para explicar a narrativa jornalística

Prefere, antes, as categorias discursivas relato e argumentação, a partir do pressuposto que a opinião e a informação são antes complementares que excludentes quando o assunto é jornalismo.

Apesar dos exageros - tipo: chamar de "fraude teórica" a classificação anglo-saxã arcada no binômio opinião x informação, desconsiderando, assim, sua importância conceitual - é um livro importante.

Principalmente porque realiza uma análise comparada entre o jornalismo brasileiro e o português a partir de uma ampla pesquisa envolvendo alguns dos principais jornais dos dois países.

Há ciência, portanto, apesar dos exageros.

13 de nov. de 2009

Redefinindo os gêneros jornalísticos

Repico, por relevante, post do Blog Monitorando. Sobre o lançamento do livro Redefinindo os gêneros jornalísticos: proposta de novos critérios de classificação, escrito a partir da tese de doutorado de Lia Seixas. O livro pode ser baixado em PDF ou adquirido em papel.

Abaixo, o primeiro parágrafo da introdução:

"Aprender a fazer jornalismo é aprender a produzir gêneros jornalísticos. O conhecimento mais profundo dos elementos que constituem os tipos mais frequentes de composições discursivas da atividade jornalística pode implicar em maior conhecimento sobre a própria prática. Isso significa conhecimento sobre as competências empregadas para a realização da atividade, desde a produção à publicação do produto. Com as novas mídias, surgem novos formatos, se hibridizam, se embaralham os gêneros. A noção de gênero entra, mais uma vez, em cheque. Por isso mesmo passa a ser vista com mais atenção. Alguns gêneros podem acabar, outros podem aparecer. Alguns se transformam, outros se mantêm. Com as novas mídias, as práticas discursivas passam a experimentar e produzir novos formatos, que podem se instituir ou não em novos gêneros.(...)"

Lia Seixa integra o livro Metamorfoses jornalísticas 2: a reconfiguração da forma (Edunisc, 2009), organizado por mim e por Fernando Firmino da Silva.